38º ENEPe: Primeira mesa confirmada!

Divulgamos a primeira confirmação da programação do 38º ENEPe

A mesa Autonomia Universitária sob ataque! A participação estudantil e a democracia na universidade vai acontecer no segundo dia do encontro, dia a rsi12/07 às 9h, no auditório da Reitoria, com a participação dos professores: Valéria Correia (Reitora da UFAL), Jaime Ramirez (Reitor da UFMG), Ubaldo Balthazar (Reitor interino da UFSC), Fátima Siliansky (superintendente exonerada do HU/UFAL) e Tainá Peixoto (ExNEPe). A mesa será também uma homenagem ao professor Luiz Carlos Cancellier, falecido em outubro passado, então reitor da UFSC.

O objetivo da mesa é debater a resistencia aos graves ataques que o velho Estado e suas instituições tem deflagrado contra as Universidades Brasileiras, na esteira da Intervenção Miliar em curso, violando a autonomia universitária e colocando em risco o livre pensamento científico, a gestão universitária e até mesmo o ensino superior no país.

Em junho do ano passado, a superintendente do Hospital Universitário da UFAL, a professora Fátima Siliansky, foi exonerada do cargo para o qual a própria reitora da universidade a tinha indicado. Esta exoneração, orquestrada pela EBSERH, foi denunciada como tentativa de “promover um estado de crise e conflito permanente dentro do HUPAA/UFAL, servindo apenas àqueles que querem aprofundar o processo de desmonte dos serviços públicos e precarização do trabalho”. A professora Siliansky é conhecida em todo o país pela sua oposição aberta à privatização dos Hospitais Universitários no país através da EBSERH.

Em outubro do ano passado, a Polícia Federal realizou várias prisões de professores da Universidade Federal de Santa Catarina, no bojo de uma investigação de suposta corrupção na universidade. Sem nenhum aviso prévio ou a mínima intimação para depor, o então reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier foi arbitrariamente preso, afastado do cargo e banido da universidade, sob uma suspeita para a qual não havia sequer uma prova. Tragicamente afetado pelo caso, como forma de protesto a este flagrante desrespeito à universidade e à sua autonomia, o professor Luiz Carlos cometeu suicidio no dia 02 de outubro, deixando um bilhante onde dizia que sua morte foi decretada no momento em que ele foi afastado da universidade.

Poucos meses depois, em dezembro, a mesma Polícia Federal invadiu os campi da UFMG e prendeu o reitor, a vice-reitora, duas ex-vice-reitoras e o professor presidente da fundação de pesquisa da Universidade. Também sem nenhum aviso prévio ou intimação para depor, a PF decidiu invadir a universidade e prender professores com o subtefúrgio de “condução coercitiva”, mas numa clara tentativa de intimidação e intervenção política na universidade.

Estes são apenas os casos mais notórios, no entanto ataques à Autonomia Universitária e intervenções da gerência Temer e sua quadrilha nos assuntos internos das universidades públicas tem se repetido em todo o país. Para barrar estes ataques, somente impulsionando a participação estudantil e democracia nas univerisdades poderemos coesionar toda a comunidade universitária para resistir e derrotar estas intervenções nocivas, bem como a ofensiva pritvatista e as tentativas de fechamento das universidades pelo governos a mando do imperialismo.

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