Combativo 12º EMEPe reafirma posição classista da Executiva Mineira

Combativo 12º EMEPe reafirma posição classista da Executiva Mineira:
Aqui se pratica luta! Rumo ao 38º ENEPe!

foto delegação ao 38 ENEPe

Realizou-se, nos últimos dias 30/06 e 01/07 no Campus Darcy Ribeiro da Unimontes em Montes Claros no Norte de Minas Gerais, o XII Encontro Mineiro dos Estudantes de Pedagogia. Como afirmam os/as dezenas de estudantes Pedagogia, licenciaturas, secundaristas, professores e apoiadores de Montes Claros,  Janaúba, Manga, Belo Horizonte e Varzelândia nas resoluções da Plenária Final do Encontro o XII EMEPe representa um “importante avanço na organização nacional dos estudantes de Pedagogia e demais licenciaturas do país em luta contra a falsa regulamentação da profissão do pedagogo, em defesa da autonomia e democracia universitária e pela gratuidade do ensino público” e mais uma “contundente vitoria ideológica, política e organizativa da linha classista e combativa da ExNEPe contra o imobilismo oportunista do falso “MEPe” na Pedagogia”.

Desde o início da organização do Encontro, ficou expressa a posição combativa e classista da ExMEPe e da Comissão Organizadora (C.O) do XII EMEPe, como exalta as saudação lida por uma representante da C.O na abertura do evento:

“Não foram poucas as dificuldades impostas pelos setores hegemônicos da burocracia universitária no sentido de dificultar a realização deste importante evento. Mas, teria como ser diferente? Não é justamente por este motivo que estamos reunidos hoje aqui? Para debater sobre como transformar esta realidade, para discutirmos sobre como avançar nossa organização e aprofundar nossa luta pela democratização das universidades brasileiras, contra o sucateamento e privatização do ensino público. A experiência destes quase dois meses de mobilização, politização e organização dos estudantes de Pedagogia e demais licenciaturas para a realização de nosso XII EMEPe nos aponta o caminho a seguir. Todas estas dificuldades, uma a uma, foram, estão e serão vencidas por nós, estudantes e trabalhadores em educação, por meio de nossa organização classista, combativa e unificada! Contando sempre com as nossas próprias forças e o decisivo apoio daqueles que, sinceramente, defendem o ensino público e gratuito a serviço do povo, a democracia e autonomia universitárias.”

 


Deliberações da Plenária do XII EMEPe – Encontro Mineiro dos Estudantes de Pedagogia:

Montes Claros, 01 de julho de 2018

1) Propagandear a realização do XII EMEPe como importante avanço na organização nacional dos estudantes de Pedagogia e demais licenciaturas do país em luta contra a falsa regulamentação da profissão do pedagogo, em defesa da autonomia e democracia universitária e pela gratuidade do ensino público.

2)  Propagandear a realização do XII EMEPe como mais uma contundente vitoria ideológica, política e organizativa da linha classista e combativa da ExNEPe contra o imobilismo oportunista do falso “MEPe” na Pedagogia.

3) Concentrar todas as nossas energias e forças na mobilização e arrecadação de recursos materiais para a participação de uma ampla e combativa delegação mineira do 38º ENEPe.

4) Formar uma comissão composta por estudantes da Unimontes para exigir da Reitoria da Unimontes uma solução imediata para assegurar que todos os estudantes interessados participem do 38º ENEPe.

5) Centralizar as informações e quotizar entre os ativistas e entidades vinculadas à ExMEPe o pagamento de dívidas pendentes desde o último FONEPe e de gastos imediatos referentes à participação das delegações do estado no próximo 38º ENEPe em Alagoas, realizando atividades coletivas de arrecadação de recursos entre entidades sindicais e de classe apoiadores da luta em defesa do ensino público, assim como por meio de grupos de produção e comercialização coletivos.

6) Realizar visitas aos campus da Unimontes de Januária, Janaúba e Pirapora buscando informá-los e integrá-los às atividades e eventos promovidos pela ExMEPe.

7) Realizar um evento de apresentação da ExMEPe e da luta contra a falsa regulamentação da profissão do pedagogo no Pólo da Unopar em Manga, Norte de Minas.

8) Intensificar as mobilizações no estado contra o sucateamento e privatização das universidades públicas.

9) Seguir defendendo, por meio da luta classista e combativa, a democracia e autonomia universitárias e a gratuidade do ensino público.

10) Lutar pelo fim da lista tríplice, por paridade estudantil em todos as instancias colegiadas da universidade e pelo voto direto e universal para todos os cargos eletivos, tendo como meta o co-governo estudantil.

11) Lutar pela autonomia institucional, administrativa e financeira das entidades estudantis na universidade (CA, DA, DCE). Pelo direito à livre organização estudantil, pelo fim das perseguições políticas e processos administrativos contra ativistas do movimento estudantil.

12)  Participar ativamente das reformulações curriculares em todas as universidades, defendendo a concepção do pedagogo unitário, pautada na indissociabilidade entre docência, pesquisa e gestão, formulada pela ExNEPe durante a grande jornada de luta contra as DCN´s nos anos de 2005/2007.

13) Ampliar e fortalecer a luta por assistência estudantil.

14) Lutar contra o fechamento de bolsas do PIBID e pela sua ampliação e interiorização no estado.

15) Lutar por políticas e programas de extensão que integrem as atividades acadêmicas à realidade das escolas e demais espaços de ensino frequentados pelas massas populares, no campo e na cidade.

16) Que a ExMEPe posicione-se publicamente contra a “Residência Pedagógica”, denunciando seu caráter pragmático, anticientífico e precarizador das condições de trabalho docente, convocando estudantes e professores a lutarem pela extinção do programa.

17) Realizar atividades de visitas às áreas ocupadas e/ou retomadas por camponeses, quilombolas e indígenas em luta contra o latifúndio e em ocupações urbanas.

18) Buscar, em todas as atividades e eventos da ExMEPe, envolver estudantes de todas as licenciaturas.

19) Apoiar de forma efetiva e concreta a luta de professores e demais profissionais da educação por condições dignas de trabalho, pelo cumprimento do piso federal da categoria e pelo fim do parcelamento de seus salários.

20) Lutar pela abertura e ampliação de instituições de ensino públicas voltadas ao atendimento dos filhos e filhas das estudantes das classes populares estudantes universitárias desde a mais tenra idade.

21) Apoiar e incentivar, junto às comunidades pobres das grandes e médias cidades do estado onde a ExMEPe atua, a luta pela abertura e ampliação de instituições de ensino públicas voltadas ao atendimento das filhos e filhas do povo desde a mais tenra idade.

22) Organizar ocupações de universidades e escolas públicas em unidade com professores, servidores junto às comunidades escolares e acadêmicas, promovendo a permanente mobilização, politização e organização popular em defesa do ensino público, gratuito e a serviço do povo!

23) Que a ExMEPe apoie a realização de atividades voltadas à saúde reprodutiva das mulheres, entre estudantes e profissionais da educação, nas escolas e universidades, como a adoção de métodos contraceptivos e a prevenção à doenças sexualmente transmissíveis.

24) Organizar campanhas de visitas às escolas de educação básica no objetivo de integrar os pedagogos em exercício no serviço público na luta contra a falsa regulamentação da profissão do pedagogo.

25) Exigimos a punição imediata de todos os envolvidos no assassinato e ocultamento do cadáver da companheira Remís Carla, importante ativista da ExNEPe, do MFP e do MEPR, assassinada brutal e covardemente por seu ex-namorado no final do ano passado.

26) Que a ExMEPe organize, no mês de outubro, (preferencialmente em Janaúba) uma grande celebração em homenagem à heroína do povo Heley de Abreu Silva Batista,  que verteu seu sangue ao salvar filhas e filhos do povo no incêndio da creche “Gente Inocente” em outubro do ano passado, resgatando sua memória como autentica filha de nosso heroico povo e como parte das massas populares e grande expressão do heroísmo e abnegação diários dos profissionais em educação por todo o país, remarcando a analise classista da ExMEPe sobre o verdadeiro “crime de Estado” que resultou na trágica morte da companheira Heley e das crianças da creche “Gente Inocente”.

27) Combater o feminismo burguês e o pequeno-burguês que, por meio de suas ideologias, políticas e práticas corporativistas e segregadoras, buscam escamotear o caráter de classe da opressão feminina e da luta contra a opressão feminina como parte da luta democrática-revolucionária do povo contra o imperialismo, a grande burguesia e o latifúndio.


Moções aprovadas pela Plenária Final do XII EMEPe:

1) O 12º EMEPe declara total apoio à luta pela terra no Brasil, a organização e resistência dos camponeses, quilombolas e indígenas pelas tomadas e retomadas das terras e territórios, reconhecendo o seu direito histórico cobrado pela Revolução Agrária em curso. Neste sentido, repudiamos veementemente a ofensiva reacionária dos latifundiários no país, que se expressaram no Norte de Minas com a reedição do “Movimento Paz no campo”, resultando no ataque covarde ao Acampamento da FNL em Capitão Enéias, à queima da bandeira do MST, seguido do cerco e agressões às famílias e ativistas do Acampamento Avilmar Ribeiro em Montes Claros, com ameaças de exterminar todos os “sem-terra” em sucessivas ações de violência reacionária e ódio de classe sucessivamente praticada pelos latifundiários acobertados pela PM e demais aparatos repressivos do Estado, como os mais recentes vômitos negros da Soceidade Rural, tutelada pelo ministro da agricultura Blairo Maggi, contra a “quilombolização” do Norte de Minas.

2) O 12º EMEPe reconhece a justeza da heroica resistência dos povos no chamado “Oriente Médio Ampliado” e manifesta seu total apoio à Heroica Resistência Palestina, nação ocupada por Israel/EUA. Repudia os vis ataques ao povo Palestino e à sua heroica juventude que resiste bravamente abrindo o caminho da libertação, regando com o seu generoso sangue esta grande causa da Guerra de Libertação Nacional. Ao mesmo tempo em que expressamos nossa posição anti-imperialista contra as políticas anti-povo e racistas cometidas contra os imigrantes, cometidas pelo gerenciamento arqui-reacionário de Trump/EUA, manifestando nossa irrestrita solidariedade para com as famílias agarradas, torturadas e violentamente separadas de suas crianças na tentativa de cruzar a fronteira.

3) O 12º EMEPe condena a prisão de cinco ativistas de direitos democráticos na Índia e estende sua solidariedade a todos os presos políticos do reacionário governo indiano. Estes cinco ativistas são membros do “Comitê de Liberdade para os Presos Políticos”: o advogado Surendra Gadling, o Secretário da CRPP Rona Wilson, a professora Shoma Sem, o ativista Cutural Sudhir Dhawle e ativista anti-gentrificação Mahesh Raut. Como diversas organizações democráticas no mundo inteiro, entendemos que “a criminalização de movimentos democráticos e a redução da liberdade de expressão revela abertamente o estado fascista Brahmânico e seu desespero por se ver como inquestionavelmente dominante”.

4) Moção de solidariedade à estudante Tarsila em Alagoas, expulsa da UFAL por motivos de perseguição política.  Esta expulsão absurda e reacionária contra a estudante Tarsila ficou registrada no processo administrativo nº 23065.011651/2018- 11, aberto pela última gestão do CAPED e assinado por sua ex-presidente e respaldado pela reitoria da universidade. Tarsila é militante do MEPR – Movimento Estudantil Popular Revolucionário e membro da ExNEPe – Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia, que é a entidade máxima dos estudantes de Pedagogia.

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