Plenária Inicial do 38º convoca Grande Manifestação na UFAL!

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Plenária de abertura do 38º ENEPe – 400 estudantes de todo o Brasil, organizados pela Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia, em União dos Palmares, aprovam o tema da manifestação do dia 13!

Dia 13 de julho, às 15 h, grande manifestação na UFAL:
Em defesa da gratuidade, democracia e autonomia da Universidade Brasileira! Abaixo a intervenção militar!

 

Companheiras e compaheiros estudantes da UFAL,

Vivemos um momento de acirramento de todas as contradições no mundo. O imperialismo ianque (Estados Unidos), afundado em sua crise, promove e apoia guerras de agressão aos povos do mundo, particularmente na Síria, Palestina, Afeganistão e Iraque. Em sua disputa contra outras potências imperialistas reacionárias, como a Rússia, os ianques bombardeiam e assassinam pessoas para disputarem as riquezas destas nações. Agora, o imperialismo ianque quer usar o Brasil e outros Estados reacinários da América Latina, como a Colômbia, para agredir e invadir a Venezuela. Com a desculpa de ajuda humanitária, preparam essa invasão para saquear o petróleo do povo venezuelano. O gerente Temer e o Exército brasileiro, lambe-botas do imperialismo, se apresentam para servir a seu patrão e prometem todo tipo de ajuda, inclusive a entrega do controle da Base Militar de Alcântara, no Maranhão, para os norte-americanos. No entanto, todos esses ataques aos povos e nações oprimidas do mundo, não têm resolvido a crise sem fim do imperialismo ianque. Ao contrário, quanto mais guerra promove, mais se afunda em suas próprias contradições internas. “A lógica do imperialismo é provocar distúrbios e fracassar!”.

 No Brasil, a greve dos caminhoneiros mostrou a disposição de luta e de sacrifício de nosso povo. Mostrou a fragilidade da gerência Temer que chega cambaelante ao final do mandato. Mostrou que as massas de nosso país exigem, cada vez mais, uma solução radical e profunda para resolver os problemas de nossa pátria. A extrema direita tentou surfar nessa onda de protestos, levantando sua bandeirola suja de “intervenção militar”. O prolongamento da luta demonstrou que a única intervenção que o exército faria seria a repressão violenta contra os manifestantes. A esquerda demorou em apoiar com decisão esse movimento histórico dos caminhoneiros e a levantar a bandeira da greve geral, que poderia unificar todo o povo brasileiro em uma só luta de resistência. Diante da guerra civil reacionária em nosso país e do golpe militar em curso, a defesa de programas reformistas para as eleições farsantes de 2018, aos ouvidos de nosso povo, se torna um palavreado cada vez mais ridículo. A massa trabalhadora de nosso país está com um só sentimento: o Brasil precisa de uma Grande Revolução. Mesmo que ainda não tenha consciência plena de qual deve ser o conteúdo e a forma desta revolução este é o desejo mais explícito de nosso povo.

 Para derrotarmos a intervenção militar crescente, que ameaça de fato, todos os direitos conquistados dos operários, camponeses, estudantes e professores de nosso país é preciso intensificarmos as lutas de resistência com classismo, democracia, combatividade e massividade. Para derrotarmos as ameaças à Universidade Brasileira, à restrição de sua autonomia e, principalmente, os riscos de sua privatização, é necessário unir as lutas estudantis, de professores e técnicos. Somente uma Universidade Democrática pode ser gratuita e autônoma! Levantando essas bandeiras estaremos preparando a Universidade Brasileira para a defesa de suas conquistas e para dar sua contribuição na resistência e na derrota à intervenção militar crescente. “Fascistas, não passarão!”.


  Reitoria da UFAL justifica, vergonhosamente,a perseguição política contra a ExNEPe

 No dia 25 de abril, de 2018, a estudante de pedagogia, Tarsila Pereira, foi expulsa da sala de aula pela Direção do CEDU, em cumprimento de uma decisão da Reitoria, que determinava sua proibição de seguir assistindo as aulas. Esta companheira é membro da Coordenaçao Nacional da ExNEPe e estava assistindo duas disciplinas do 1º período, na condição de aluna ouvinte. Tarsila havia sido aprovada no Enem/SISU para ingressar no semestre 2018.1, mas em função do atraso no calendário acadêmico solicitou a dois professores participar de suas aulas como ouvinte. Os professores Wilson Sampaio e Walter Lima atenderam sua solicitação, explicando no entanto, que como ouvinte ela não poderia requerer depois a validação desse créditos.

 Ou seja, Tarsila estava na mesma condição de inúmeros alunos ouvintes, da graduação e da pós, na UFAL, por que, então, só ela foi expusla? A Reitoria da Universidade, em um processo em curso na justiça federal, justifica dessa maneira a expulsão:

Em suma, a Coordenação do Curso identificou a participação da impetrante [Tarsila Pereira] em movimento que vem atrapalhando as aulas com a divulgação de um evento estudantil, sem a adequada postura respeitosa que se espera em um ambiente acadêmico. Então, se fatos ocorreram que atrapalharam as aulas de alguma maneira e geraram atraso de conteúdo, trazendo incômodo ao professor de determinada disciplina, nada mais natural de que a Coordenação do Curso tome as medidas apropriadas para que a paz volte a reinar no ambiente acadêmico. (Informação da Reitoria da UFAL à Justiça Federal, 14 de junho de 2018).

A Reitoria utiliza típicos termos direitistas (“postura respeitosa”, “paz voltar a reinar”) para justificar uma expulsão política, cuja a causa inicial seria a “divulgação de um evento estudantil”. Mas além de direitista, o argumento da Reitoria da UFAL é completamente falso! A companheira Tarsila, ao divulgar o 38º ENEPe, nunca recebeu uma reclamação de qualquer professor, também não houve queixa alguma de professor contra Tarsila. A Reitoria mente e esconde que o processo de expulsão da companheira foi iniciado pela ex-presidente do Caped, Larissa Oliveira que abriu um processo administrativo exigindo providências imediatas contra Tarsila. No Processo Nº 23065.011651, Larissa Oliveira (que é funcionária da reitoria) solicita o seguinte:

O esclarecimento se Tarsila Pereira possui vínculo ou não com a UFAL, pois ela informa que está matriculada nesta universidade e utiliza dessa informação para frequentar aulas. Solicitamos uma resposta rápida para que possamos requerer à coordenação do curso uma posição diante da mesma estar utilizando o discurso de ser vinculada ao Centro de Educação. (CAPED, Processo de Nº 23065.011651, 11 de abril 2018).

Esse processo foi assinado pela ex-presidente do Caped no dia 11 de abril, no dia 17 de abril, a Reitoria da UFAL, responde com um despacho do DRCA determinando à Coordenação de Pedagogia: “o esclarecimento junto aos professores da ilegalidade de permitir o desenvolvimento de atividades acadêmicas (frequência de aula, atividades, provas, etc) sem matrícula oficial” (Despacho DRCA, 2018). Ou seja, a expulsão da companheira se deu por solicitação do antigo Caped e por ordem da Reitoria, sem que os professores e a estudante sequer fossem ouvidos. Por isso, reafirmamos que a justificativa da Reitoria à justiça é totalmente falsa. Da mesma forma, é mentirosa a justificativa do antigo Caped, que diz ter aberto o processo contra Tarsila por “solicitação” dos alunos calouros:

O Caped através de denúncias de estudantes do primeiro período dos turnos diurno e noturno, vem, por meio deste, solicitar esclarecimento se Tarsila Roque de Lima Pereira poussui vínculo ou não com a UFAL. (CAPED, Processo de Nº 23065.011651).

Ao contrário do que diz Larissa Oliveira, não foram os calouros que se incomodaram com a presença de Tarsila, foi o antigo Caped que pressionou os estudantes do primeiro período a vigiar e informar sobre a atuação da companheira na sala de aula. Isso pode ser verificado no print das seguintes mensagens do dia 23/04/2018 (confira todas essas imagens no site: exnepe.org), trocadas no grupo do 1° Período, turma 2017.2/vespertino (não divulgaremos os nomes dos estudantes envolvidos para preservá-los e não expô-los a outras perseguições):

Estudante1: Me chamaram [o Caped], como representante de turma, para fazer uma narrativa das aulas em que TARCILA [participou], pois todas as turmas já fizeram e só falta a nossa. O que eles querem? Querem que vocês relatem o que ela fazia em sala, se faz perguntas, se assina frequência, se fez trabalho, provas, etc.

Estudante 2: Ela não fez trabalho e não assinou frequência.

Estudante 3: Em que aula houve tumulto? E outra, quem foi que provocou? Acho um problema ouvir só um lado da história…

Estudante 4: Quem tá tumultuando é o CA, na minha opinião. Tá quase uma caça às bruxas.

Atitudes como essas, do antigo Caped, são fascistas e policialescas. Nós da ExNEPe repudiamos atuações como essas, que são injustificáveis na luta política no movimento estudantil. O que o antigo Caped fez foi aplicar a sua versão pós-modernista do “Escola sem Partido”, perseguindo a todo custo a companheira e tentando inviabilizar de todas as maneiras a realização do 38º ENEPe. Mas toda essa perseguição também será derrotada! Hoje, a companheira Tarsila está cursando, não mais como ouvinte, o 1º período de pedagogia, e junto com outras companheiras organizaram a CHAPA 2: Pedagogia em Movimento!, que está concorrendo às eleições do CAPED.

 Por isso no dia 13 de julho, estaremos nos reunindo com a Reitoria da UFAL para esclarecer esses fatos e exigir uma retratação pública diante da perseguição política contra a ExNEPe e a companheira Tarsila. Venha, você também participar dessa grande manifestação! Essa é uma luta de todos, pois o que está em jogo é a condição dos alunos ouvintes, o direito de livre organização estudantil dentro da universidade e a liberdade cátedra de nossos professores.

Nós convidamos todos estudantes da UFAL a participarem conosco da programação do 38º ENEPe, no dia 13 de julho, que nos turnos da tarde e da noite, ocorrerá aqui no campus da UFAL.

 14 h: Concentração, em frente ao CEDU, para a nossa manifestação.

15 h: Passeata até a Reitoria onde protocolaremos nossas reivindicações.

17 h: Atividade cultural conjunta ExNEPe e CHAPA 2 Pedagogia em Movimento!

19 h: Jantar.

20 h: Grupos de Discussão sobre Movimento Estudantil (aberto à todos os estudantes da UFAL).

22 h: Viagem de volta para União dos Palmares.

 No dia 14 de julho, haverá viagem de campo do 38º ENEPe e apresentação de trabalhos. No dia 15 de julho, ocorrerá a nossa plenária final. Os estudantes da UFAL que quiserem participar do 38º ENEPe ainda dá tempo! Inscrevam-se na baquinha da ExNEPe, no CEDU. Haverá certificado com carga horária proporcional às atividades nas quais participarem. Haverá ônibus saindo da UFAL na sexta à noite e no domingo pela manhã! Inscreva-se!

 

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