Todo apoio aos 23: Rebelar-se é justo!

A primeira mesa sobre situação política do 38º ENEPe, contou com a participação do companheiro Igor Mendes, um dos 23 ativistas populares processados, desde 2014, no Rio de Janeiro. Na semana seguinte ao nosso Encontro, no dia 17 de julho, estes 23 companheiros de luta foram condenados pelo reacionário juiz Itabaiana. As condenações vão de 5 à 13 anos de prisão pelo crime de “associação criminosa”. Os companheiros estão recorrendo em liberdade, mas se os recursos não forem atendidos, esses jovens ativistas correm o sério risco de irem para a cadeia. Por isso é urgente, e a ExNEPe se soma a essa luta, que todas as pessoas democratas e progressistas em nosso país se mobilizem contra essa condenação absurda, verdadeira perseguição política fascista contra a juventude combatente de nosso país.

No mês de agosto, importantes atos foram realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio, um grande ato na UFRJ reuniu 800 pessoas em apoio aos 23 e à liberdade de manifestação. No dia 14 de agosto, uma grande manifestação percorreu as ruas do centro da cidade denunciando essa condenação fascista. Nesta manifestação, houve uma grande participação de familiares de jovens e crianças assassinados nas periferias do Rio. Em uma só voz, a manifestação gritou que “criminoso é o Estado” e que, o povo, particularmente a Juventude, tem o direito de se rebelar! Em São Paulo, um importante ato foi realizado, no dia 28 de agosto, no centro cultural Casa do Povo. Neste evento, em apoio aos 23, participaram importantes personalidades democráticas da universidade brasileira, como os professores Vladmir Safatle (USP) e Peter Pál Pelbart (PUC-SP).

Agora no mês de setembro, em meio a realização dos pós-ENEPe em todo o Brasil, a ExNEPe conclama todos os estudantes a levantarem a bandeira de “Todo apoio aos 23! Rebelar-se é Justo!”. É preciso fazer debates, exibir vídeos, organizar atos denunciando essa condenação, e cobrar de nossas instituições e professores a manifestação pública de apoio a esses jovens perseguidos.

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Manifestação contra a condenação fascista dos 23 ativistas. Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2018

O que o velho Estado pretende é condenar a rebelião da juventude de 2013!

A ameaça de prisão a esses 23 jovens é a resposta do apodrecido poder judiciário ao levantamento da juventude combatente em junho e julho de 2013. Querem com essa condenação impedir que novos levantamentos, como aquele que estremeceu todo o país, voltem a ocorrer. E as classes dominantes sabem que isto está muito próximo de acontecer. A recente greve dos caminhoneiros que parou o Brasil, bem como o apoio impressionante de todo o povo brasileiro a esta manifestação, demonstram que muito em breve outra grande onda de lutas irá se levantar. Por outro lado, a expectativa de um número recorde de abstenções, votos nulos e brancos nas próximas eleições, demonstram que cada vez mais o povo brasileiro percebe que apenas pela luta é possível mudar a situação de nosso país.

Quem são esses 23 ativistas? São jovens que se organizaram em torno da Frente Independente Popular (FIP), no Rio de Janeiro. A FIP era uma frente de diversos movimentos e coletivos que se uniram em torno da consigna “Fora Cabral e a farsa eleitoral!”, e participaram de maneira muito ativa nas manifestações contra a Copa da FIFA no Brasil. Foi no Rio, que as manifestações tiveram maior fôlego, e a existência da FIP foi uma das causas da continuidade da luta no segundo semestre de 2013 e em 2014. A condenação dos 23, portanto, não é somente o impedimento do direito individual de liberdade desses jovens, é a condenação do direito da juventude em se organizar. Por isso, quando a FIP é considerada uma “quadrilha armada”, é o preparativo de uma repressão preventiva às organizações populares para se impedir que as novas ondas de lutas populares tenham maior vigor e organização. Essa condenação é o precedente aberto para considerar as organizações populares como associações criminosas e as manifestações como atos de terrorismo. Não por acaso, o Juiz Itabaiana em sua sentença afirma que o objetivo das manifestações de 2013 era: “implantar o caos social e levar terror à sociedade”.

Em 2014, na véspera da abertura da Copa, uma grande operação policial foi montada e vários dos 23 foram presos, numa clara tentativa de descabeçar os protestos durante a farra da Fifa. A rede Globo na época, exibiu em seu famigerado jornal nacional, a imagem dos estudantes presos, e numa mesa a imagem de panfletos, de um revólver (que pertencia ao pai de uma das ativistas) e da bandeira do MEPR. A cena tinha o claro intuito de não só criminalizar os jovens presos, mas também os movimentos que compunham a FIP. Nossa campanha portanto deve levantar tanto o apoio aos 23 como também aos movimentos perseguidos por esse velho Estado neste processo carcomido.

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O companheiro Igor Mendes no 38° ENEPe

Condenações como essas, e a imposição de um Judiciário podre que passa por cima de suas próprias leis, somente revelam, que esse velho Estado não pode ser reformado, mas que deve ser profundamente transformado de cima a baixo. Essas prisões não representam força dos reacionários, demonstram o temor deles com as próximas lutas de nosso povo. De nós estudantes, da ExNEPe, essas condenações exigem maior energia em nossa luta, mais força em nossa atividade prática. Temos que transformar esses ataques aos direitos do povo em força e maior mobilização de nossa luta. Que venham novos 2013!

Fascistas, não passarão!
Todo apoio aos 23 ativistas do Rio de Janeiro!
Todo apoio ao MEPR e demais movimentos perseguidos!

REBELAR-SE É JUSTO!

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