[Urgente] PR: Paralisação na UNILA contra demissão de funcionários

Com informações de Movimento Fagulha

Neste momento está acontecendo uma paralisação do campus Jardim Universitário na UNILA em solidariedade aos funcionários, pois ocorreu a demissão dos trabalhadores da segurança, atraso dos pagamentos de salário dos terceirizados da limpeza e manutenção e o rebaixamento salarial dos motoristas.

Segue carta aberta dos terceirizados em luta:

carta aberta em PDF

CARTA ABERTA DOS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS ACERCA DAS
DEMISSÕES EM MASSA NA UNILA

A toda UNILA e sociedade de Foz do Iguaçu,
Em um momento de grave crise geral no país, no qual as ondas de assaltos na região do
Jardim Universitário (JU) tem aumentado particularmente, colocando em risco estudantes e trabalhadores, nós trabalhadoras e trabalhadores terceirizados responsáveis pela segurança da UNILA, fomos demitidos sem nenhuma prévia explicação devido a uma solicitação de alteração contratual por parte da UNILA para uma suposta diminuição de despesas, o contrato que acabaria em março de 2019 não foi encerrado, só houve cortes no quadro de funcionários. Foram demitidos 25 dos 33 funcionários, ou seja, 76% do efetivo, colocando famílias sem uma fonte de renda e a
universidade em risco, visto que além de ocorrências existem aqui milhões de reais em
equipamentos e laboratórios e a integridade física de seus frequentadores.

Além disso nossas companheiras e companheiros de trabalho responsáveis pela limpeza e manutenção encontram-se desde o mês passado sem receber seus salários, benefícios e auxílios, situação que já aconteceu outras vezes.
No dia 17 de setembro ficamos sabendo do pronunciamento da PROAGI (Pró-Reitoria de
Administração, Gestão e Infraestrutura) a comunidade acadêmica que em uma tentativa de criar confusão onde dizem:
– “Não haverá redução na quantidade de postos de serviços de segurança na UNILA”, sendo estes Vila A, Jardim Universitário, Almada, Almoxarifado e Obras da moradia. Porém no ponto 3 diz que “a empresa que administra o pessoal de vigilância foi consultada, de acordo com os requisitos legais, sobre a possibilidade de supressão dos postos sem prejuízo à prestação do serviço, tendo esta sinalizado positivamente”. Ora a PROAGI diz que não há redução, ora que a própria UNILA a pediu.
– Diz também que só haverá um “redimensionamento da quantidade de alguns vigilantes para serem substituídos por vigias”, o que eles não dizem é que a redução será de 76%, uma massiva demissão. Também será reduzido o salário em cerca de 40%, além da mudança na função que acarretará inevitavelmente em desvio de função, pois como nos foi passada pela própria empresa que assumirá a licitação de vigias, se contratados por ela é inevitável não exercer a função antiga, só que agora com mais riscos a vida de todos, pois temos que cuidar de um enorme patrimônio sem as mínimas condições exigidas.
– Quando no ponto 6 a PROAGI diz que “É de amplo conhecimento que cada tipo de profissional deverá atuar especificamente dentro de suas atribuições, sendo vedado qualquer tipo de desvio de função.”, se omite com palavreado as reais intenções visto que a nova empresa exige o curso de vigilante e no mínimo 6 meses de experiência, ou seja, querem contratar vigias para exercer função de vigilante.
– A “análise criteriosa” citada por eles, contou com nossos relatórios onde consta ausência de ocorrências (como assaltos, disparos com arma de fogo e etc.). Se isso não acontece é porque nosso trabalho de ostensividade é efetivo e gera sensação de segurança.
– No ponto 4 diz que tentou evitar gerar “graves consequências financeiras à contratada (como por exemplo, a quebra da empresa, seguida de demissão em massa)”, porém o que fez foi antecipar a demissão em massa e beneficiar apenas a empresa.
– Por fim, no ponto 7 quando dizem que “Em 31/08/2018, durante a continuidade da sessão extraordinária do CONSUN, por volta das 15h, a PROAGI prestou os requeridos
esclarecimentos..”, tentam fazer parecer que houve uma discussão no próprio conselho e logo, que teve ampla participação quando na verdade nossa pauta foi deixada de lado na parte da manhã e essas questões lá tão pouco foram levantadas, tivemos apenas 2 minutos para nos manifestar.
Nos parasse que o Reitor Gustavo Oliveira Vieira, a PROAGI e toda a reitoria da UNILA
estão adotando uma postura de desgastar a vivência universitária tendo em vista que somos responsáveis por grande parte do funcionamento da universidade, cuidamos dos veículos de todos, abrimos e fechamos salas, portões, inclusive cuidamos de áreas onde em várias instituições são altamente propícias a abusos. Nos parece também que desconhecem a ostensividade, o quanto dificulta roubos e assaltos adentrarem na universidade, ou que desconhecem a realidade da própria cidade onde vivem. Sabemos da crise do país e dos cortes na educação, porém a reitoria deve cuidar daqueles que fazem parte de sua comunidade.
Diante de tudo que foi apresentado, exigimos:
– A contratação direta e imediata dos 33 trabalhadores da segurança, por parte da UNILA;
– Pagamento de todos os salários, benefícios e direitos das trabalhadoras e trabalhadores da limpeza e manutenção;
– Fim da terceirização na UNILA, pois essa significa a precarização e instabilidade na vida do trabalhador.

Agradecemos a participação no abaixo-assinado e pedimos que toda comunidade acadêmica continue apoiando para que possamos permanecer em lutas caso a universidade não reverta a demissão e não abra um diálogo que resolva essas questões.

18 de setembro de 2018,
FRENTE DE LUTA DE TRABALHADORES TERCEIRIZADOS

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