[RO] Nota de repúdio às práticas oportunistas do DCE da UNIR

Retomar o caminho independente e combativo no movimento estudantil! Outros 2011 virão!

Vivemos momentos históricos. O agravamento da crise econômica e política do Estado brasileiro tem levado a ataques sem precedentes aos direitos do povo de maneira geral, e a educação em particular. Por outro lado, cresce vigorosamente a rebelião popular, de manifestações de ruas multitudinárias, à ocupações de escolas se alastrando a nível nacional, protestos contra a violência policial nas periferias, aumento das tomadas de terra no campo e resistência feroz às investidas do latifúndio, passando, neste ano, pela histórica greve dos caminhoneiros, que contou com amplo apoio da população, mostrando o desejo e disposição de luta do povo brasileiro.

Mais que nunca, isso implica ao movimento estudantil tomar parte ativa nesta luta, erguendo suas bandeiras históricas e levantando um amplo movimento de defesa da educação pública, gratuita e a serviço do povo! É preciso deslindar campo com o imobilismo, reafirmando na prática o caminho da organização classista e independente dos estudantes.

Assim, é necessário fortalecer nossa organização, nossas entidades de base enquanto entidades de luta, sustentadas numa prática verdadeiramente classista, o que só pode ser atingido pelo debate franco de posições, e por um processo verdadeiramente democrático.

Na UNIR, um novo processo eleitoral irá ocorrer para a próxima gestão do DCE, que a três anos está nas mãos de imobilistas, e como conseguem se perpetuar? Com as já conhecidas práticas do velho movimento estudantil, montam uma Comissão Eleitoral totalmente arbitrária, na qual todos os integrantes são parte da antiga gestão, na expectativa de com isso se perpetuarem em seus carguinhos rendosos.

E aos que denunciam tais práticas, e mais que isso, organizam luta em defesa dos interesses dos estudantes, qual a resposta dos imobilistas? Se lançam a ataques desesperados, como faz agora o DCE da UNIR, forjando um caso de agressão, sem apresentar nenhuma prova, contra uma companheira da Comissão Fiscal, exatamente por que sua atuação tem dificultado o golpe que querem dar nas eleições para DCE. Essa Comissão Eleitoral, que lança sua caça às bruxas contra a companheira da Comissão Fiscal, o que quer é garantir a vitória de uma das chapas, da sua chapa, a chapa da continuação.

Exatamente a mesma coisa que outro grupo imobilista fez na UFAL: tirou por ‘indicação’ da antiga gestão uma Comissão Eleitoral formada apenas por seu mesmo grupo político, criando um edital absurdo, que visava impedir a participação dos estudantes no processo. Desde a conformação de uma chapa de oposição até a própria votação. Quando fracassaram os planos de uma eleição fantasma e outra chapa se inscreveu, partiram para as táticas mais sujas de difamação e invenções, exatamente como faz o DCE da UNIR. Nem uma passagem em sala, nenhum debate político, ao fim de uma semana, temendo perder seus lugarzinhos na burocracia universitária, deram um autogolpe, cancelando as eleições para o Centro Acadêmico.

Ou seja, usam desses ataques e práticas rasteiras para se agarrar aos seus carguinhos e fugir do debate político, pois não têm propostas, afinal não organizam luta alguma. Que é isso se não o velho movimento estudantil? Essa é a luta política que se desenvolve no movimento estudantil brasileiro, entre o caminho classista e o caminho imobilista, entre o caminho independente e caminho eleitoreiro.

Os estudantes da UNIR, com o deslinde de posições e prática saberá reconhecer qual caminho deve ser trilhado neste momento histórico para nosso país, pois construíram a histórica greve de 2011, primeira greve estudantil a, além de conquistar suas pautas de defesa da universidade, derrubar um reitor! A que se deveu essa vitória? Primeiramente à linha política justa, que se refletiu numa greve combativa, em que a reitoria foi ocupada com muita organização pelos estudantes, que souberam, graças ao classismo, unir-se ao povo de Porto Velho, particularmente aos camponeses pobres em luta pela terra, que apoiaram política e materialmente aquela histórica ocupação, e também aos moradores da cidade, que no momento em que os estudantes sofreram os ataques da burocracia universitária e do Estado, sustentaram seu apoio. Esta greve é poderosa lição a todo o movimento estudantil brasileiro.

Assim, a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia, repudia veementemente a atitude do DCE da UNIR em suas difamações contra a Coordenadora Geral do Centro Acadêmico de Pedagogia, como mais um episódio de tentativa, por parte do oportunismo imobilista, de atrasar o desenvolvimento do caminho independente e classista dos estudantes!

Pedagogia é pra lutar! O imobilismo não vai nos segurar!

 

Em anexo segue a nota de repúdio do Centro Acadêmico de Pedagogia Zenildo Gomes da Silva – Porto Velho: Nota CA de Pedagogia

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s