Todo apoio aos 23! Outros 2013 virão! REBELAR-SE É JUSTO!

Repercutimos nota do Movimento Estudantil Popular Revolucionário contra a condenação dos 23 ativistas do Rio de Janeiro e o chamamento à luta nacional no dia 23 de Novembro.

A ExNEPe também toma parte na Campanha nacional em defesa dos 23 ativistas condenados! E no dia 23 de Novembro levantaremos nossas bandeiras em denúncia a essa absurda perseguição ao movimento popular!

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Manifestação contra a condenação fascista dos 23 ativistas. Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2018

No dia 17 de julho de 2018, o juiz Flávio Itabaiana condenou 23 jovens do Rio de Janeiro à 7 anos de prisão. Esses 23 jovens foram acusados pelo Ministério Público (RJ) e condenados pelo crime de “organização criminosa armada com a participação de adolescentes”. Trata-se de uma condenação política absurda! Desde o fim do regime militar fascista perseguições como essa aos movimentos de juventude eram inéditas em nosso país.

Quem são os 23?
Por que eles são perseguidos pelo velho Estado reacionário e seu podre poder judiciário?

Esses 23 jovens foram ativos participantes das jornadas de junho que sacudiu o Brasil, no ano de 2013. Eles participavam, naquela época, da Frente Independente Popular (FIP), que reunia diferentes movimentos e organizações da juventude. No Rio de Janeiro, a FIP esteve à frente das principais manifestações de 2013 e 2014, contra a Copa da Fifa e o governo reacionário de Sérgio Cabral (hoje preso por corrupção). O Rio de Janeiro foi a cidade onde ocorreram com maior frequência as manifestações mais massivas e combativas. Na impossibilidade de condenar os 1 milhão de manifestantes que ocuparam as ruas da cidade, em outubro de 2013, o judiciário escolheu esses 23 ativistas para puni-los exemplarmente e, assim, servir de exemplo para a população brasileira, trabalhadora e principalmente jovem, de que atos de revolta e rebelião do povo não serão admitidos.

Neste processo, além de companheiras e companheiros de nosso movimento, o próprio MEPR está sendo condenado. Em sua acusação o MP-RJ afirma que: “Estes membros [do MEPR] participam da coordenação da FIP e, ainda, diretamente da prática de atos de agressão e vandalismo. Dos grupos que integram a FIP, foi apurado que o MERP é o que apresenta perfil mais violento, dedicando-se a promover o confronto com as forças de segurança.”

A condenação desses ativistas, portanto, é a tentativa do poder judiciário de condenar frentes como a FIP e organizações como o MEPR e a antiga OATL, é a tentativa de criminalizar a juventude combatente de junho: os 23 são 2013! Por isso, é dever de todos brasileiros e brasileiras democratas, de toda a juventude rebelde de nosso país se levantar contra a condenação dos 23. Devemos impulsionar a defesa desses ativistas e dos movimentos perseguidos; lutar contra a escalada fascista e afirmar com convicção: outros 2013 virão!

Rebelar-se é justo!

A sentença do juiz Itabaiana é digna de um tribunal nazista. As provas contra os 23 são depoimentos de policiais infiltrados nas manifestações. Esses jovens são descritos, pelo juiz, como pessoas de “personalidade distorcida” e o MP-RJ acusa esses movimentos estudantis de serem “organizações criminosas armadas”. Itabaina ainda afirma que as manifestações de 2013 eram “ações com o objetivo de causar terror e pânico”.

De fato, a grande burguesia brasileira, o latifúndio, o imperialismo e seus monopólios de comunicação tremeram com as manifestações da juventude em 2013. No início daquele ano as lutas pelo passe-livre sacudiram as cidades de Goiânia e Porto Alegre; mas foi em maio que a luta ganhou dimensão nacional, quando uma manifestação de estudantes em São Paulo foi brutalmente reprimida pela PM e as massas estudantis reagiram quebrando bancos e ônibus. Em junho, as manifestações se alastraram em todo o país, unificando-se em torno da consigna: “Não vai ter Copa!”.

Os jogos da Copa das Confederações se transformaram, então, em batalhas campais da juventude contra as forças policiais do velho Estado. A rede Globo desde o início criminalizou as manifestações e tornou-se um de seus bordões atribuir a combatividade dos protestos a uma “minoria de vândalos”. Mas o que se viu nas ruas do país foi a maior parte de nosso povo condenando a repressão policial e apoiando firmemente a rebelião da juventude. Cansado de promessas, de mentiras e de enganações da política oficial o nosso povo, cada dia mais, se convence de que só pela violência revolucionária o nosso país poderá ser transformado. Por isso, as massas apoiaram os jovens com rosto coberto quebrando as vidraças dos bancos sanguessugas do povo e da nação e os vidros dos ônibus de um transporte precário e absurdamente caro. Quem não se lembra do reacionário Datena em sua enquete: “você apoia protesto com baderna?” tendo que engolir, ao vivo, a maioria do povo de São Paulo dizendo que: sim!

E os fatos que ocorreram de 2013 para cá: a corrupção sem limites deste velho Estado em decomposição, a falência completa do sistema de saúde, o sucateamento de nossas universidades, o genocídio contra a juventude nas favelas, tudo isso dá ainda mais razão para aqueles protestos. Todo esse desmantelo contra o povo, toda a repressão policial que segue se agravando, comprova que a rebelião das massas é justa! Os protestos de 2013, não visavam implantar o “pânico nem o terror” como acusa o MP-RJ, pois isso já é a realidade do dia a dia de nosso povo. O levantamento de junho de 2013 foi justamente o início de uma poderosa onda de rebelião popular para derrotar o terror desse velho Estado, foi o despertar da esperança para toda uma nova geração de revolucionários.

A terceira margem do rio
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.

Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.

Bertolt Brecht

Dos postulantes à presidência da república, na farsa eleitoral de 2018, todos se colocaram contra a rebelião da juventude de 2013. Não foi à toa que Alckmin (PSDB) e Haddad (PT), respectivamente governador e prefeito de São Paulo, estiveram unidos na repressão contra a juventude; ou Ciro Gomes, batendo boca com manifestantes em Fortaleza, ou Bolsonaro defendendo os militares a “baixar a porrada”. E mesmo Boulos (PSOL) desmarcando a manifestação na abertura da Copa da Fifa depois de ter recebido um telefonema de Dilma.

Alckmin e Bolsonaro, representam a margem direita do rio, a direita demo-liberal e a abertamente fascista, Haddad e Boulos a margem “esquerda”, a repressão aberta e a capitulação vergonhosa. Nós de 2013, somos a terceira margem, somos a correnteza que tudo arrastou, que sacudiu o país naquele ano e que em breve rebentará com fúria maior ainda. Tanto a direita e a falsa “esquerda” se uniram no ataque àquele levantamento, que inclusive foi acusado de “baderna” pela então Presidenta Dilma e de “fascista” pelos intelectualoides petistas. E são esses jovens agora que são condenados em um tribunal de exceção. O motivo dessa condenação é tentar intimidar para que novos levantamentos como esses não ocorram. Mas isso é impossível. Porque as mesmas razões que produziram aquelas lutas, hoje estão ainda mais presentes em nosso país; porque as contradições seculares de nossa pátria não podem ser solucionadas nem pela via eleitoral, nem pela intervenção militar golpista, só uma Grande Revolução pode tirar o Brasil da miséria.

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É este espírito revolucionário que está sendo condenado. Mas nas ruas, nas estradas e nos campos de nosso país ele segue mais vivo do que nunca. Está aí a greve dos caminhoneiros para comprovar; está aí o rechaço à farsa eleitoral e o crescimento enorme do boicote às eleições. O sentimento do povo de uma defesa difusa por uma “intervenção militar” não pode ser confundido como uma tendência de direita. O fato de um político militar-fascista estar no topo das pesquisas eleitorais só é comprovação da frustração e desilusão da população com a política oficial e do seu desespero diante da beira do abismo, para o qual empurraram o país, este sistema de exploração e opressão, seu velho Estado e regime político putrefatos. O que as massas anseiam é uma transformação radical e profunda, se a esquerda revolucionária não se apresentar, a direita fascista irá surfar nessa onda de revolta para impor mais ataques aos direitos do povo sob a máscara de “defesa da nação, da moral, da tradição, família e propriedade”.

Por isso, defender os 23, exigir imediatamente a anulação desta condenação, é parte da luta por dar uma saída revolucionária a essa crise que o nosso país enfrenta. Defender os 23 é levantar a bandeira de 2013, agitar a certeza de que só pela luta revolucionária poderemos transformar o país, luta que não pode triunfar de forma rápida porque demanda a elevação da consciência e organização política das massas do campo e da cidade, através duma dura e prolongada batalha. O que vivemos hoje, não tem nada de democracia e essa condenação é mais uma prova disso. Defender os 23 é defender o direito de rebelião do povo contra toda a opressão!

Nós do MEPR, convocamos todos lutadores do povo a apoiar e participar da campanha em defesa desses 23 ativistas. Em cada escola, em cada bairro, em cada vilarejo do interior agitemos essa bandeira, defendamos o levantamento de 2013. Façamos ampla denúncia nos meses de setembro e outubro para construirmos em novembro grandes manifestações nacionais. Convocamos todo o movimento estudantil e da juventude a no dia 23 de novembro, Dia Nacional de Luta da Pedagogia, realizar manifestações em todo país em apoio a esses ativistas. Vamos desmascarar esse velho Estado genocida e corrupto, essa condenação fascista e defender o direito de rebelião de nosso povo!

Dia 23/11: Todos pelos 23!

Abaixo a repressão, o fascismo Não Passará!

REBELAR-SE É JUSTO!

MEPR – Movimento Estudantil Popular Revolucionário

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