[PA] Semana marca protesto de estudantes em Belém

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A última semana do mês de setembro foi marcada por uma série de protestos de estudantes, trabalhadores da educação e pais reivindicando melhorias nas escolas da cidade de Belém, no Pará.

Na terça (25), alunos e trabalhadores da educação da Escola Estadual Acy de Barros, no bairro da Sacramenta reivindicaram melhorias na estrutura da escola que está em péssimas condições físicas e conta com a presença de pombos nos forros, ameaçando a saúde de quem estuda e frequenta o espaço.

Na quarta (26) pela manhã, estudantes e professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) fecharam a Avenida Almirante Barroso em protesto contra o processo antidemocrático que se mostra desde seu edital de convocação para escolha dos membros representantes da comissão eleitoral responsáveis por conduzir o processo de consulta para o cargo de Reitor e Diretores.

Segundos os alunos o edital não foi divulgado amplamente para a comunidade do IFPA onde praticamente ninguém ficou sabendo da assembléia que explicaria os termos do edital. O método de votação mostra-se totalmente antidemocrático, poderá ser feito virtualmente e cada pessoa pode trocar de voto quantas vezes quiser até o momento que a votação for finalizada. Os alunos pediram para que o processo fosse alterado, mas sem que suas reivindicações fossem atendidas resolveram fechar a rua em protesto. O que só mostra o caráter antidemocrático e anti-transparente da gestão nesse processo eleitoral.

Pela tarde, o protesto se deu no bairro do Jurunas, na Escola Estadual Camilo Salgado por melhorias das condições do espaço físico e denunciando que estão sem bebedouro a mais de um mês.

Na sexta (28) alunos da Escola Deodoro de Mendonça onde a Exnepe fez uma intervenção, distribuição de panfletos  e colagem de cartazes sobre a BNCC na última terça (25), fecharam a Avenida Governador José Malcher reivindicando melhorias da escola.

No mesmo dia outro protesto se dava na Avenida Augusto Montenegro, pais e alunos de uma escola particular fecharam a avenida protestando por um semáforo mais próximo a escola que facilite a travessia e locomoção da comunidade escolar em uma das vias mais movimentadas da cidade.

Essa grande mobilização de estudantes, profissionais da educação e comunidade só mostra a insatisfação das massas com esse velho Estado que se omite e tem como objetivo sucatear ainda mais o ensino público. Só com organização e luta independente, combativa e classista é que se pode lutar por uma educação gratuita, democrática e que sirva ao povo!

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