[RJ] Ação do TRE/RJ na UFF é mais um atentado à democracia universitária

Com informações de MEPR - Movimento Estudantil Popular Revolucionário

Na noite do último dia 13/09 todos os estudantes e comunidade acadêmica da UFF de Campos dos Goytacazes, foram surpreendidos com a presença de policiais militares juntamente com representantes fiscais do TRE dentro da universidade. Segundo relatado, eles cumpririam uma denúncia feita de que, uma sala ocupada pelo Diretório Acadêmico Conceição de Muniz (DACOM), dos cursos de Serviço Social e História armazenaria material de campanha política para as eleições.

Adiante a ação se prosseguiu com atos totalmente arbitrários. Os próprios agentes de serviço do TRE arrombaram a porta do DACOM, ameaças de prisão foram feitas tanto para professores quanto para alunos, adesivos arrancados do peito dos estudantes e apreensão de documentos pessoais.

O MEPR (Movimento Estudantil Popular Revolucionário) em toda a sua história nunca teve a ilusão com as eleições burguesas, onde sabemos que só vencem os donos do Poder, isto é, os banqueiros, grandes burgueses e latifundiários. Porém, sempre nos colocamos na defesa da autonomia e democracia universitárias, pois sabemos que as universidades cumprem um papel importantíssimo na história pelo seu caráter de promover debates políticos sobre os acontecimentos da sociedade.

Por isso, colocamos nosso total repúdio a esta ação arbitrária praticada por estes representantes deste velho Estado brasileiro e da Justiça burguesa e que compreendemos, que, usando do velho pretexto de “garantir o respeito e o cumprimento da aplicação à legislação eleitoral”, estes na prática defendem e cumprem o papel do “Escola Sem Partido” e da criminalização de estudantes que se organizam politicamente dentro da universidade.

Após a invasão do TRE/RJ no dia 13/09 no campus da universidade, o diretor do polo da UFF de Campos, Prof. Roberto Rosendo, recebeu na noite do dia 19/09 uma intimação vinda do juiz Ralph Manhães para impedir militância partidária.

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Num cenário atual de agudização da crise política, econômica, social e moral no nosso país, assim como a atuação do Exército, na forma mais apresentada como Intervenção Militar no Rio de Janeiro, a perspectiva que se apresenta para a educação brasileira, especificamente, para as universidades públicas, são gravíssimas. Os eventos mais recentes reforçam essa realidade: a perseguição à Reitoria da UFSC que culminou com a morte trágica do reitor, o professor Luis Carlos Cancellier de Olivo. A perseguição promovida contra uma aluna de Pedagogia da UFAL- Alagoas, Tarsila, promovida pelo próprio Centro Acadêmico do seu curso (CAPED).

Se coloca como tarefa dos estudantes, professores e funcionários democráticos e progressistas defender a democracia e a liberdade política de expressão e organização nas universidades brasileiras. É valoroso que se defenda a autonomia e democracia das universidades, pois este é o único caminho para assegurarmos uma universidade pública, gratuita e que sirva ao povo. É necessário rechaçar todas essas ameaças reacionárias e fascistas em todas as suas formas. Precisamos sepultar o pensamento reacionário das universidades e fomentar a luta democrática e progressista. Este é a tarefa central que se coloca para os estudantes de nosso país.

ABAIXO A INTERVENÇÃO DO VELHO ESTADO NAS UNIVERSIDADES!

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