Secretário da Educação nomeia para o MEC coordenadora sem formação em educação!

Mais uma vez, fica claro o caráter farsesco do velho Estado: nem tentam disfarçar que seu verdadeiro objetivo não é a melhora da educação, pelo contrário, é o desmantelamento gradual da educação pública. Por que contratar para um cargo técnico alguém que não têm formação técnica nem experiência na função? E que ficará responsável pela formação dos professores? É só a velha política de abrigar os amigos, garantir-lhes regalias e posições no velho Estado enquanto estes garantem defender seus projetos, como o ensino domiciliar, e que servirá como moeda de troca no parlamento para o governo de Jair Bolsonaro.

ISABELA PALHARES

Sem atuação em sala de aula ou formação acadêmica na área da educação, Maria Eduarda Manso Mostaço, de 27 anos, foi nomeada coordenadora-geral de formação de professores da recém-criada Secretaria de Alfabetização do Ministério da Educação (MEC). Formada em Direito, ela é defensora da regulamentação do ensino domiciliar no País – que foi colocada como meta prioritária pelo governo de Jair Bolsonaro para os 100 primeiros dias de gestão.

A nomeação foi publicada nesta quarta-feira, 30. Maria Eduarda é de Londrina, onde cursou a graduação na Universidade Estadual de Londrina (Uel), mesma cidade de Carlos Francisco Nadalim, que vai chefiar a Secretaria de Alfabetização. Dono de uma escola chamada Mundo do Balão Mágico, ele também é defensor da educação domiciliar, o homeschooling.

Servidores do MEC estranharam a nomeação de uma pessoa sem experiência na área para um cargo que exige conhecimento técnico. Ela será coordenadora da Diretoria de Desenvolvimento Curricular e Formação de Professores Alfabetizadores, que é quem faz a articulação com Estados e municípios para a implementação de programas e políticas.

Os últimos a ocuparem cargos semelhantes na coordenação de programas de formação de professores tinham especialização na área da educação.

A ligação de Maria Eduarda com a área da educação foi em seu trabalho de conclusão de curso (TCC) na graduação em Direito, em que defendeu o ensino domiciliar. “Homeschooling: uma possibilidade constitucional face ao declínio da educação escolar no Brasil”, era o nome do trabalho apresentado em 2015.

Reproduzido de Educacao.uol.com.br

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