[RJ] Docentes da UFF se posicionam contra assessoria de militares

Repercutido de A Nova Democracia

No último dia 15 de fevereiro, a Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense (Aduff) emitiu uma nota defendendo a revogação da Portaria 63.083, que criou uma assessoria de militares das Forças Armadas na Reitoria da Universidade Federal Fluminense.

Tal Portaria causou indignação não só em docentes, mas também em estudantes e funcionários da UFF, que veem com preocupação tal medida anunciada no atual contexto de governo militar encabeçado por Bolsonaro e tutelado pelas Forças Armadas, e de crescente reacionarização do velho Estado.

Segundo os docentes, a Portaria, datada de 11/02/2019, “criou uma assessoria ao Gabinete do Reitor para fins de promover a articulação e a cooperação da UFF com o Ministério da Defesa e as Forças Armadas, provocou perplexidade e grande preocupação na comunidade acadêmica”.

Após reunião realizada no dia 15/02 com o reitor e vice-reitor da Universidade, a Aduff decidiu defender a revogação “por duas razões interligadas”: “em primeiro lugar, a promoção da cooperação técnico-científica na Universidade Federal Fluminense não se dá historicamente por meio da criação de assessorias ligadas ao Gabinete do Reitor. Para esse fim, existem comissões temporárias e convênios”. E prossegue: “Em segundo lugar, o destaque institucional conferido a um órgão com essa composição sublinha os sérios riscos à autonomia universitária e às liberdades científica e político-pedagógica representados pelo atual crescimento expressivo da presença de setores das Forças Armadas na estrutura do Estado e, em especial, nos diversos órgãos e instituições públicos de educação”.

A nota é concluída fazendo uma convocação à união dos setores acadêmicos da UFF, que têm uma longa tradição de lutas democráticas, como quando, em 2011, o atual gerente semicolonial Bolsonaro saiu vaiado de uma palestra:

“Avaliamos que a presença militar na estrutura da Reitoria não pode ser naturalizada, sobretudo neste momento da conjuntura. Por isso, convocamos toda a comunidade acadêmica para, juntos, lutarmos pela revogação desta Portaria.”.

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