[PR] Estudantes debatem a Reforma de Córdoba e os ataques aos Institutos Federais

Por ocasião da passagem do Dia do Estudante Combatente (28/03), a gestão “Representa!” do Grêmio Estudantil do Instituto Federal do Paraná (IFPR), organizou, no dia 27 de março, um debate intitulado “A Reforma Pendente: as lutas estudantis hoje”, tendo em vista os recentes ataques à Educação Pública e Gratuita, e a ofensiva no controle ideológico da juventude por meio da militarização das escolas.

O evento mobilizou estudantes secundaristas, universitários, professores e técnicos do instituto e contou com a presença de várias organizações estudantis combativas, dentre elas, a Executiva Paranaense dos Estudantes de Pedagogia (ExPEPe). A executiva discorreu sobre um dos maiores acontecimentos do movimento estudantil latino-americano, a Reforma de Córdoba de 1918, afirmando que a luta combativa que os estudantes argentinos fizeram pela Gratuidade, Autonomia e Democracia no ensino deve servir de referência para os estudantes brasileiros, principalmente nesta época de graves ataques à educação.

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Por sua vez, o Grêmio Estudantil do IFPR destacou a falta de democracia e autonomia nos Institutos Federais, em que os estudantes detém menos de 1/3 das cadeiras nos Conselhos e não podem escolher o Reitor da instituição. Particularmente no IFPR, o atual Reitor está no cargo desde uma intervenção do MEC, realizada em 2015, que exonerou o antigo Reitor por desvio de recursos do instituto. Também fez parte da exposição, a ameaça do Projeto de Lei 11.279/19 aos Institutos Federais, que prevê a alteração de diversas leis federais, inclusive a que responde pela criação dos institutos.

Esse projeto busca tornar mais rígido o processo de ocupação do cargo de Reitor e Diretor-Geral; encerrar as atividades dos cursos de pós-graduação acadêmica; acabar com os cursos de licenciatura nos institutos; e, além disso, avançar na militarização das escolas, permitindo que uma empresa pública vinculada à Marinha (AMAZUL – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.) possa ofertar cursos superiores dentro dos institutos.

Com palavras de ordem como “Para barrar a precarização / Greve geral de ocupação!” e “Viva a luta dos estudantes!”, além de diversas falas e perguntas sobre o tema em questão, os estudantes do IFPR mostraram que existe um Movimento Estudantil forte ali dentro, que existe resistência, e que o caminho segue sendo a combatividade, o classismo e a independência.

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