[GO]Estudantes UEG preparam mural do FoNEPe e denunciam ataques à autonomia universitária

Estudantes de Pedagogia e Administração organizados na Chapa Comando de Luta Classista produzem mural divulgando o 23º FONEPe em Brumadinho!

Companheiros e companheiras da chapa Comando de Luta Classista produziram um mural divulgando as discussões do vitorioso 23º FONEPe [Fórum Nacional de Entidades de Pedagogia]. Estando entre elas: a campanha em defesa da liberdade do preso político Ajith, a homenagem em memória de Luis Armando, charges expondo o engodo que são as falsas “reformas” da previdência e trabalhista, além da manifestação da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia em Brumadinho.

Os companheiros e companheiras da chapa estão preparando um Pré-ENEPe para a próxima quinta-feira que vem [02/05], com o objetivo de trazer as discussões do FoNEPe para os estudantes de Pedagogia e Administração do Campus UEG – Luziânia, além de preparar a mobilização para o desde já vitorioso 39º ENEPe [Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia] em Guarulhos, São Paulo.

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Governo nomeia interventor no Conselho Universitário da Universidade Estadual de Goiás!

Aproveitamos aqui, também, para denunciar um flagrante ataque à autonomia universitária de nossa universidade, em um patamar que há muito não víamos acontecer em nosso país:

No dia 23 de Abril uma Comissão de Interlocução do governo estadual se reuniu com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e Inovação [pasta a qual a UEG é jurisdicionada], Adriano Rocha Lima. Este boneco ventríloquo de Ronaldo Caiado nomeou nesta mesma reunião um novo representante do Governo no Conselho Universitário de nossa universidade, professor André Luis, que compõe a equipe da SEDI [Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Inovação].

Ou seja, agora o governo tem alguém diretamente sob seu controle intervindo nas discussões do Conselho Superior Universitário, que é a instância máxima da UEG, e que para que tivesse garantida sua autonomia universitária, não deveria ter nenhum membro do governo participando, já que apenas a presença do alto escalão do governo Caiado certamente pressiona os democratas e progressistas a não elevarem sua voz, ainda mais nesse momento cheio de ataques.

No site oficial da UEG, o secretário afirmou: “ […] que o Governo reconhece as decisões do Conselho Universitário, preza pela autonomia universitária e entende como legítima a indicação do reitor interino, prof. Ivano Devilla. No entanto, como o prof. Haroldo Reimer não renunciou e o CsU não solicitou ao governador seu afastamento nos termos estatutários, ele continua na condição de “reitor afastado”. Para o Governo, a nomeação definitiva de um novo reitor ou a convocação de novas eleições depende de um dos dois caminhos previstos no Estatuto da UEG: renúncia do reitor ou seu afastamento solicitado pelo CsU. […] ”

Isso tudo não passa de mentira! Só o fato de o governo estar em nossa instância máxima de decisão, é certamente porque quer ter controle de tudo que é aprovado ou deixa de ser aprovado. Palavras bonitas que não passam de mentiras de um governo que tem como objetivo final privatizar a Universidade Estadual de Goiás.

Quanto ao problema principal, que segue sendo a falta de orçamento da universidade, o secretário não deixou nenhuma medida concreta. Apenas comprometeu-se a fazer o pedido ao secretário de Economia. O problema da falta de orçamento para a UEG segue pendente.

Ainda deixou claro quais são os planos do governo para a UEG. Fazendo um balanço da reunião, afirma que: “ […] . O secretário ratificou o posicionamento de que a UEG será um projeto de Estado e não de governo. Ele foi enfático ao afirmar que não haverá interferência do Governo nos rumos da Universidade e que a Instituição precisa aproveitar esse momento para se reconstruir. O secretário informou ainda que a UEG tem sido pauta de todas as audiências que ele tem no Governo e que já recebeu, em nome do governador, diversas pessoas e grupos ligados à Universidade, incluindo diretores, professores, alunos, pró-reitores e o próprio reitor. Disse que o diálogo está aberto. […] ”

Quando o secretário afirma que não é um projeto de governo, mas sim um projeto de Estado, deixa claro que a política de sucateamento da UEG não é apenas de Caiado, mas de todos os gerentes de turno que passaram pelo governo do estado de Goiás e ainda passarão. O projeto do Estado para a educação está condensado na forma “sucatear para privatizar”. Reiteramos que não adianta falar em não intervenção do governo na UEG quando já há alguém do mesmo na instância máxima de decisão da universidade, é simplesmente balela.

O único caminho para barrar a privatização completa da UEG é a greve de ocupação, sob direção dos estudantes, que são a esmagadora maioria da universidade, em conjunto com os professores e técnicos-administrativos. Não há outro caminho.

PARA BARRAR A PRIVATIZAÇÃO, GREVE GERAL DE OCUPAÇÃO!

ABAIXO OS ATAQUES À AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA!

QUEREMOS A RETIRADA DO INTERVENTOR NO CONSELHO UNIVERSITÁRIO IMEDIATAMENTE!

Chapa Comando de Luta Classista, Luziânia, 24 de Abril de 2019.

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