[PR]Greve Nacional da Educação: Estudantes e trabalhadores vão às ruas de Curitiba

Repercutido de anovademocracia.com.br

Na última quarta-feira, 15 de maio, dia da Greve Nacional da Educação, estudantes e trabalhadores das principais universidades e escolas de Curitiba realizaram grandes manifestações contra o contingenciamento de verbas das universidades e institutos federais, anunciado pelo governo Bolsonaro, tutelado pelo Alto Comando das Forças Armadas.

Pela manhã, cerca de 20 mil pessoas se reuniram na praça Santos Andrade, em frente ao Prédio Histórico da UFPR, e saíram em ato percorrendo as principais vias do centro da cidade até a frente do Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado. Estiveram presentes dezenas de organizações sindicais e estudantis, dentre elas a Alvorada do Povo (AP) e a Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (EXNEPe), além de blocos de estudantes independentes representando seus cursos universitários e instituições.

Os estudantes da UFPR organizaram um bloco combativo que aglutinou centenas de pessoas, levantaram faixas em defesa da educação e também contra a intervenção na Venezuela. Com palavras de ordem firmes contra as medidas do governo Bolsonaro e em defesa da educação, o bloco ganhou a massa de estudantes, o que incomodou bastante o caminhão da CUT/PT/UNE, que buscando tomar a direção do ato, acelerou em direção aos estudantes e passou por cima de uma das faixas.

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Revoltados, os estudantes se recusaram a juntar-se ao bloco da CUT/PT/UNE, o que gerou confusão por diversos momentos, em que os estudantes respondiam às provocações do caminhão de som com palavras de ordem como: “nem Bolsonaro, nem o PT, eu quero ver trabalhadores no poder”; e “ô pelegada, presta atenção, a nossa luta, não é por eleição”. Por fim, as organizações oportunistas acabaram se isolando na frente do ato, enquanto os estudantes mantiveram seu bloco convocando os trabalhadores a abandonar as ilusões com Bolsonaro e a se juntarem à luta pela educação.

Durante o horário do almoço, estudantes do Instituto Federal do Paraná (IFPR), em sua maioria secundaristas, bloquearam uma das principais ruas da cidade, a Rua João Negrão, que passa em frente ao instituto, erguendo faixas contra a mercantilização da educação. O instituto, que já possui condições muito precárias de infraestrutura, será um dos mais afetados pelo contingenciamento e, embora o ministro da educação tenha dito que as bolsas de assistência não foram afetadas, os estudantes não foram pagos no último mês e o motivo permanece desconhecido.

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Ao longo da tarde, ignorando frio e chuva, milhares de pessoas voltaram a se concentrar na praça Santos Andrade para mais um grande ato, que teve início às 18:00. Cerca de 10 mil estudantes fizeram o trajeto da praça Santos Andrade até a praça Rui Barbosa e no retorno passaram pelo Terminal Metropolitano Guadalupe, continuando o chamado aos trabalhadores para virem às ruas em defesa da educação. Durante o ato, os blocos mais combativos gritaram palavras de ordem em defesa da Greve Geral de Resistência Nacional e entoaram “2013 voltou!”.

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Além de estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Instituto Federal do Paraná (IFPR), Colégio Estadual do Paraná, Universidade Estadual do Paraná (Unespar), houve grande presença de estudantes de universidades e escolas privadas, principalmente da PUC/PR, que se manifestaram em defesa da universidade pública, gratuita e autônoma.

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