Governo recua e MEC anuncia reserva de emergência para recompor verbas

Com informações de Correio Brasiliense

A equipe econômica decidiu usar de reserva de emergência – no valor de R$5,37 bilhões – para recompor as verbas do Ministério da Educação (MEC) e do Meio Ambiente. Segundo o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, divulgado pelo Ministério da Economia, o governo decidiu usar R$ 1,64 bilhão da reserva para recompor as verbas dos Ministérios da Educação (MEC) e do Meio Ambiente (MMA).

O MEC receberá R$ 1,588 bilhão. O MMA, R$ 56,6 milhões. O governo decidiu queimar ainda R$ 2,167 bilhões da reserva para evitar contingenciamentos adicionais em outros órgãos do Executivo.

A reserva de emergência foi reduzida para R$ 1,562 bilhão. Essa seria a gordura que o governo teria para evitar um contingenciamento adicional no Orçamento no próximo relatório, no fim de julho. Originalmente, o governo teria de cortar R$ 2,181 bilhões do Orçamento por causa da revisão para baixo do crescimento da economia.

Mais uma vez esse governo recua e é obrigado a se retratar. Dessa vez, logo depois de uma sucessão de cortes bilionários, nas universidades federais, na educação básica e na pesquisa. Cortes de orçamento que foram dados com a justificativa feita pelo ministro de evitar a balburdia, isto é, qualquer forma de luta e politização nesses espaços, além de declarar também que a aprovação da Reforma da Previdência ajudaria os cofres públicos e aumentaria as verbas para educação, numa clara tentativa de chantagear e impedir a luta popular, as custas de retirada de direitos do povo.

Entretanto, em verdade o governo recuou por medo dos grandes levantes populares que suas medidas anti-povo causaram. No dia 15 de maio houve a Greve Nacional da Educação, que levou milhares de massas as ruas em luta contra os cortes da educação. Se viu no país inteiro um movimento gigantesco de estudantes, professores e trabalhares disposto a travar um luta consequente contra esse governo tutelado pelo Alto Comando das Forças Armadas e que tem se mostrado serviçal do capital estrangeiro, principalmente estadunidense, e inimigo das massas, buscando aprovar o fim da previdência social a todo custo.

Vemos, portanto, uma grande vitória para o movimento estudantil e para as massas populares. Com grande satisfação se comprova na prática a justeza da luta popular em defesa de seus direitos e deixa claro qual o caminho que devemos seguir: da luta das classes populares brasileiras em um movimento independente do governo e combativo. Temos que ter em alta conta essa conquista e continuar firmes em nossa organização  contra os cortes e brigando por uma educação que sirva ao povo, democrática, gratuita e autônoma.

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