[PR] Pega fogo mobilizações contra o corte de verbas em Curitiba!

Recebemos em nosso e-mail e reproduzimos a seguir, informe da ExPEPe – Executiva Paranaense de Estudantes de Pedagogia – acerca da mobilização local diante dos ataques do Banco Mundia/MEC.

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Partindo do anúncio de corte de 30% da verba de custeio da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal Fluminense (UFF), o Ministro da Educação desatou sua cruzada contra a chamada “balbúrdia” das Universidades públicas, generalizando mais tarde, o corte para todas as Universidades e Institutos Federais, com a desculpa de aumentar o investimento na educação básica. Anunciou, também, o congelamento de 819 milhões no orçamento total da CAPES, sendo 588 milhões em verbas direcionadas às bolsas de pesquisa. E logo, contraditoriamente, no dia 4 de maio, o governo anunciou o bloqueio de 2,4 bilhões em recursos da educação infantil ao ensino médio. É evidente que nada disso passou despercebido pelos estudantes de todo o país.

Nacionalmente, os estudantes de várias universidades já enfrentavam ataques à autonomia universitária, como com o Projeto de Lei dos Institutos Federais que, entre outras coisas, restringiu a democracia na escolha dos reitores, retirou a obrigatoriedade de cursos de licenciatura e abriu brecha para que militares passem a lecionar nos Institutos; a extinção de mais de 13.700 cargos comissionados e de direção, tolhendo a capacidade de autoadministração das instituições; e, mais recentemente, com o decreto presidencial que oficializou o monitoramento da ABIN da administração universitária e retirou de reitores a autonomia de nomeação de vice-reitor, pró-reitores e cargos de confiança, passando a responsabilidade ao MEC, assim como piora o já débil sistema de lista tríplice para a escolha dos próprios reitores, que serão agora indicados pela Casa Civil, chefiada por Onyx Lorenzoni.

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Localmente, os estudantes também enfrentavam ataques à autonomia e democracia, com o chamado “DOPS do Ricardo Marcelo” – conjunto de mais de 150 horas de vídeos do movimento estudantil combativo registrados pela Reitoria de forma secreta a fim de vigiar e identificar os estudantes mais ativos para a repressão – e, mais recentemente, com a intervenção e evacuação da PF em dois campus da UFPR, sob o alarde de um suposto ataque à lá Suzano, os estudantes da UFPR já realizavam importante processo de mobilização em defesa da educação.

Na pedagogia, filosofia, psicologia, sociais, química, letras e outros cursos, já se realizavam plenárias e debates acerca dos ataques à universidade pública e gratuita, que foram catapultados com o anúncio dos cortes. Também foram realizados eventos no IFPR acerca da PL que ataca a autonomia dos IF’s e das históricas bandeiras do movimento estudantil, tratando da necessidade da luta classista, combativa e independente como única saída para os estudantes. Elevando a unidade da luta com os trabalhadores da cidade e do campo, os estudantes debateram também o desmonte da Previdência Social, apontando o caminho da greve de ocupação nas universidades e escolas para impulsionar uma grande greve geral de resistência nacional contra todo o plano reacionário do novo governo.

Nos últimos dias, essa mobilização se elevou formidavelmente, com a realização de reuniões com a presença de mais de 500 estudantes da UFPR, paralisação do curso de Pedagogia por uma semana aprofundando a politização dos estudantes e a agitação da luta pela educação, além de mobilização de diversos cursos em torno da defesa da universidade pública, gratuita e autônoma. Alguns cursos tiraram indicativo de greve, como Psicologia e Direito – este último que não participava massivamente das mobilizações nacionais há anos, mas que contou com 150 estudantes em sua assembleia. Diversos outros cursos passaram ao estado de mobilização, como Pedagogia, Letras, História, Química, Filosofia, Ciências Sociais e muitos outros.

Com a paralisação da pedagogia, ademais do oportunismo ter buscado cansar e desmobilizar os estudantes, as massas estudantis demonstraram grande energia e combatividade, como foi detalhado em outra matéria.

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No IFPR, um vitorioso Pré-ENEPe com quase 40 estudantes do curso recém-criado da pedagogia também pode atestar a justeza das posições e prática da Executiva, levantando as bandeiras da defesa da educação gratuita e autônoma ante os intentos privatistas do Banco Mundial/MEC, e criou-se comissão de mobilização para o 39o.

A 1a Assembleia Geral da UFPR em Curitiba contou com a participação de cerca de 1.200 estudantes, apesar da desmobilização do velho movimento estudantil, que alterou a data e local da assembleia mais de uma vez, atrasou seu início e semeou confusão. Tudo em vão! Os estudantes aprovaram o Estado de Mobilização para todos os campi de Curitiba, aderiram à paralisação do dia 15 de maio, em defesa da Educação, assim como à paralisação do dia 14 de junho contra a “reforma” da previdência! Já na 2a Assembleia, determinaram a necessidade de continuar mobilizando preparando a greve de ocupação em defesa da educação!

No período recente, quatro grandes protestos expressaram grande combatividade e vigor da juventude, mostrando a Bolsonaro e aos militares que estes devem esperar a mais furiosa resistência a todas suas medidas antipopulares e privatistas. No dia 8 de maio, mais de 8 mil pessoas foram às ruas de Curitiba respondendo a um chamado dos estudantes de Pedagogia, caminharam pelo centro da cidade, entoando palavras de ordem em defesa da educação e pela unidade do povo contra as medidas reacionárias do governo. Na sexta seguinte (10), o presidente fascista visitou a cidade para a inauguração do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública – Regional Sul (CIISPR-Sul) – mais um instrumento do velho Estado para o monitoramento e repressão à luta popular – mas foi recebido por milhares de pessoas, principalmente estudantes, que rechaçaram sua presença na cidade, entoando palavras de ordem que denunciavam a relação deste com as milícias e seus ataques à aposentadoria e direitos dos trabalhadores e ao sistema de ensino público e gratuito.

Além disso, no Dia Nacional em Defesa da Educação, 15 de maio, pela manhã, 20 mil pessoas ocuparam as ruas do centro de Curitiba, caminhando em direção ao Palácio Iguaçu (sede do governo estadual), ato no qual os estudantes, universitários e secundaristas, tiveram importante destaque, demonstrando serem verdadeiramente combativos, demarcando posição com as centrais sindicais pelegas, principalmente a CUT, e rompendo com UNE, UPE, UBES e UPES, em um bloco independente que hegemonizou todo o ato. À noite, outro protesto teve participação massiva dos estudantes somando 10 mil pessoas nas ruas em defesa da Universidade pública, gratuita, democrática, com autonomia e a serviço do povo.

Em ambas as manifestações, levantou-se alto as bandeiras da ExNEPe, realizando grande propaganda do 39o Encontro, com a faixa de frente do protesto divulgando seu conteúdo, além de se levantar nas palavras de ordem e jograis a necessidade da greve geral de resistência nacional.

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A ExPEPe saúda efusivamente toda a mobilização estudantil em todo o país! Apontamos que, apenas com a greve de ocupação impulsionando a greve geral de resistência nacional será possível barrar os ataques à educação avançando a politização e a aplicação do co-governo estudantil. A tarefa agora é a de impulsionar a mobilização e politização de todos os estudantes em defesa da ciência e do direito de estudar e aprender!

Defender a universidade pública, gratuita, democrática, autônoma e que sirva ao povo!

Viva a greve de ocupação em defesa da educação!

Abaixo a “reforma” da previdência! Viva a greve geral de resistência nacional!

Nem Bolsonaro, nem Mourão! Fora militares!

Executiva Paranaense dos Estudantes de Pedagogia (ExPEPe)

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