CE: Professores temporários e substitutos acampam em frente a Prefeitura de Fortaleza em defesa de seus empregos

COM INFORMAÇÕES DO JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE – DN

Durante a madrugada de quinta para sexta-feira, últimos dias 9 e 10 de janeiro, professores temporários e substitutos acamparam no Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh) da Prefeitura de Fortaleza, em defesa de seus empregos, buscando serem atendidos para conseguir a efetivação de suas lotações para trabalharem em escolas da Capital.

Os docentes criticam as incertezas em relação à última seleção pública em que foram aprovados e temem ficar de fora das vagas disponíveis, com o risco de passarem a fazer parte das enormes e odiosas taxas de desemprego. Os educadores chegaram a levar colchonetes, colchões e até barracas para passar a noite no local, em mais uma demonstração de bravura e resistência em defesa da Educação Pública.

A educadora Laudecy Ferreira, entrevistada pelo monopólio de imprensa local, argumentou que “isso é um desgaste psicológico e humano muito grande. Nós gostaríamos que essa situação fosse diferente, porque a gente não aguenta mais”.

O educador Augusto César Soares, também em entrevista ao monopólio de imprensa, afirmou que essa não foi a primeira vez que participou de uma seleção e que no ano de 2019 chegou às 5h da madrugada e já tinham mais de 30 docentes na fila: “se a gente não fizer isso, fica desempregado, perde a lotação e o contrato com a Prefeitura”, ressaltou o professor.

A FALTA DE CONCURSOS PÚBLICOS E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE

A contratação de professores e professoras por meio de “seleções públicas” tornou-se uma prática comum até mesmo em secretarias municipais de educação das grandes e médias cidades brasileiras, criando a figura do professor “temporário” e/ou “substituto”, com contratos de dois anos de duração, em média.

Esses artifícios contratuais são formas de precarização do trabalho docente, deixando os trabalhadores em educação a mercê de contratos temporários, sem estabilidade, prejudicando a organização sindical, facilitando também as perseguições por meio da realocação de docentes para outras escolas, por vezes mais distantes de suas residências. 

Apesar do Estado do Ceará e alguns municípios cearenses terem se destacado em publicações sobre a área da educação a nível nacional e internacional, inclusive em documentos do Banco Mundial, essas contratações temporárias seguem sendo uma realidade.

A “educação modelo” do Bando Mundial não traz consigo um modelo de contratação condizente com as letras mortas da Constituição Federal, que regulamenta a contratação de funcionários principalmente por meio de concursos públicos.

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