SP: Jovens são agredidos por policiais militares dentro de escola

Repercutido de A Nova Democracia

Policiais militares entraram na Escola Estadual Emygdio de Barros e agrediram pelo menos dois jovens, no distrito de Rio Pequeno, na zona oeste de São Paulo. As imagens foram divulgadas na internet, no dia 18/02. Um dos jovens agredidos é golpeado no rosto e nas costelas por quatro policiais.

As agressões foram variadas. Um policial aplica uma rasteira contra o jovem que, depois de imobilizado, foi alvo de toda sorte de agressões e espancamento. O rapaz é identificado como Matheus da Conceição Lima, de 16 anos, que apanhou apenas porque filmou a agressão que os agentes praticavam contra outro jovem. Ele também foi alvo de spray de pimenta no rosto.

A outra vítima foi um rapaz de camiseta preta, que foi alvo de socos e imobilizado com uma “gravata”. Ele e Matheus foram conduzidos para fora da escola, algemados.

Os estudantes que presenciaram as agressões disseram que o tumulto iniciou-se após os policiais irem atender a uma ocorrência, visto que o nome de um dos rapazes não constava na lista de matriculados. Protestando, o jovem foi alvo da violenta arrogância dos militares, seguida das agressões. Kevelyn da Conceição, irmã de Matheus, contou que o pai do adolescente foi até a delegacia para tentar acompanhar o filho, que foi levado ao 91° DP do Ceasa junto com o homem de 19 anos, e informou que ele estava muito machucado pelos golpes que sofreu. Além de Matheus, o pai informou que o rapaz de 19 anos também está machucado.

Para o advogado e conselheiro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Estado de São Paulo (Condepe), Ariel de Castro Alves, a direção da escola se mostrou incompetente ao solicitar a intervenção policial. “Isso denota a falência educacional da escola que recorre a repressão policial ao invés de atuar educativamente na mediação de conflitos, por meio de seus dirigentes, inspetores e professores mediadores”, afirma o advogado que é especialista em direitos da criança e do adolescente. “São cenas terríveis e simbolizam a precariedade dos ambientes que deveriam ser educacionais e se tornaram ambientes repressores e violentos”, completa o advogado

ESCOLA É PALCO DE OUTRAS AGRESSÕES DA PM

O conselheiro tutelar que atua na região, Gledson Silva Deziatto, relata que em 2011 uma ex-diretora da mesma instituição teria acionado um policial militar que também agrediu um jovem. “A ação deu início a um inquérito e uma ação pública pelo Ministério Público”, diz Deziatto. 

A mãe de um dos jovens agredidos, Raquel Rodrigues, disse que “ali não era o lugar adequado para aquela violência toda”. “Estavam lá para o serviço de policial. Não levar violência. Me pergunto como mãe: será que dentro da escola é um lugar seguro?”, pergunta ela, revoltada. 

“O vídeo mostra um total despreparo dos policiais ao apontar uma arma para jovens estudantes. É uma situação grave de ameaça”, diz o conselheiro do Condepe.

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