PA: Estudantes realizam ato contra precarização da Universidade do Estado do Pará em Belém.

Estudantes exibiram cartazes exigindo a contratação de mais profissionais. Foto: Divulgação/G1
LUCINDO SAMAÚMA – reproduzido do Jornal A Nova Democracia: anovademocracia.com em 05/03/2020.

No dia 28 de fevereiro estudantes dos cursos de saúde da Universidade do Estado do Pará (Uepa), principalmente do curso de medicina realizaram um ato cobrando a contratação de mais professores e acesso a Policlínica Metropolitana para realização de aulas práticas.

Entoando palavras de ordem como: “Não é mole não pra ter saúde tem que ter educação!” “Não dá pra fingir a educação já tá na UTI!” “A reitoria incompetente tirou a policlínica da gente!” os estudantes interditaram parcialmente a avenida Almirante Barroso, uma das principais vias de Belém.

O prédio da Policlínica Metropolitana foi inaugurado em Janeiro de 2020, as obras para sua construção iniciaram há cerca de 10 anos, o custo total da obra foi cerca de R$ 20 milhões. Com mais de 2.500 mde área construída, três pavimentos e 52 consultórios para atendimento pelo SUS em mais de 30 especialidades clínicas e cirúrgicas, além de exames e diversos procedimentos ambulatoriais.

O estudante Daniel Marinho do curso de Medicina, denuncia que a falta de professores acontece há muito tempo, além disso os alunos não conseguem ter aulas práticas na Policlínica Metropolitana recentemente inaugurada. “Estamos reivindicando professores, além do acesso à Policlínica Metropolitana, que hoje está no território da Uepa, mas que não permite que os alunos estejam tendo acesso às instalações que foram prometidas à Uepa. Além do fato de que o Ambulatório de Especialidades, que está dentro da Uepa, atualmente está oficialmente interditado. As especialidades médicas que lá atendiam com alunos não estão atendendo. O curso tem 12 semestres, dos quais dez estão com déficit na carga de professores. Essa falta de professores na Uepa já perdura há mais de cinco anos. Já tivemos reunião com o governador. Foi feito um concurso público que somou apenas quatro professores para o curso de Medicina da Uepa. Isso é insuficiente diante das nossas necessidades”

Outro estudante informa que já ocorreram diversas reuniões com a reitoria da Uepa e até mesmo com o governador do Pará, mas até hoje a situação continua a mesma prejudicando os estudantes. “A gente já teve reunião com o reitor, com o governador mas infelizmente até agora a gente não teve nenhuma medida que realmente faça com a gente tenha nosso atendimento adequado, ou seja, beneficiar tantos os estudantes no aprendizado quanto a população no atendimento de qualidade que é o que falta. Então a falta de professores, a falta de um local adequado pra atendimento tá dificultando muito o nosso aprendizado e a saúde de maneira geral da população.”

Os estudantes interditaram parcialmente a avenida Almirante Barroso, uma das principais vias de Belém. Foto: Divulgação/G1

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