[BA] Professores e camelôs se unem em luta contra arbitrariedades da Prefeitura

Repercutido de A Nova Democracia

Na manhã do dia 15/09, o cruzamento das Avenidas Getúlio Vargas e Senhor dos Passos na cidade de Feira de Santana, no estado da Bahia, foi bloqueado por aproximadamente duas horas. Professores e camelôs se uniram para protestar contra medidas autoritárias adotadas pelo prefeito da cidade Colbert Martins Filho (MDB).

Os professores de Feira de Santana lutam desde o mês de abril contra cortes de seus salários que chegam até 70% do valor total. Foram várias as tentativas de negociação, chegando-se inclusive em um acordo firmado no dia 03/09 na Procuradoria do Município, em que participaram o então secretario de Educação, Marcelo Neves, a diretoria do sindicato e representantes da categoria. Na ocasião foi definido entre as partes que os salários seriam pagos integralmente e haveria um cronograma para devolução dos valores cortados nos meses anteriores. Porém, o acordo não foi cumprido, nesse meio tempo houve mudança na pasta da educação e o novo secretário, Justiniano França, afirmou em 14/09 que só haverá pagamento integral caso a ação que o sindicato moveu contra a prefeitura tenha um parecer favorável aos trabalhadores. No mesmo dia da conversa com o novo secretário, professores que protestavam do lado de fora da Secretaria de Educação (Seduc) sofreram com ataque de spray de pimenta lançado por um motociclista e também com um carro que avançou em direção ao grupo.

Cansados de esperar por uma solução, os professores uniram forças aos camelôs e organizaram ato unificado para o dia seguinte.

A cidade de Feira de Santana recebeu este nome justamente pelo seu comércio de rua, sua feira a céu aberto que reunia pessoas de toda a região, sendo o local de trabalho e sustento de uma quantidade enorme de famílias. Entretanto, o governo municipal resolveu ignorar toda essa história com um projeto de retirada dos camelôs do centro da cidade, transferindo-os para o “Shopping Popular”, empreendimento de capital privado incapaz de absorver a quantidade de camelôs que existem na cidade, e ainda cobrando taxas absurdas para a liberação de um box.

As arbitrariedades da prefeitura contra esses trabalhadores aumentam cada dia mais. No dia 15/08, algumas barracas foram derrubadas na calada da noite na Praça do Nordestino, no dia 09/09 foi divulgado no Diário Oficial do município determinação para que os vendedores ambulantes desocupassem as principais vias do centro até o dia 15/08. Tal imposição foi de pronto rechaçada pelos trabalhadores que decidiram resistir e realizaram protesto em frente ao Fórum da cidade em 14/09, no dia seguinte se uniram pela manhã com os professores no ato em frente a prefeitura e a noite permaneceram em algumas ruas do centro resistindo a remoção.

Ao final do ato do dia 15/09, professores e camelôs concordaram em permanecer com a unidade de luta convocando novos protestos que serão realizados semanalmente, buscando inclusive o apoio e participação de outras categorias que estão insatisfeitas com o gerenciamento municipal.

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