RO: Estudantes realizam vitoriosa colagem no centro de Porto Velho

Em Porto Velho (RO), vencendo o imobilismo e o oportunismo em meio a pandemia, estudantes realizaram colagem de lambes contra a EAD nas universidades públicas, denunciando a situação em que se encontram as IFES e conclamando os demais estudantes, professores, intelectuais honestos e as amplas massas a Combater e resistir em defesa de uma Universidade Pública, Gratuita e a Serviço do Povo, como bem dizia um dos lambes colados.

Os cartazes acompanhavam também as consignas: Em defesa do Ensino Público, Gratuito! Barrar a imposição da EAD impulsionando o boicote! Em defesa do direito de estudar, ensinar e aprender!

Durante a atividade muitas mães e pais de crianças que estão tendo as chamadas “aulas remotas”, denunciaram a situação de completo abandono a que estão acometidos, a aprovação automática e a defasagem na aprendizagem. Em resposta, os estudantes afirmavam e denunciavam: a EAD é a precarização da Educação!

A situação a Universidade Federal de Rondônia – UNIR é de luta! Desde o início da Pandemia, o Diretório Central dos Estudantes e as Entidades de Base mais classistas e combativas compreendiam o verdadeiro papel da EAD na Universidade e bravamente já travavam luta contra essa iniciativa.

Em nota, o Centro Acadêmico de Pedagogia já afirmava, “Alinhar-se a uma posição em nível nacional de defesa da educação online é defender a mesma posição desse governo de corte de verbas e incentivo a iniciativa privada!”.

O Diretório Central dos Estudantes – DCE/UNIR de forma contundente já afirmou em nota “O ensino remoto exclui os estudantes de baixa renda, os estudantes com deficiência, os estudantes camponeses da Licenciatura em Educação do Campo, os estudantes indígenas do Curso Intercultural e demais indígenas, camponeses, ribeirinhos e quilombolas matriculados em diversos cursos da UNIR.”.

Após mais de um mês que se iniciou as “aulas remotas” na Universidade foi que se pago o auxílio “inclusão” digital no valor irrisório de R$ 1.250. Mas até agora, estudantes que solicitaram chips de internet não foram atendidos. E mesmo que o problema de acesso a internet e equipamentos fosse resolvido, os estudantes têm ainda diversos problemas materiais para lidar durante esse período: A gama de conteúdo ministrado, as inúmeras atividades, muitas acadêmicas mães que carregam sobre seus ombros a montanha da opressão feminina, que na pandemia ainda têm tido a tarefa de acompanhar seus filhos em suas “aulas”, o medo do despejo, da fome, a carestia.

Para barrar a EAD somente o boicote! Desde o a aprovação do “calendário emergencial”, o movimento estudantil combativo da UNIR tem dado a linha e o caminho: Impulsionar o boicote para barrar a EAD!

Romper com o imobilismo daqueles que não querem ver avançar o Movimento Estudantil autônomo, democrático e comprometido com a defesa da Universidade Pública.

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