Professores do Paraná iniciam greve de fome em defesa da educação pública

Repercutido por andes.org.br

Professores decidiram, nesta quinta-feira (19), por encerrar deixar a ocupação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) iniciada no dia anterior (18). Cerca de 75 pessoas estavam na ocupação e outras cerca de 300 pessoas aguardavam a saída ao lado de fora.

Após desocuparem o prédio, centenas de educadores seguiram até o Palácio Iguaçu, sede do governo do estado, onde permanecerão em vigília até um retorno positivo à pauta da mobilização. Um grupo de 47 professores, funcionários e estudantes iniciou uma greve de fome.

Representantes do sindicato dos professores (APP-Sindicato), parlamentares e membros do governo se reúnem para discutir as reivindicações do movimento. Os principais temas debatidos são o pedido de revogação da prova para contratação de professores temporários, o pagamento de progressões e promoções, a suspensão da militarização de escolas e a revogação da terceirização de funcionários.

Entenda a mobilização

Na terça-feira (17), trabalhadores da educação, comunidade escolar e indígena realizaram um ato em Curitiba, para denunciar as medidas autoritárias e negacionistas e os ataques do governo Ratinho Jr (PSD) e do secretário da Educação, o empresário Renato Feder, contra a educação pública. A categoria alertou, ainda, para a possibilidade de demissão de educadores. Além da capital, também ocorreram protestos em diversas cidades do Paraná.

Os manifestantes cobraram respeito aos professores e funcionários contratados pelo regime do Processo Seletivo Simplificado (PSS), a prorrogação dos contratos e a suspensão do Edital 47, que instituiu a realização de uma prova presencial para nova contratação temporária em plena pandemia.

Reivindicaram, também, a interrupção do processo de militarização das escolas estaduais, o não ao retorno das aulas presenciais, a realização de concursos públicos, adequação do piso salarial, promoções e progressões.

Representantes das comunidades indígenas paranaenses apontaram também para o risco da precarização da educação indígena com a mudança do método de contratação de professores e a falta de respeito à cultura das aldeias ao estabelecer Colégios cívico-militares para estudantes indígenas.

No mesmo dia, representantes da APP-Sindicato se reuniram com membros do governo para cobrar retorno às reivindicações, em especial o cancelamento da realização de prova presencial para contratação de professores em caráter emergencial por período de um ano. O chefe da Casa Civil, Guto Silva, disse que somente apresentaria uma decisão nessa quarta-feira (18).

O posicionamento desagradou a categoria, que há semanas pede a revogação do edital 47. Com esse resultado, os trabalhadores decidiram permanecer em vigília em frente ao Palácio Iguaçu. E, diante da ausência de respostas e falta de diálogo, na tarde de quarta (18), ocuparam o prédio da Assembleia Legislativa.

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