Lutas contra a intervenção de Bolsonaro nas reitorias da UFPB e da UFS

Repercutido de Universidade à Esquerda

As lutas continuam contra às intervenções de Bolsonaro na escolha dos reitores das universidades públicas e institutos federais. Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e na Universidade Federal de Sergipe (UFS) estudantes e trabalhadores têm realizado manifestações contra os interventores e pelo respeito a autonomia universitária. Na UFPB professores convocam paralisação no dia 26/11. 

UFPB

Na UFPB a comunidade universitária luta pela saída do reitor-interventor de Bolsonaro, Valdiney Veloso Gouveia e pela posse das reitoras eleita Terezinha Domiciano. Estudantes ocupam a reitoria desde o dia 05/11 em protesto. 

Os professores que paralisaram as atividades no dia 18/11, decidiram em assembleia de seu sindicato por paralisar novamente em protesto no dia 26/11. O Sindicato dos Professores (ADUFPB), seção do ANDES-SN, está chamando os docentes a se integrarem na luta. No dia será realizada uma aula pública virtual no canal do sindicato no youtube

A luta da comunidade enfrenta tentativas de repressão do reitor-interventor e da procuradoria geral da universidade. Além da tentativa de reintegração de posse da ocupação da reitoria e da intimidação a paralisação docente do dia 18, agora tentam censurar os centro acadêmicos. 

Na última semana o reitor-interventor Valdiney junto a procurador da universidade Carlos Octaviano de Medeiros Mangueira abriram um processo administrativo contra os estudantes do Centro Acadêmico de Biotecnologia, em função da publicação de uma carta aberta contra a intervenção e que reivindicava que seu professor Valdir de Andrade não aceitasse a nomeação para a pró-reitoria de pesquisa. Em resposta, mais de 80 entidades estudantis, da UFPB e de outras universidades federais expressaram sua solidariedade. Por fim, às sanções foram negadas pelo Conselho do Centro de Ensino. 

Amanhã o movimento realiza uma vigília contra às intervenções às 18:30 no canal da ADUFPB no youtube. O ato contará com reitores eleitos de universidades que também sofrem com as intervenções de Bolsonaro, representantes dos movimentos e sindicatos (ANDES, FASUBRA, UNE) e artistas. Também estarão presentes os ex-ministros da educação dos governos petistas Fernando Haddad e Aloizio Mercadante, que enquanto no poder nada fizeram para acabar com as listas tríplices e reforçar a autonomia universitária. 

UFS

Na Universidade Federal de Sergipe, a comunidade enfrenta também uma interventora de Bolsonaro, a professora Lilidália Barreto. Há uma forte disputa em torno da democracia universitária: as entidades dos estudantes e trabalhadores já vem denunciando manobras do ex-reitor para não reconhecer o resultado da consulta à comunidade realizada em agosto. Na consulta, realizada em 28/08, foi eleito o professor André Maurício para a reitoria.  

Na manhã de hoje, 24/11, Lilidália realizaria sua cerimônia de posse. Estudantes e trabalhadores realizaram uma vigília no prédio da reitoria. A reitora-interventora não apareceu. 

O sindicato dos professores (ADUFSC), seção sindical do ANDES, realizou assembleia no dia 23/11, com 103 presentes. Os professores e posicionaram contra a intervenção. O Sindicato dos Técnicos (SINTUFS) também emitiu posição contra a posse da interventora e pelo respeito à consulta pública. O Diretório Central dos Estudantes também. Além das entidades o departamento de serviço social, ao qual pertence Lilidália, também se posicionou contra a intervenção.

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