Estudantes da UFG seguem em luta!

Após a aprovação do Ensino Remoto Emergencial na Universidade Federal de Goiás (UFG), diversas mobilizações vêm sendo feitas desde então contra tal medida. O Centro Acadêmico de Enfermagem Andréa Ribeiro dos Santos, gestão Resistir é Preciso, desde lá vem cumprindo importante papel de mobilizar e organizar os estudantes nessa luta e denunciando as práticas oportunistas e imobilistas do DCE (CORRENTEZA/UJR) da universidade.

Neste último mês de novembro recebemos informações  sobre a discussão na UFG das Atividades Práticas Emergências (APEs), em que as nossas atividades práticas seriam retomadas presencialmente. Onde a reitoria notificou as unidades acadêmicas com prazo de 5 dias para “amplo debate” da minuta proposta, pasmem, 5 dias sendo o fim de semana contabilizados!

Com essa minuta em mãos, realizamos uma importante mobilização com os estudantes dos diversos cursos da UFG para que rejeitássemos em nossas unidades acadêmicas tal minuta. Primeiro porque o prazo concedido não traria um amplo debate e seria aprovada como foi feita a Instrução Normativa do Ensino Remoto, ou seja, sem debate e de forma antidemocrática, e segundo porque o protocolo de segurança apresentado não trazia a responsabilidade sanitária da UFG com seus discentes, docentes, técnicos e trabalhadores terceirizados.

Convocamos aos estudantes a realizarem assembléias em seus cursos independente do DCE e exigimos que o DCE convocasse um Conselho de Entidade de Base (reunião de todos CAs e Das da UFG) pois o último havia acontecido no dia no 06/07, demonstrando o imobilismo de tal entidade.

Vitória! DCE com seu rabinho entre as pernas tiveram que prestar contas aos estudantes sobre sua inanição, inclusive expuseram que não estavam ativos pois alguns de seus membros eram candidatos eleitorais e estavam em suas campanhas finais, e convocaram  o CEB a ser realizado no próximo dia 06.

Minuta das APEs

No dia 13/11 foi aprovada a Instrução Normativa n° 02/2020 de retorno das Atividades Práticas Emergenciais, em que as unidades acadêmicas terão autonomia para decidirem se voltam ou não, da mesma forma ao discente será optativo, sem prejuízos à sua matrícula e com garantia de turmas nos próximos semestres. Tais colocações da minuta foram aprovadas diante da pressão estudantil, em que inclusive o CA de enfermagem esteve presente e denunciou o que representava o retorno, questionando ao reitor como seria garantida a segurança sanitária dessas práticas, bem como a vários aspectos de interesse estudantil, como o transporte público, alimentação nos Restaurantes Universitários e etc.

Tivemos como resposta que a UFG NÃO SE RESPONSABILIZARÁ pela disposição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), nem teste a todos os estudantes. Como solução apresentaram que a Pro Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) promoverá um auxílio ao estudante de baixa renda para adquirir seu próprio EPI. Absurdo!

Delegam a responsabilidade dos cuidados da saúde, da não contaminação pela COVID-19 aos próprios estudantes, professores, técnicos e terceirizados.

Como fruto dessa luta, na enfermagem realizamos 2 Assembleias Estudantis com mais de 100 estudantes, participamos ativamente do Conselho Universitário e do Conselho Diretor (CD) da nossa Unidade Acadêmica e temos seguidos firmes na luta representando os discentes da nossa faculdade. No nosso último CD foi aprovado o retorno das atividades práticas de 6 disciplinas, porém, só foi aprovado porque temos assegurados Equipamentos de Proteção Individual e testes de COVID-19 para todos estudantes que forem para o campo de prática. Isso é uma vitória estudantil para nossa faculdade!

Seguimos em luta

Porém, mesmo com garantia de EPI’s e teste aos discentes de enfermagem, ainda nos preocupa o fato dos demais estudantes da UFG não possuírem.

Diante disso, o CA da enfermagem tem mobilizado os estudantes para a realização de um ato presencial, com a entrega de uma carta de reivindicação estudantil exigindo que a UFG se responsabilize pela segurança sanitária da comunidade acadêmica da UFG.

Não aceitaremos que nenhum estudante vá para campo de prática sem garantia de segurança!

Exigimos que EPI’s e testes de COVID-19 seja disponibilizado gratuitamente a TODOS os estudantes, professores, técnicos administrativos e terceirizados!

Se não forem garantidas as condições sanitárias para o retorno presencial, convocamos a todas/os numa grande campanha de boicote às praticas, não iremos nos expor a condições de contaminação sem que a universidade forneça os insumos necessários para uma prática com segurança.

Baixe as notas do Centro Acadêmico de Enfermagem Andréa Ribeiro dos Santos

Centro Acadêmico de Enfermagem Andréa Ribeiro dos Santos

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