Juventude da Grécia protesta em rememoração à data histórica dos estudantes

Repercutido de A Nova Democracia

Em celebração anual ao Levante da Politécnica (universidade) de Atenas, cerca de 2 mil manifestantes tomaram as ruas da cidade rechaçando um banimento de manifestações sob a alcunha de “enfrentar o coronavírus”, no dia 17 de novembro.

O dia de celebrações começou com um ato durante a manhã, quando manifestantes marcharam até a Embaixada ianque. Se reunindo no Propileu mais tarde, os manifestantes decidiram marchar de volta à Embaixada, em maior número ainda. No ato, palavras de ordem como A Politécnica vive! Fora ianques! foram utilizadas pelos manifestantes, denunciando o caráter do velho Estado grego como serviçal do imperialismo. Durante a marcha, no entanto, a polícia reacionária grega atacou os manifestantes com jatos de água e gás lacrimogêneo, com a tropa de choque sendo acionada. Mais de 100 manifestantes foram presos, um deles ferido. Em resposta, após as manifestações serem reprimidas, manifestantes lançaram coquetéis molotov numa estação de polícia no centro da cidade, ferindo dois agentes da reação.

Horas após o ato ter sido dispersado, enquanto retornava para casa, no bairro Sepolia, um manifestante foi preso sob a acusação de jogar pedras na polícia – o povo grego ali presente, vendo tamanha injustiça, exigia saber o porquê da prisão, com alguns mesmo tentando solta-lo. O jovem foi transferido para o Departamento de Polícia Kolonos, onde permanece preso.

Nas cidades de Ioannina e Patras também foram registrados confrontos entre a polícia e manifestantes. Em Ioannina, mais de 20 manifestantes foram presos após enfrentarem a polícia, que bloqueava as ruas para evitar a marcha. Em Patras, mais de dez manifestantes foram presos após tentar bloquear uma rua. Em todo o país, 200 pessoas foram presas.

As manifestações ocorreram sob o contexto do Levante da Politécnica de Atenas, onde milhares de estudantes tomaram as ruas contra a ditadura militar-fascista na Grécia, que resultou num massacre do Estado contra os estudantes. Atos e celebrações para prestar homenagens a esse evento de resistência, crucial para a derrocada da ditadura militar-fascista, que se iniciou com apoio ianque em 1967, ocorrem anualmente no país.

Este ano, no entanto, a polícia anunciou a proibição de “reuniões públicas” de mais de três pessoas nas ruas por quatro dias, antecipando o evento anual.

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