Ato em Curitiba contra a nomeação de interventores e em defesa da abertura das escolas com medidas sanitárias!

Um grupo de cerca de 30 moradores do bairro Parolin, estudantes universitários e secundaristas, realizou um combativo protesto, puxado pela Frente Estudantil Contra a EaD, em frente à associação de moradores para se contrapor ao processo arbitrário de eleições nas escolas estaduais e exigir a reabertura das escolas com medidas sanitárias.

Mais cedo neste mês a comunidade escolar do Colégio Santos Dummond, localizado próximo ao bairro Parolin, uma das regiões mais pobres de Curitiba, foi surpreendida com a notícia de que as professoras do colégio não poderiam se candidatar à direção nas eleições que estarão ocorrendo em breve. O mesmo está acontecendo em outros 13 colégios da rede pública. A Secretaria de Esporte e Educação (SEED) não deu motivos para tal decisão unilateral e antidemocrática, simplesmente barrou a participação do professorado, indicando que provavelmente será imposto um interventor para ocupar o cargo.

Este movimento é mais um na longa trajetória de tentativas de acabar com a autonomia e democracia das escolas no Paraná. Em outubro o governo do Estado anunciou de supetão que iria militarizar 215 colégios, sem nem mesmo consultar professores e estudantes, na tentativa de sufocar qualquer resistência. No final de novembro a SEED iniciou o processo de fechamento de sete colégios estaduais em Curitiba.

É clara a intenção do governo do estado de se aproveitar da situação da pandemia do coronavírus para passar sua politica anti-povo contra a educação pública, aprofundando o sucateamento, elevando o controle ideológico, fechando escolas, de modo a favorecer os grupos educacionais privados e de tecnologia como é o caso da Multilazer, da qual o secretário de Educação Renato Feder é acionista e ex-CEO. Tudo isso sobre o manto da Educação à Distância e galvanizado pela demagogia do risco da pandemia.

Por isso que além de se contrapor a estes desmandos os moradores e estudantes, revoltados, também exigiram a reabertura das escolas! Justamente por compreenderem que as escolas fechadas não tem serventia nenhuma para a população e são alvo fácil da sanha privatista e autoritária do MEC e do governo estadual.

Nos bairros de periferia das grandes e médias cidades a juventude segue abandonada pelo Estado. Sem ter acesso à educação, com “aulas” sem qualidade, sem ter os meios materiais para aprender, sem ter interação com colegas e professores, com seus pais totalmente sobrecarregados, à margem do que possa acontecer nas ruas onde a maioria passa o dia inteiro sem medida sanitária alguma. Enquanto o Estado se exime totalmente de sua responsabilidade de educar aos filhos do povo, provendo as medidas e insumos sanitários possíveis para conter o contágio, como foi em tantos países onde o prejuízo para a juventude está sendo menor. Cabe às escolas neste momento realizarem atividades de reforço escolar, acolher as crianças e prover lazer e conforto, ajudar com a organização da população nos bairros para combater a pandemia e resistir aos ataques do governo.

A manifestação percorreu as ruas e vielas do bairro, recebendo grande apoio da população. O combate em defesa da educação pública no Paraná está apenas começando!

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