[PR] Ratinho Jr dá novo “calote” em reajuste de servidores paranaenses durante a pandemia

Repercutido de andes.org.br

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), divulgou por meio de despacho governamental, na última sexta-feira (8), mais um calote às servidoras e servidores públicos do estado. Com a justificativa de “responsabilidade na gestão fiscal”, Ratinho Jr. alegou, em meio à pandemia de Covid-19, impossibilidade de implantação do reajuste salarial de 1,5% previsto para janeiro desse ano. 

Em agosto de 2019, durante a greve de trabalhadoras e trabalhadores da educação, o governo anunciou que pagaria uma correção salarial de 5%, de forma parcelada (2% em janeiro de 2020, 1,5% em 2021 e 1,5% em 2022). Sem reajuste desde 2016, o funcionalismo paranaense já sofre com defasagem salarial de cerca de 20%. 

De acordo com despacho do governador, “o orçamento previsto para o exercício de 2021 não comporta a totalidade dos gastos com pessoal, o que corresponde a aproximadamente R$ 1,3 bilhão, tampouco despesas com progressões e promoções, que representam cerca de R$ 350 milhões e revisão geral anual dos servidores do Poder Executivo, em torno de R$ 237 milhões”. 

A decisão do governo do Paraná acaba de vez também com as promoções e progressões, resultando no desmonte direto das carreiras de servidoras e  servidores públicos. 

“Recebemos com muita consternação mais um ataque que vem do Governo com alvo em nossos direitos, já que todos os trabalhadores vivem momentos difíceis devido à crise ocasionada pela pandemia da Covid-19. O trabalhador precisa de apoio, justiça e condições de salário e trabalho para sobreviver e o governo não nos oferece isso”, defende a presidenta do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg – Seção Sindical do ANDES-SN), Marilisa do Rocio Oliveira. 

A docente acrescenta que o reajuste de 5%, acordado durante a greve, já é muito distante do que representa a dívida do estado com o funcionalismo público do Paraná. “O calote por parte do governo é um ataque direto à nossa dignidade e sobrevivência em meio à crise”, diz. 

Segundo o Sinduepg – SSind., até abril de 2019 (última data-base), cada servidora e servidor público perdeu o equivalente a 5,76 salários. “A precarização de serviços públicos e empobrecimento da classe trabalhadora é um projeto deste governo e nós lutamos diariamente contra isso. A unidade nesta luta é fundamental para garantirmos que nossos direitos sejam preservados”, aponta o tesoureiro do Sinduepg SSind., Kevin Willian Kossar Furtado.   

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