[PA] Estudantes realizam panfletagem contra o Enem na pandemia em Belém

Repercutido de A Nova Democracia

No dia 25 de janeiro, um grupo de estudantes independentes em conjunto com estudantes da Executiva Nacional do Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) promoveram uma panfletagem denunciando a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em meio a mais pico de casos e óbitos por Covid – 19 na Amazônia.

Por volta das 16h foram distribuídos cerca de 200 panfletos na porta de um dos campus da Universidade Estadual do Pará, além de três escolas da educação básica, todas localizadas em Belém. 

O material elaborado pela Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) apontava a importância de repudiar a realização das provas, além dos interesses de lucro dos monopólios da educação que tem aumentado apesar das altas taxas de desemprego e da pandemia de Covid – 19.

A Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) foi uma das entidades estudantis que lançaram posição se opondo à realização do exame. De acordo com a entidade, a aplicação do Enem nas datas nas quais foram impostas configuram um absurdo completo e um crime contra os estudantes. Primeiro porque depois de um ano letivo inteiro sem aulas presenciais com conteúdos sendo mandado aos alunos via Whatsapp, os alunos, principalmente os pobres, não tiveram a mínima preparação necessária para fazer a prova. Em segundo lugar, reunir dezenas de pessoas em salas, corredores e filas, em um momento em que mais de 200 mil brasileiros morreram vítimas da Covid – 19 com média diária de 1.000 óbitos, configura um crime contra a saúde do povo.

Já no início da panfletagem o grupo de estudantes constatou uma alta evasão, algo que se confirmou no dia seguinte como um dos maiores boicotes da história, a média de evasão nos dois dias de prova foi superior a 50%, conforme denunciou o AND estudantes realizam boicote historico ao enem 2021A evasão é a maior desde a criação do Sistema de Seleção Unificado (SISU), o principal sistema de seleção das universidades públicas, e uma das maiores desde a primeira prova do ENEM em 1998.

De acordo com dados do Ministério da Educação no Pará a prova foi aplicada em 77 dos 143 municípios para cerca de 330 mil inscritos. Já no primeiro domingo de provas 166.146 mil estudantes paraenses boicotaram a prova, no segundo dia foram 180.444 mil. A média de boicote dos dois dias só ficou atrás de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Os estudantes conversaram com os jovens sobre a realização das provas em comum, todos demonstraram interesse pelo material e apoio a iniciativa da ExNEPe. Muitos deles relataram que não tem esperanças de uma boa nota por conta das precárias condições de preparação para a prova.

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