Estudantes realizam protestos em rechaço ao ensino remoto na Itália

Repercutido de A Nova Democracia

Dezenas de estudantes de mais de 100 escolas realizaram protestos em frente às suas escolas exigindo o retorno às aulas presenciais com medidas sanitárias adequadas, na região da Lombárdia, Itália, em rechaço ao ensino remoto.

Após o encerramento das atividades presenciais por mais de seis meses – a maior de toda a Europa -, as aulas presenciais começaram a retornar gradualmente, em metade das escolas do país, após constante luta dos estudantes e professores. No entanto, a Lombardia e outras regiões decidiram, sob o pretexto do aumento de casos, retornarem com as aulas de ensino remoto, adiando o retorno das presenciais para o dia 18 de janeiro.

Em revolta, estudantes e professores organizaram protestos e greves contra o retorno às aulas de ensino remoto, a favor das aulas presenciais com medidas sanitárias adequadas, nos dias 07/01, 09/01 e 11/01, em frente à Catedral de Milão. Os alunos, em particular, incentivaram outros alunos do país a não irem às aulas, presenciais ou não.

“Estamos em greve pois queremos retornar às aulas presenciais nas escolas, e queremos isso agora, de maneira segura”, afirmam os estudantes da rede de ensino médio, em nota. “Queremos poder retornar às nossas salas de aula, nossas mesas, com nossos colegas. Queremos um plano que responda a décadas de cortes e desinvestimentos [na educação]”.

Estudantes realizam protestos em rechaço ao ensino remoto em Roma. Na faixa, “Nós protegemos o direito de estudar”.
Foto: Ansa.

Os estudantes também denunciaram, no protesto do dia 11/01, a situação do transporte público, afirmando que o mesmo não está com medidas sanitárias adequadas para o retorno dos estudantes. Assim como os horários diferenciados das aulas, para supostamente evitar aglomeração nos ônibus, afetaria de maneira radical a vida dos estudantes, principalmente os que trabalham, e dos professores. Além da questão do transporte, os estudantes denunciam a falta de protocolos sanitários  para se alimentarem nas escolas.

Também, no protesto do dia 11/01, os estudantes, junto dos professores, afirmaram que iriam organizar um centro de atividades culturais, aulas e debates, a serem realizados no bairro Garbatella.

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