UFG sofre corte de verbas na assistência estudantil

Repercutimos nota de Centro Acadêmico de Enfermagem da UFGGestão Resistir é Preciso!

Nesta última segunda feira (22/02) a Pro Reitoria de Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Goiás (PRAE UFG) publicou novas portarias que regulamentam as bolsas universitárias aos acadêmicos. Nesta portaria esta definido o fim das bolsas permanências e em substituição a criação da bolsa de apoio pedagógico, a qual terá reduçao do número de estudantes contemplados e valores. Essa ação é em decorrência aos cortes de verbas já planificados em 2021. 

Em primeiro lugar fazemos a denúncia de mais um corte dos direitos estudantis. Só na UFG tivemos corte de 18,2% do orçamento destinado a assistência estudantil o que corresponde a quase R$ 4 milhões. Essa ação visa um único objetivo, sucatear as universidades ao extremo para assim justificar sua privatização, em um primeiro momento, através de cobrança de taxas dentro das universidades, como já orientado nos documentos do Banco Mundial (veja Um Ajuste Justo: Análise da Eficiência e Equidade do Gasto Público no Brasil). 

Como viemos denunciando o cenário político é, de um lado, o corte dos direitos do povo, como saúde e educação e, por outro lado, aumento dos gastos bilionários dos parasitas do Estado. Basta relembrarmos os gastos de R$ 17 milhões com leite condensado e chicletes, compra de 700 mil quilos de picanha e 80 mil cervejas pelas Forças Armadas. O fato é que dinheiro tem, só não tem é interesse em manter os direitos populares, direitos conquistados com lutas ao longo da história. 

Em segundo lugar denunciamos a situação em que os estudantes estão sendo empurrados. O fim das bolsas permanências no valor de R$400 reais em 12 parcelas e substituição pela bolsa apoio pedagógico de R$ 300 reais em 8 parcelas, onde apenas 800 estudantes serão atendidos, isso representa 2,6% dos mais de 30 mil estudantes da UFG.

Além disso, o estudante terá direito apenas uma bolsa dentro da universidade. Por exemplo, hoje, uma estudante que é mãe, tem direito a bolsa permanência (R$ 400) e a bolsa canguru (R$250) com a nova portaria ela terá apenas direito a uma bolsa de maior valor, que no caso será a bolsa apoio estudantil no valor de R$300, perda de 350 reais!

Em relaçao a redução do número de parcelas, a análise feita pela universidade só pode ser que um estudante só se alimenta por 8 meses, pois cortarão 4 meses de bolsa. E o estudante viverá de que?!

Por fim também denunciamos aqui o absurdo da PRAE UFG ao afirmar em seus documentos que os CAs e DCE acordaram com essas mudanças, que estivemos nas discussões. Ao contrário, não fomos! Soubemos apenas pelos editais as mudanças feitas. 

Diante desse quadro preocupante convocamos a todos estudantes a nos mobilizarmos e nos organizarmos em luta, rompendo com o imobilismo presente no movimento estudantil caminhando para um luta independente e combativa. Compreendendo que o caminho da luta é o único possível para defendermos nossos direitos estudantis.

Sigamos em luta! 

Avante juventude de luta!

Não vai ter corte VAI TER LUTA!

ARRANCAREMOS DO MEC NOSSAS BOLSAS! 

Próximas ações de luta: Ato em defesa das bolsas estudantis – 03/02 (quarta) às 16h na porta da PRAE UFG.
Assembleia Geral na UFG – 04/03 (quinta) às 19h via internet.

Centro Acadêmico de Enfermagem Andréa Ribeiro dos Santos – Gestão resistir é preciso! 
Siga a página: @defesabolsasufg@caarsufg

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