Frente Estudantil Contra a EaD realiza ato na UFPR!

No dia 06/04 a Frente Estudantil Contra a EaD realizou um ato panfletagem em frente a Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para denunciar a nova resolução que impõe a Educação a Distância na Universidade de forma definitiva, a partir da retomada do calendário acadêmico.

Durante o ato foram puxadas combativas palavras de ordem e colados cartazes que denunciavam a precarização da Universidade pública como: “R.U é permanência, estudante com fome não tem vida nem ciência!”, “Ciência é serviço essencial, não precarize o ensino da Federal!”. Foram entregues cerca de 100 panfletos enquanto estendíamos faixas e cartazes no sinaleiro. Toda a atividade foi feita mantendo os devidos cuidados sanitários, com distribuição de máscara, uso de álcool gel e líquido e distanciamento social.

Os manifestantes afirmaram que é essencial manter atividades de mobilização presencial como essa como forma de combater os ataques à educação. O DCE da UFPR tem tomado atitudes absolutamente conciliatórias com a reitoria, tentando deixar a EaD “mais suportável” aos estudantes, e se recusando a organizar a luta combativa e presencial. Mas a Frente afirmou contundentemente que a EaD não é emergencial nem passageira, ela faz parte de um projeto privatista da educação brasileira a mando do Banco Mundial. A Educação a Distância precariza o ensino público, extermina qualquer relação entre a teoria e a prática, e abre brecha para a entrada de empresas privadas que tem o objetivo de vender todo o aparato para a realização de aulas online. Não podemos ter nenhum tipo de ilusão quanto ao caráter dessa medida!


A pandemia facilitou a imposição da EaD, pois aparenta ter um caráter emergencial, como se fosse a única alternativa que resta aos estudantes. Os privatistas se aproveitam do relativo imobilismo de setores do movimento estudantil para passarem medidas completamente absurdas como a Proposta de Lei Orçamentária Anual de 2021, que prevê corte de 18,2% (R$1.056 bilhão) no orçamento das Universidade Federais do país, e a imposição de interventores nas reitorias.


A EaD só pode ser barrada com a luta presencial e combativa dos estudantes! O caminho é abrir a Universidade e colocá-la a serviço do povo através do uso da sua estrutura para projetos de extensão, pesquisa científica e organização popular. Devemos mirar o exemplo dos Comitês Sanitários, que pelo país afora defendem o povo e aplicam a ciência. É o papel dos estudantes enquanto futuros cientistas defender com unhas e dentes a educação pública e gratuita e colocar o conhecimento a serviço do povo!


Frente Estudantil Contra a EaD

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