[SP] Estudantes da USP protestam durante visitas de ministros da Saúde e da Educação

Repercutido de A Nova Democracia

Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e alunos de outros cursos realizaram um intenso protesto, no dia 25 de março, durante as visitas do ministro da Saúde (Marcelo Queiroga) e do ministro da Educação (Milton Ribeiro) ao campus da instituição. Desde a chegada dos ministros, passando pelo evento em que participou, até sua saída da faculdade, os estudantes protestaram contra as medidas tomadas pelo governo federal de Bolsonaro/generais durante a pandemia de Covid-19.

Os estudantes levaram cartazes e faixas com frases como “Bolsonaro genocida”, “300 mil é genocídio”, “Fora Bolsonaro”, “Vida, pão, vacina e educação”, na entrada da universidade os manifestantes exibiram uma gigantesca faixa com a frase : “A gripezinha já matou 300 mil brasileiros #Bolsonaro Genocida”. Os estudantes denunciaram a todo tempo o absurdo número de 300 mil brasileiros mortos em decorrência da Covid-19 e exigiram auxílio emergencial para toda a população, assim como o lockdown para frear a onda de contágio do vírus. A palavra de ordem “Bolsonaro genocida, mais vacina menos cloroquina” foi entoada durante todo o protesto. 

Os ministros foram até a universidade para se reunir com cerca de 72 professores titulares da faculdade de medicina e debater sobre temas relacionados à pandemia. O evento aconteceu no salão nobre da faculdade com as portas fechadas, porém segundo relatos de pessoas presentes na reunião a todo momento dava para ouvir os gritos de protesto dos estudantes que estavam nos corredores do prédio.

Após o evento, o público presente e os que acompanharam através da transmissão virtual ficaram decepcionados com a falta de esclarecimento de Queiroga, de como se dará o processo de vacinação e de adoção das medidas de prevenção a Covid-19. Nos comentários da live do evento, ao final da palestra, outros docentes comentaram que o ministro não explicou quais seriam as medidas concretas que serão adotadas para o combate ao avanço dos casos de Covid-19.

Em entrevista ao jornal do monopólio de imprensa Estadão, o professor do Departamento de medicina preventiva da FMUSP, Mario Scheffer, disse: “Infelizmente, ele não tocou em questões a meu ver centrais: banir o tratamento precoce sem evidência, planejar urgentemente com governadores e prefeitos medidas para redução da transmissão, explicar como e quando chegaremos a um milhão de vacinados que ele ontem anunciou, e voltar a fazer coletivas diárias de prestação de contas, em respeito à sociedade”, apontou o professor.

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