UFMG inicia testes da vacina contra a Covid-19 em primatas

Repercutido de Universidade à Esquerda

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) iniciou no dia 13 de abril de 2021 os testes em primatas da vacina contra o Sars-Cov-2, intitulada provisoriamente de Spintec. O imunizante está sendo desenvolvido pelo CT-Vacinas e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). 

A vacina é feita da combinação de duas proteínas, entre elas a proteína S contida no vírus, responsável por invadir as células humanas. O composto formado pelas proteínas combinadas, também chamado de “quimera”, é injetado no organismo e induz à resposta imune.

O professor Flávio Fonseca, pesquisador do CT-Vacinas, disse, em notícia da UFMG, que a Spintec apresentou, entre as vacinas em desenvolvimento na universidade mineira, os melhores resultados nos testes em camundongos. Por isso, passou agora para os testes com primatas, pré-requisito exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que posteriormente possa avançar para a fase de testes em humanos.  

São três grupos de macacos: o primeiro, com quatro macacos, está recebendo o imunizante junto de um adjuvante (substância que aumenta a resposta imunológica do indivíduo); o segundo, também formado por quatro macacos recebe a vacina com outro tipo de adjuvante; e o terceiro, é formado por dois macacos que não receberão a vacina. Segundo Fonseca, o experimento com primatas permite ver se ela provoca algum efeito colateral e se gera anticorpos nas células de defesa. 

Os testes devem durar 60 dias e, após essa etapa, os pesquisadores esperam receber a autorização para iniciarem os testes clínicos em humanos, que contarão com três fases. A expectativa é iniciar os testes em humanos em outubro deste ano e obter uma vacina nacional no fim de 2022.

Segundo o professor Flávio, é importante desenvolver uma vacina nacional, pois dá autonomia ao país na garantia da imunidade da população. Além disso, os pesquisadores imaginam que o coronavírus será como a gripe, em que serão necessárias doses de reforço anuais, e o Brasil não pode contar com o recebimento de vacinas a conta-gotas, como acontece hoje. 

Além dessa vacina, UFMG trabalha com outros seis projetos: quatro no CT-Vacinas – localizado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec) –, que contam com participação do Instituto René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas), e duas no Instituto de Ciências Biológicas (ICB). 

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