ExNEPe convoca manifestações nacionais em defesa da educação dia 29 de maio!

Com o corte de verbas anunciado nos últimos dias, as universidades federais estão correndo risco eminente de fechamento. Os cortes no orçamento atingem a safra de 1 bilhão de reais e dezenas de universidades já anunciaram que podem fechar as portas nos próximos meses caso não recebam uma verba adequada para o pagamento de despesas, como por exemplo a UFRJ, UnB, UFSC, UFF, UFBA, UFG, UFPA, UNIFESP, UFPR dentre outras. O corte afetará grandemente o já reduzido orçamento destinado ao ensino superior, que é de R$ 4,5 bilhões, valor 20% menor que o de 2020 e próximo aos valores executados em 2004. Além dos cortes, o Decreto 10.686/21 bloqueou R$ 2,7 bilhões do orçamento do MEC, afundando ainda mais o poço em que se encontram as universidades públicas. Em muitos estados estes cortes também representam grave ameaça ao funcionamento dos hospitais universitários, centrais para defender a vida da população, ainda mais em meio à pandemia.

Há décadas o ensino superior público brasileiro tem sofrido com a precarização. O sucessivo corte de verbas ao longo dos anos expressa a velha tática de sucatear para justificar a privatização. O governo militar de Bolsonaro/Generais tem intensificado essa política de desmonte da educação pública com o objetivo de salvaguardar o lucro dos grandes conglomerados educacionais em meio a maior crise econômica da história e, principalmente, impor o obscurantismo e a perseguição política dentro das universidades. A imposição da EaD nas universidades, disfarçada de medida emergencial, está a serviço da política de precarização, uma vez que ao MEC a EaD serve como justificativa para o corte de verbas já que é uma modalidade mais barata e, ao mesmo tempo, o corte de verbas serve para justificar a implementação definitiva da EaD pois “já que não há verba sigamos com a EaD”. O circo já está montado há tempos.

A luta presencial é o único caminho para impedir que esses ataques se efetivem, pois apesar do fracasso da EaD enquanto concepção de ensino, ela tem afetado a mobilização do movimento estudantil como nunca na história. Nem mesmo durante o regime militar fascista, com as perseguições aos setores mais combativos do movimento estudantil, foram capazes de dispersar a organização estudantil, mas o MEC tem conseguido fazer isso com a EaD. As atividades online como discussões, lives, etc, são importantes, mas já há muito tempo tem demonstrado suas limitações e insuficiências para o grau de enfrentamento que a situação atual exige. Mais do que nunca, precisamos realizar panfletagens, aulas públicas, manifestações, ocupações e mais atividades combativas de forma presencial, porque é relativamente fácil para os privatistas do ensino enfrentar os estudantes e os trabalhadores em educação quanto estes estão desmobilizados e desorganizados.

As radicais manifestações levantadas após a morte de George Floyd que abalaram o império norte-americano deve servir como exemplo para nós, assim como as revoltas que tem sacudido a Colombia e a Heróica Resistência Palestina, que tem repercutido e ganhado apoio por todo o mundo. No Brasil, os camponeses do Acampamento Manoel Ribeiro, em Rondônia, estão enfrentando bravamente um verdadeiro cerco da PM e suas práticas terroristas de perseguição e aniquilamento daqueles que lutam pela terra. Devemos seguir erguendo alto nossas históricas bandeiras de resistência e enfrentar mais esses ataques à universidade com a mesma decisão e audácia que o momento exige.

Convocamos a todos e todas estudantes, trabalhadores da educação, intelectuais honestos, cientistas participarem do ato nacional contra os cortes e em defesa do ensino público que será realizado no dia 29 de maio. Vamos às ruas dar um basta a estes crimes contra nosso ensino e em defesa do direito de estudar e aprender!

Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe)

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