[SP] Professores entram em greve reivindicando condições sanitárias para o retorno presencial das aulas

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Professores da rede municipal de São Paulo em greve tentam negociar diretamente com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A categoria reivindica, há mais de 100 dias, por melhores condições sanitárias para o retorno das aulas presenciais.

As entidades sindicais que representam a categoria alegam que o secretário de Educação, Fernando Padula, não participou de nenhuma reunião para ouvir as reivindicações. Os profissionais farão um ato hoje, a partir das 13h, na frente da Câmara Municipal dos Vereadores como forma de pressionar também o Legislativo.

“Estamos desistindo de falar com o secretário [de educação]. Desde o início da greve, ele não esteve com a gente nas reuniões. Agora estamos tentando com os vereadores uma interlocução com o prefeito”, disse Maciel Nascimento, secretário dos trabalhadores da Educação do Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo).

A Secretaria Municipal da Educação não informa sobre a presença de Padula nos encontros, mas disse, em nota ao UOL, que foram feitas 17 reuniões com as entidades desde o início do ano.

Os sindicatos decidiram pela paralisação antes do primeiro retorno presencial das aulas em 2021, no dia 15 de fevereiro. Pouco depois de um mês, a gestão de Bruno Covas (PSDB) decidiu antecipar o recesso escolar de julho para 17 de março até 5 de abril.

Em 12 de abril, com a retomada de todo o estado de São Paulo para fase vermelha do Plano São Paulo, as escolas municipais foram liberadas para reabrir.

O ato, afirma uma professora da rede municipal que pediu para não ser identificada, é um meio de tentar avançar nas negociações. “Queremos retornar, mas para isso precisamos ter um retorno seguro e vacina. Na minha escola, de mais de 100 profissionais, apenas 18 foram vacinados”, afirma.

Entre as reivindicações, os profissionais pedem que o retorno aconteça após a imunização completa da categoria. No entanto, até o momento apenas professores com mais de 47 anos tiveram acesso a vacinas. A próxima etapa de vacinação para esse público está prevista para julho.

Nascimento disse que a pasta pede para que os profissionais encerrem a greve e depois façam a negociação com a secretaria. Segundo o sindicato, professores já tiveram corte nos salários.

A prefeitura informou que a média diária de faltas é de 5% dos professores e que “serão descontadas de acordo com a legislação”. A gestão municipal, no entanto, não soube informar o número exato de profissionais que estão em greve.

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