Pedagogia marca presença no 19J por todo o país!

Em mais um dia de mobilização, massas de estudantes, professores e demais trabalhadores enchem as ruas do pais em luta contra o corte de verbas e o fechamento das universidades e institutos federais públicos e paralização da produção científica. O corte aliado a imposição da EaD pavimenta o caminho para a privatização dessas instituições. Também se acumulam motivos para protestos populares, cresce os crimes que o Estado comete contra a população, com desemprego, fome, carestia, repressão policial, o genocídio através do coronavírus etc. Tudo isso explode com as grandes manifestações presenciais do dia 29 de maio e 19 de junho.

Por todo o país, a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia esteve presente intervindo de forma contundente denunciando a ameaça de fechamento das universidades públicas no próximo mês, bem como todas as violências impostas ao povo pelo governo militar de Bolsonaro. A gravidade e urgência da situação demanda uma resposta rápida e combativa. O movimento estudantil deve se livrar do imobilismo e paralisia que o atingiu nesse último período e se organizar para a luta. Apenas a luta presencial muda a vida!

Em Campina Grande – PB, manifestantes se reuniram na manhã do sábado na Praça da Bandeira às 9h, seguindo em passeata até Açude Velho. O ato reuniu estudantes, trabalhadores, sindicatos e movimentos populares, a pedagogia se destacou com faixas com os dizeres “Abaixo o corte de verbas! Defender a universidade pública e gratuita!” assinada pela ExNEPe. Também foi prestada solidariedade aos camponeses em luta pela terra do Acampamento Manoel Ribeiro.

Em Petrolina – PE, a juventude e trabalhadores saíram às ruas novamente para posicionarem-se contra o genocídio do governo militar de Bolsonaro. Foram centenas de trabalhadores e estudantes que ergueram faixas e cartazes de repúdio ao governo e exigindo vacina para todo o povo. Demonstrando convicção de que só a luta e organização do povo pode transformar essa realidade, o bloco combativo de estudantes, professores e outros trabalhadores distribuiu cerca de 400 panfletos pelo percurso da manifestação além de levar a faixa “Abaixo o governo Militar Genocida de Bolsonaro!”

Em uníssono, durante todo o ato se exigia “VACINA PARA O POVO JÁ! ABAIXO BOLSONARO E O GOVERNO MILITAR!”. A defesa de trabalho para a população e ensino presencial para os filhos dos trabalhadores, com as medidas sanitárias asseguradas, também foram pautadas.

Em Belém – PA, milhares de manifestantes saíram do Mercado de São Braz rumo a Praça da República reivindicando vacina, mostrando indignação pelas 500 mil vidas perdidas e contra os cortes de verbas nas universidades fruto do declarado descaso de Bolsonaro/Generais.

Estudantes de Pedagogia, demais licenciaturas e ativistas conformaram um bloco em defesa do ensino público e gratuito, entoando do início ao fim palavras de ordem.

Na concentração e ao fim do ato foram distribuídos panfletos e adesivos da Executiva e em Solidariedade aos Camponeses do Acampamento Manoel Ribeiro tendo boa recepção dos demais manifestantes.

Em Porto Velho – RO, a manifestação foi marcada em dois pontos diferentes: O primeiro em formato de passeata com concentração para a praça das três caixas d’água; E a segunda em formato de carreata com concentração na praça da estrada de ferro madeira mamoré. O objetivo era “unificar” as duas modalidades na avenida sete de setembro. O oportunismo votou por separar as concentrações com a justificativa de que “não havia espaço em nenhum ponto para concentrar as duas. MENTIRA DESCARADA! Jogaram para separar as duas concentrações porque sabiam que a linha classista e combativa não os permitiria transformar a manifestação em palanque eleitoral para seus candidatos. Durante toda a construção do ato tentaram sabotar a passeata. Comprometeram-se a pagar o carro de som, mas, dois dias antes deram pra trás. A linha de independência predominou! Com uma cota em dinheiro, foi garantido o valor total para bancar o carro de som. Houveram reuniões preparatórias com todos os sindicatos democráticos, entidades estudantis que estavam dispostas a montar as comissões que organizariam o ato, garantindo a segurança, a agitação, a disciplina e o registro. 

Sempre mantendo falas incisivas no microfone, foi prestada solidariedade aos 4 camponeses presos do acampamento Manoel Ribeiro e à LCP. O bloco demarcou a posição do embate e não da conciliação, exaltando que somente o povo organizado é capaz de resolver os seus problemas. Foi denunciado que enquanto o Estado genocida tem preocupação em trazer a Copa América para o Brasil, os filhos e filhas do povo lutam pelo que é básico e não lhes é dado: Vacina, Emprego e educação. Entoaram a todos os ventos a palavra de ordem: Da Copa américa, eu abro mão, quero vacina, emprego e educação! Médicos e professores estiveram presentes denunciando o que está acometendo os Hospitais e as Universidades. Com a destruição do SUS e do ensino público. Durante todo o trajeto que percorreu as principais avenidas do centro de Porto Velho ouvia-se as palavras de ordem entoadas pelos manifestantes, bem como várias faixas que diziam: Abaixo o Governo Militar Genocida de Bolsonaro!; Abaixo o corte de verbas! Defender a Universidade pública e gratuita! ExNEPe; Vida, pão, vacina e educação!; e Liberdade aos presos políticos do acampamento Manoel Ribeiro! 

A manifestação terminou no prédio histórico da UNIR centro com as moções de apoio aos camponeses pobres em luta pela terra, aos indígenas que estão sofrendo com a atuação de madeireiros em suas terras, aos mais de 500 mil brasileiros mortos por uma doença que já tem cura e com a promessa que todos os crimes cometidos contra o nosso povo serão cobrados com um peso equivalente!

Em Goiania – GO, estudantes do Centro Acadêmico de Enfermagem da UFG estiveram presentes na manifestação contra o corte de verbas nas universidades e contra governo militar genocida de Bolsonaro. O protesto reuniu milhares pessoas e contou com a distribuição de máscaras N-95 e álcool em gel pelas entidades presentes. Atendendo ao chamado da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) foram distribuídos 200 panfletos da entidade denunciando as criminosas ações do governo de Bolsonaro contra a educação e de chamado à juventude seguir na luta presencial para defender as universidades públicas com unhas e dentes. 

Durante o ato, estiveram presentes junto ao bloco combativo e independente da manifestação, entoando palavras de ordem contra o atual governo de Bolsonaro, e exigindo vacina, pão, trabalho e educação para a população. Várias faixas e cartazes exigiam vacina para o povo; auxílio emergencial de 1000 reais até o fim da recessão; pão e teto para os famintos e desabrigados; por emprego; contra os cortes de verbas na educação; contra a continuidade de anos da deterioração do SUS; terra para quem nela vive e trabalha; o fim da criminalização da luta no campo de na cidade; e liberdade para os 4 presos políticos do Acampamento Manuel Ribeiro em Rondônia.

A cavalaria foi contida pelo bloco mais combativo quando tentavam dispersar os manifestantes, palavras de ordem foram entoadas com profundo ódio de classe, tais como: “Nem Bolsonaro, Nem Mourão, o povo se levanta e vai ter rebelião”; “Vacina para o povo já, abaixo Bolsonaro e o governo militar”.

Em Dourados – MS, estudantes, professores e demais trabalhadores foram às ruas exigir vacina, contra os cortes na educação e contra o governo genocída de Bolsonaro e generais. O ato ocorreu apesar da vacilação de entidades e sindicatos que preferiram fazer miúdas atividades entre eles e não chamar as massas para uma grande manifestação. Atropelando o peleguismo dessas instiuições, a Campanha Contra a Intevenção e a EaD fez um chamado para uma combativa e contudente manifestação no centro da cidade sendo reforçada por outras organizações e entidades. O ato iniciou com falas de denúncia sobre a situação que passa o nosso povo e a necessidade de avançar na luta combativa e presencial. Também foram realizadas falas denúnciando a perseguição e criminalização da LCP e saudando os camponeses em luta pela terra, assim como os povos indígenas do estado que lutam por retomar seus territórios. Uma faixa no local exigia liberdade aos 4 camponeses do acampamento Manoel Ribeiro presos injustamente por lutar pelos seus direitos.

Após as falas, os presentes marcharam de forma enérgica pelas ruas da cidade cantando palavras de ordem e erguendo em alto som a denúncia do governo genocída e seus ataques ao povo. A marcha caminhou até o terminal de ônibus da cidade onde foram realizadas falas e panfletagem aos trabalhadores presentes. A ExNEPe marcou presença no ato com a bandeira da entidade e uma faixa escrita “ABAIXO OS CORTES DE VERBAS! DEFENDER A UNIVERSIDADE PÚBLICA E GRATUÍTA!”. Também foram distribuídos panfletos da Executiva denunciando os cortes na educação.

Na manifestação em Belo Horizonte – MG, a ExMEPe participou de um bloco combativo junto dos companheiros do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Belo Horizonte e região metropolitana (STIC-BH).

Durante a manifestação palavras de ordem exigindo “vacina para o povo já”, “abaixo o governo militar genocida de Bolsonaro”, além de emprego, educação, auxílio emergencial de 1000 reais foram entoadas. Durante o percurso, companheiros fizeram no carro de som do sindicato intervenções rechaçando o governo militar genocida e de apoio a luta camponesa, ao acampamento Manoel Ribeiro e a Liga dos Camponeses Pobres.

Em São Paulo – SP, mais de 100 mil pessoas, entre jovens, estudantes, professores e outros democratas foram se manifestar na Av. Paulista contra o corte de verba nas universidades federais e na pesquisa nacional, e também em repúdio aos crimes desse governo genocida de Bolsonaro e Generais. Representantes do Centro Acadêmico de Pedagogia – Gestão E Vamos à Luta! da UNIFESP e a ExNEPe estiveram presentes levando a bandeira da ExNEPe, uma faixa com a frase “Contra o corte de verbas! Defender a universidade pública e gratuita! ExNEPe e CAPED”. Também foram distribuídos 1000 panfletos da Entidade denunciando o corte.

Durante o ato, foram entoadas as palavras de ordem “Contra a precarização, greve geral, greve geral de ocupação!”; “É nossa, é nossa, a universidade para servir ao povo com ciência de verdade!”; “1, 2, 3, 4, 5 mil, ou param os cortes ou paramos o Brasil”, que foram repetidas à exaustão pelos manifestantes, canalizando sua revolta. Em certo momento, um carro de som tornou inviável que se continuasse a puxar as palavras, com o claro intuito de impedir que os manifestantes independentes dirigissem as agitações. Então, sem se intimidar, os estudantes decidiram subir no trio elétrico – com a permissão dos responsáveis – para denunciar a situação gravíssima das universidades publicas e da ciência nacional, declarando que o investimento no ensino público poderia contribuir para o desenvolvimento de testes e vacina para covid-19, atuando em favor e a serviço do povo, salvando vidas e entoamos “Vacina, vacina, para o povo já! Abaixo o governo genocida militar!”

Em Campinas – SP, o ato ocorreu no Largo do Rosário, no centro da cidade, em que houve a participação massiva da população, sendo maior que o ato do dia 29 de maio. O Centro Acadêmico de Estudos da Química (CAEQ) esteve presente junto com estudantes independentes. Durante a concentração, foram distribuídos 400 panfletos da ExNEPe e cerca de 80 panfletos escritos pelo CAEQ. As conversas com os manifestantes foram muito positivas, nas quais demonstraram o rechaço ao corte de verbas, fechamento das universidades públicas e continuação da precarizada EaD, assim como defenderam a necessidade da luta presencial. Durante a passeata foram puxadas palavras de ordem exigindo a vacinação, contra o corte de verbas e a precarização das universidades e a necessidade de que estas estejam a serviço do povo. A população ao redor não hesitou e entoou as palavras de ordem com muito vigor.

Mais uma vez foi visto o oportunismo dos partidos eleitoreiros. Enquanto um grupo combativo e independente estava fechando uma segunda via da avenida pela qual o ato passava, as juventudes destes partidos se recusaram a ajudar e inclusive ameaçaram chamar a polícia, demonstrando sua falta de interesse com a luta e sua posição ao lado da repressão estatal.

Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo,  a manifestação aconteceu às 09h da manhã com ponto de encontro na esplanada do Theatro Pedro II, no centro da cidade. O ato teve a presença de diversas organizações sociais e estudantis. Com faixas com as consignas da ExNEPe – “Abaixo o corte de verbas! Defender a universidade pública e gratuita!”, assinado pela Frente Estudantil Contra a EaD USP-RP e ExNEPe e cartazes e placas em apoio a luta dos camponeses.

Com palavras de ordem “A NOSSA LUTA UNIFICOU É ESTUDANTE JUNTO COM TRABALHADOR”, mostrando a organização combativa unificada na cidade com os trabalhadores; “FORA MILICO, FORA CAPACHO, A JUVENTUDE VAI TOMAR O BRASIL DE CIMA  A BAIXO”, denunciando a indignação com esse governo genocida e fascista; e “NÃO ACABOU TEM QUE ACABAR, EU QUERO O FIM DA POLICIAL MILITAR”, pela luta dos estudantes da USP pelo foram PM dentro dos campi.

No Rio de Janeiro – RJ, o dia 19 de junho foi marcado por muita combatividade e propaganda dos estudantes e povo brasileiros. Nas ruas, organizações oportunistas atuavam de forma despolitizada e desmobilizadora junto às massas. Porém, nós da Executiva Fluminense dos Estudantes de Pedagogia, conseguimos manter nossa altivez formando um bloco coeso com organizações independentes presentes na manifestação que exaltavam o espírito político e apontavam a vitória às massas que conosco começavam a caminhar. Juntos, entoamos palavras de ordem em defesa da Liga dos Camponeses Pobres, da Educação pública, gratuita e de qualidade e do povo favelado e camponês.

Em Curitiba – PR, mesmo embaixo de chuva e sofrendo a ação desmobilizadora do oportunismo eleitoreiro, a manifestação de 19/06 foi uma grande demonstração de que o povo não aceitará calado aos ataques contra o ensino público. Cerca de 1.500 pessoas se concentraram na Praça Santos Andrade, no centro da capital e marcharam pelas ruas denunciando o desmandos de Bolsonaro e generais, contra os cortes na educação e exigindo vacina para o povo. A Executiva Paranaense de Estudantes de Pedagogia e a Frente Estudantil Contra a EaD – PR estiveram presentes em um bloco combativo de mais de 20 estudantes com faixas em defesa da universidade publica, da vacinação e da abertura das escolas com medidas sanitárias.

O oportunismo do alto de seus caminhões de som tentou cancelar a manifestação pela manhã, mas vendo ser impossível partiram à tentativa de asfixiar o protesto popular, não permitindo que o ato saísse da praça. Foram devidamente confrontados pelos estudantes combativos que conseguiram vencer, junto da esmagadora maioria dos presentes, para fazer com que o ato saísse à rua. Durante todo o trajeto, palavras de ordem combativas do bloco da pedagogia e entidades independentes disputavam espaço com os velhos e surrados jargões oportunistas. Mais uma vez a linha justa da ExNEPe prevaleceu!

Neste dia, em Cascavel – PR, foi organizada uma carreata em frente ao Tuiuti Esporte Clube, com destino à Prefeitura. O ato, além de expressar total repúdio ao governo de Bolsonaro com faixas e cartazes, também teve como objetivo arrecadar alimentos em solidariedade às famílias mais afetadas pela pandemia. Em Maringá – PR, houve um ato importante na cidade, com mais de 500 pessoas, contra o governo militar de Bolsonaro. O ato criticou o genocídio contra a população pobre pelas faltas de condições sanitárias, pelos cortes na educação e repressão às mobilizações populares.

O 19 de junho foi uma grande vitória para o movimento popular. Assim como o 29M, é a expressão do rompimento com o imobilismo, que buscou estagnar a mobilização popular durante a pandemia, utilizando o discurso terrorista e hipócrita do “fique em casa”, enquanto a miséria e a fome se espalhavam feito praga junto com a covid, que já ceifou mais de 500 mil vidas, sem considerar as subnotificações. E aqueles que não se intimidavam e eram empurrados pelas próprias condições de vida a lutar para sobreviver e lutar contra esses crimes do Estado, eram criminalizados e chamados de propagadores do vírus.

A pandemia não parou a luta de classes, pelo contrário, ela agudizou as contradições fundamentais da sociedade. Com ela surgiram mais e mais motivos para se indignar, para se revoltar. A luta virtual não basta, é muito limitada. Precisamos seguir os exemplos dos levantes populares dos EUA em resposta ao assassinato de George Floyd, da luta de resistência nacional do povo palestino e mais recentemente das manifestações na Colômbia. A mobilização nacional do dia 19 não só mostrou que o povo está decidido e disposto a lutar presencialmente, como também de que está se organizando cada vez mais e nacionalmente. Somente a luta presencial, organizada e combativa será capaz de barrar o corte de verbas e a privatização. Apenas a luta popular consequente poderá abrir o horizonte para mudar o destino do país, colocando-o nas mãos do povo.

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