Estudantes da USP-RP realizam manifestação contra a implementação PERMANENTE da EaD

No dia 29 de maio aconteceu uma manifestação em nível nacional contra as ações deploráveis e genocidas do Estado brasileiro no momento mais crítico da crise sanitária instalada no país. A população foi às ruas lutar de forma combativa e organizada.

Em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, não foi tão diferente das demais regiões do país. Entretanto, no dia 26 de maio foi publicado um decreto pela prefeitura que dispunha sobre um fechamento rígido na cidade, colocando um empecilho na manifestação.

De forma antidemocrática, as lideranças dos partidos eleitoreiros fizeram uma reunião onde decidiram que a manifestação de passeata passaria a ser uma carreata. Alguns movimentos independentes, que já estavam ajudando na organização, não foram convidados para a reunião que organizaria o ato na cidade após o decreto.

Mesmo com as grandes dificuldades financeiras que a população está passando, junto com o aumento do preço do combustível e a tentativa dos partidos se promoverem como os grandes organizadores do ato, a  passeata teve uma forte e marcante presença do povo, mostrando a  sua indignação com esse governo genocida e reacionário se colocando à disposição da classe e da luta.

Porém, os integrantes do movimento estudantil independente e combativo sentiram a necessidade de fazer uma manifestação em Ribeirão Preto que conseguisse alcançar os estudantes da única universidade pública da cidade, a USP. Os que não tinham como se locomover até o outro lado da cidade com os ônibus parados e  os trabalhadores, principalmente os terceirizados, que são tratados como lixo pela universidade e nunca tem suas reivindicações atendidas.

No dia 11 de junho, foi realizada uma ação em conjunto entre os estudantes da Unicamp e da USP-RP. Uma manifestação em resposta aos reitores que agem pela implementação da EaD pós-pandemia na grade curricular das universidades públicas, contra a militarização dos campi principalmente com as bases da Polícia Militar sendo instaladas na USP – e pelo Fora Bolsonaro e generais.

A manifestação em conjunto foi realizada nos Restaurantes Universitários da USP-RP e Unicamp. Faixas foram erguidas, lambes foram colados e panfletos distribuídos. No começo da manifestação na USP, a PM já estava no local, como de costume, e abordou os estudantes recolhendo seus nomes. Uma abordagem inaceitável! Tentando colocar medo nos estudantes e dispersas a manifestação. Não conseguiram!

As manifestações são de extrema importância e é indispensável um caráter combativo. Não podemos ficar parados, temos que reagir, temos que nos rebelar e lutar pelo nosso país, pelas nossas universidades e contra o Estado genocida!

FORA BOLSONARO E GENERAIS!

CONTRA OS CORTES DE VERBAS!

DEFENDER A UNIVERSIDADE PÚBLICA E GRATUITA!

FRENTE ESTUDANTIL CONTRA A EAD USP-RP

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