ExMEPe realiza vitorioso Pós 24° FoNEPe presencial!

No dia 28/08, a Executiva Mineira de Estudantes de Pedagogia realizou seu pós FoNEPe presencial, com o objetivo de reproduzir no estado o conteúdo do Fórum Nacional para impulsionar a luta em defesa da universidade pública e a pesquisa nacional, além da defesa dos cursos de pedagogia e licenciaturas. Foi um grande passo na construção dessa luta!

O encontro, realizado presencialmente na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção de BH e região (STIC-BH), contou com todos os critérios sanitários necessários. Mais uma vez, provamos a possibilidade e a superioridade de atividades presenciais, único caminho para barrar os cortes na educação e a implementação da EaD nesse momento. Afirmamos: o imobilismo do “fique em casa”, “o que dá para fazer neste momento são mobilizações virtuais”, “devemos concentrar em lutar por melhores condições no ensino remoto” etc., são posições covardes que não correspondem à necessidade do povo brasileiro neste momento, que não parou um só momento de pegar ônibus lotado, se arriscar todos os dias nas ruas para garantir o sustento de sua família. A luta presencial – essa sim – é que pode impor derrotas nos sucessivos ataques do governo militar genocida aos direitos do povo.

O evento contou com a participação da professora Lívia Damasceno, que em sua fala apontou que tanto a BNC de formação de professores quanto a BNCC são medidas fundamentadas por órgãos internacionais como Banco Mundial e OCDE, alinhando a formação das populações dos países oprimidos aos interesses do imperialismo, e o fundamento filosófico-pedagógico por trás dessas medidas são o pragmatismo e tecnicismo, esvaziando de conteúdo científico da formação dos jovens e futuros professores. Apontou que o desmonte da educação passou por todos os governos após a “redemocratização”, e que nesse momento se aprofunda na gerência dos militares e Bolsonaro.

Também houve a presença de um companheiro representante da ExNEPe, que fez um histórico da luta estudantil, apontou os cortes e a EaD enquanto ataques a educação, a continuação da aplicação da via privatista para as universidades, pois que essa via foi aplicada pelos sucessivos governos de turno, ora de forma mais aberta, ora de forma velada. Mas além do caráter econômico, apontou que o principal é o ataque ideológico e político das universidades – o controle total das universidades públicas pelos grandes monopólios e o latifúndio, retirando seu caráter científico e nacional, e do ponto de vista político o golpe a organização de estudantes, professores e demais trabalhadores. Conclamou os estudantes a aplicarem a tática que mais corresponde e consequentemente frente a destruição das universidades públicas: a greve de ocupação para defender a autonomia, a democracia e a mais importante conquista estudantil brasileira no ensino superior, a gratuidade.

No debate que se seguir, houveram duas intervenções a se destacar: um companheiro diretor do sindicato que cedeu a sede como espaço saudou o evento, chamando os estudantes a lutarem ombro a ombro com os operários e camponeses na luta por uma sociedade mais justa. Um companheiro do Grupo de Estudos da Exata Realidade fez a denúncia do assassinato dos camponeses Amaral, Amarildo e Kevin, na área Ademar Ferreira, reforçou a campanha em defesa dos 4 presos políticos do Acampamento Manoel Ribeiro e chamou os estudantes a terem atenção e a defender e apoiar a luta camponesa, pois que o caminho da democratização da terra é aquele que também garantirá universidades e escolas que verdadeiramente sirva ao povo e ao progresso da nação.

Como continuação do evento, foi organizado uma caravana para a cidade histórica de Ouro Preto, onde o CSDP da cidade organizou uma assembleia da luta contra a privatização da água. A participação na assembleia de uma luta que vem levantando a cidade de Ouro Preto por um direito tão essencial quanto o acesso a água, além de conhecer uma cidade marcada por muitas lutas do povo brasileiro na sua sina ainda não resolvida de se conformar enquanto uma nação livre – próximo ao local da assembleia, por exemplo, estava a Casa dos Inconfidentes, local onde aconteciam as reuniões clandestinas dos conjurados mineiros liderados por Tiradentes – os estudantes que lá foram ficaram muito impactados, impulsionando ainda mais todos a persistirem na luta.

Uma grande vitória foi o pós 24° FoNEPe! Reafirmamos novamente, que só no caminho da luta presencial consequente, nos lançando a ocupar todas as escolas e universidades é que derrotaremos os projetos privatistas do governo militar genocida de Bolsonaro, junto da luta de todo o povo brasileiro por seus direitos e por uma sociedade nova. Que nos somemos a luta camponesa pela destruição do latifúndio e a Greve Geral de Resistência Nacional contra as medidas anti-povo e vende-pátria de Bolsonaro e generais com greve de ocupação das escolas e universidades, colocando-as a serviço do povo!

Viva a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia!

Viva a luta presencial combativa!

A ExNEPe é pra lutar! O imobilismo não vai nos segurar!

Derrubar os muros da universidade! Servir ao povo no campo e na cidade!

Viva a luta pela terra!

Abaixo o governo militar genocida de Bolsonaro!

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