Nota de Centros Acadêmicos de MS contra o atraso das bolsas de PIBID e Residência Pedagógica

Reproduzimos nota do Centro Acadêmico de Pedagogia Maria Montessori-UEMS, Centro Acadêmico de Pedagogia Paulo Freire-UFGD e da Executiva Sul-mato-grossense de Estudantes de Pedagogia

NOTA DE DENÚNCIA CONTRA OS CORTES E PELO IMEDIATO PAGAMENTO DAS BOLSAS DE PIBID E RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA

Vimos por meio desta nota denunciar o atraso no pagamento das bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e Residência Pedagógica (RP), relacionados aos cortes de R$ 690 milhões no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação anunciados este mês. Tais cortes e atrasos afetam gravemente a vida de milhares de estudantes pelo país e também das instituições públicas de nosso estado como UEMS, UFGD, UFMS e IFMS.

Desde o dia 05 de Outubro de 2021, dia que é de “costume” o dinheiro (que é no valor de 400,00) das bolsas estar na conta da(es)(os) Pibidianas(es)(os) e RP, este não havia ainda sido depositado (ainda vale ressaltar que este valor há quase uma década não sofre reajustes). Já no dia 07 de outubro de 2021, foi divulgado um comunicado pela CAPES afirmando que os pagamentos seriam ADIADOS, mas sem previsão alguma de quando iriam ser feitos. Enquanto isso, estudantes sofrem sem ter como pagar suas contas, pois contam com o recebimento das bolsas para essa questão.

Tal atraso é decorrente do PL nº 17/2021, aprovado e comunicado pela Secretaria da Economia, que impôs um corte de mais de 92% no orçamento da Educação nas áreas de Pesquisas, Ciências e Tecnologias, atingindo mais de 60 mil bolsistas. Tal corte é ainda mais drástico depois do gigantesco corte de 1 bilhão de reais no custeio das Universidades Públicas realizado em Maio deste ano e que vem ameaçando o fechamento de diversas instituições pelo país.

Nesse momento pandêmico onde os estudantes ficaram a mercê do mercado e da covid-19, momento em que a universidade pública se fechou e limitou o acesso dos estudantes a suas estruturas, sendo que lá tinham direito a acesso à internet, locais apropriados para estudo, bolsa permanência e podiam desenvolver suas pesquisas e estágios. Ou seja, não bastasse esse descalabro, agora cortam bolsas de Iniciação a Docência e Residência Pedagógica.

Tais programas, em sua grande parte, são compostos por acadêmicos de pedagogia que não utilizam as bolsas apenas para ir à universidade mas também como sustento, sendo, muitas vezes, a única renda que possuem em um país em que o desemprego atinge cerca de 14,4 milhões de brasileiros segundo o IBGE (em dados questionáveis de um governo genocida que esconde fatos em baixo da sua podridão). Exatamente é esse o momento em que os acadêmicos mais necessitam de bolsa para continuar se mantendo e estudando na universidade. No caso da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul em que o curso é ministrado no período vespertino, e que os professores não aceitam que os estudantes trabalhem e acompanhem as aulas em formato EAD, retirar as bolsas é retirar os alunos da graduação. Mas também não é qualquer aluno, é o acadêmico da licenciatura, pobre e em grande maioria vulnerável.

Além disso, tais atrasos e cortes trarão grandes prejuízos à formação dos estudantes que possuem no PIBID e RP espaços importantes de sua formação enquanto futuros docentes e trabalhadores em ensino, ligando o conhecimento aprendido no curso à prática dentro das escolas, sendo que estas também serão prejudicadas com essa situação.

É irônico que, enquanto corta da ciência e educação, o governo militar de Bolsonaro e generais gasta bilhões em compra de votos através de emendas parlamentares, aumenta o fundo eleitoral, aprova reajustes para os militares com impacto de aproximadamente 7,1 bilhões aos cofres públicos, além do que vimos com a farra da picanha e leite condensado. Comprovando, dessa forma, que a questão não é a falta de dinheiro, mas como este se relaciona com os interesses desse governo obscurantista e anti-ciência.

Dessa forma, é enorme a revolta da população acadêmica, que luta para se sustentar ainda que seja com esse pequeno valor. Questionamos como é que as(os)(os) discentes permanecerão nas universidades?! E ainda mais, o valor da bolsa não deveria ser maior do que míseros quatrocentos reais?! Os reajustes na educação deveriam e devem ser para MELHORIAS na garantia de uma Educação Pública, Democrática, Gratuita e de Qualidade para todas, todes e todos!

Os ataques atuais feitos para atingir as Universidades e principalmente as(es)(os) os discentes, que fazem parte do Futuro da População Brasileira, mostra como esse Desgoverno acaba com os pensamentos e práticas críticas. E, assim, retrocedemos drasticamente para um Brasil onde a desigualdade e a falta de recursos para a classe trabalhadora e pobre se desenvolve com enorme proporção. Impondo, com isso, práticas nas quais nos tratam como meros robôs-animais, largados nas sarjetas.

Este é o Tal Brasil do Futuro?! Para quem!?

Dessa forma, exigimos o imediato pagamento das bolsas aos estudantes do PIBID e Residência Pedagógica e que as universidades cobrem o Ministério da Ciência e Tecnologia e da Educação sobre essa questão. Além disso, exigimos que se posicionem de forma a dar solução urgente para esse problema que já está causando graves prejuízos a muitos estudantes das universidades e instituições de ensino de nosso estado.

 Assinam:

Centro Acadêmico de Pedagogia Maria Montessori-UEMS

Executiva Sul-Mato-Grossense de Estudantes de Pedagogia

Centro Acadêmico de Pedagogia Paulo Freire-UFGD

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