Manifestação contra os cortes na Ciência e pelo PIBID e RP ocorre na capital de SP

No dia 26, manifestantes se reuniram na Av. Paulista em protesto contra o corte de 87% do orçamento do ministério da Ciência feito pelo congresso nacional e pelo pagamento das bolsas dos programas PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) e Residência Pedagógica, ambos vinculados ao CAPES e que tiveram seus vencimentos suspensos em virtude do corte de verbas. O ato foi convocado pela ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) e o Centro Acadêmico de Pedagogia da Unifesp em conjunto com a ExNEPe marcaram presença realizando agitações e panfletagem da nota da Entidade.

Estudantes, professores, pesquisadores e trabalhadores em geral participaram manifestando seu repúdio aos ataques do governo militar à pesquisa nacional e a ciência, que tem favorecido a disseminação do obscurantismo, servindo assim de cortina de fumaça para os crimes que o Estado tem cometido contra o povo, que tem sido obrigado a viver em condições de vida cada vez mais calamitosas e lançado à miséria e ao genocídio. O CAPED ergueu a bandeira da ExNEPe e uma faixa com a frase “Contra os Cortes na Educação!”. Também distribuiu trezentos panfletos com a nota da ExNEPe, abordando os manifestantes e os transeuntes que passavam denunciando os cortes na educação pública, o risco de fechamentos das universidades federais e o atraso do pagamento das bolsas da CAPES.

Um carro de som foi levado pela Une ao protesto com o microfone aberto e foi palco de falas de denuncia aos cortes e aos crimes do governo, entretanto, também foi muito utilizado como palanque eleitoral, como propaganda de partidos que visam acumular para as eleições de 2022, esvaziando as reivindicações e o propósito do ato na via parlamentar. Palavras de ordem como “Fora Bolsonaro” foi repetidas exaustivamente pelos movimentos e entidades que representaram o imobilismo mais descarado durante a pandemia e que agora reaparecem fingindo se importarem com os direitos do povo.

A ExNEPe fez uma agitação ressaltando como a imposição da EaD pavimentou o caminho para o projeto de privatização da educação pública com o corte de verbas bem como da ciência e que a única via capaz de defender esses direitos é a luta presencial e combativa, lutando para reabertura das universidades e colocando-as a serviço do povo. As universidades estão fechadas e é fundamental que os estudantes realizem atos presenciais dentro delas e nos bairros próximos, mobilizando os trabalhadores para conhecer a importância do conhecimento produzido no ensino superior para lutar e defendê-la.

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