Profissionais da educação fazem protesto para reivindicar melhores condições de trabalho nas escolas especiais em MT

Repercutido do monopólio de imprensa G1.

Um grupo de profissionais da educação realizaram um protesto em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), em Cuiabá, nesta segunda-feira (25), para reivindicar melhores condições de trabalho nas escolas que atendem crianças e adolescentes especiais.

Os profissionais afirmam que ainda não é possível fazer o retorno 100% presencial dos alunos, pois falta transporte para eles e o número de professores e cuidadores é insuficiente para atender a todos. Eles também disseram que não há uma equipe multiprofissional disponível para monitorar os estudantes especiais.

O governo do estado determinou o retorno 100% presencial no dia 18 deste mês. Com isso, o ensino remoto ficou disponibilizado apenas para os alunos com comorbidade.

g1 entrou em contato com a Seduc, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

A orientadora da Escola Estadual de Ensino Especial Livre Aprender, professora Márcia Molinari, contou que as escolas especiais realizaram uma reunião com os pais para esclarecer o que está acontecendo.

Segundo ela, as escolas especiais estão com dificuldades no funcionamento no período vespertino, pois algumas unidades têm apenas três cuidadores, que trabalhavam apenas no período matutino.

“Eles eram do matutino e agora estão prestando o serviço deles no período vespertino. Tivemos que fazer esse remanejamento, porque não tinha cuidador suficiente”, disse.

Outro problema é o transporte escolar. A professora disse que no ônibus da rota Coxipó o motorista se recusou a levar uma aluna sem o acompanhamento do cuidador.

“Ele não está errado, porque se acontece alguma coisa é perigoso. De manhã, todas as rotas têm um cuidador, mas durante a tarde não. As escolas Raio de Sol e Livre Aprender têm dois ônibus cada, sendo quatro no total, mas agora tem apenas dois veículos que foram colocados para atender as duas escolas”, explicou.

Márcia deu como exemplo a escola onde trabalha. No local, são mais de 140 alunos por período, sendo que há três cuidadores e quatro professores para atender a todos. Também não há um profissional de saúde disponível para atender casos de emergência.

“Sabemos que algum aluno pode ter uma crise, mas não temos ninguém para estar realizando as manobras de emergência. A nossa situação está bem complicada. Queremos que retorne com o período integral, mas desde que seja com qualidade, pois são vidas que estão em jogo”, pontuou.

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