[SP] 23 de novembro em Guarulhos

No dia 23 de novembro, estudantes da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e membros do CAPED atenderam o chamado da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia realizaram uma série de atividades como forma de celebrar a vitoriosa Greve da UNIR de 2011, greve de ocupação que conseguiu derrotar a precarização da universidade e causou a destituição do reitor corrupto Januário. Hoje, defender a universidade pública significa lutar pela sua reabertura imediata, impedindo o projeto de fechamento e privatização do governo de generais/Bolsonaro.

No dia 23, terça, foi realizada uma colagem de lambes em frente a universidade. Foi utilizado um cartaz da ExNEPe. As pessoas que transitavam pela rua demonstraram grande interesse na atividade, por vezes, paravam, olhavam e perguntavam do que se travada. Todos, unanimamente, se surpreendiam ao saber que da Unifesp ainda estava fechada mesmo com tudo o resto aberto, shoppings, bares e jogos de futebol, e concordavam com a necessidade de reabrir as universidades e escolas.

Ainda nesse mesmo dia houve uma reunião online dos Centros Acadêmicos em conjunto com a diretoria da EFLCH, campus Guarulhos da UNIFESP, pautando o retorno presencial. Nessa conversa, a gestão informou que o retorno está previsto para abril de 2022, mês em que se iniciará o próximo semestre letivo e que vai ser criada uma Comissão para o planejamento do retorno, com representantes estudantis.

Desde o início da reunião, os estudantes deixaram clara sua posição pelo retorno presencial imediato, de que não esperariam o ano que vem, pois já existem condições sanitárias favoráveis, como o avanço da vacinação, e porque já estavam fartos da Educação a Distância. Disseram que o retorno deveria ser com as aulas, mas, principalmente, com a abertura do restaurante universitário, biblioteca para estudos e laboratório, pois isso atenderia as demandas estudantis mais sensíveis nesse crise econômica, garantiria a permanência estudantil e que esses espaços deveria estar abertos por serem direito dos estudantes, conquistados, inclusive, com grandes lutas de ocupação.

Foi denunciada a negligencia que a gestão teve com a pandemia – corroborando com a política de privatização das universidades -, pois mesmo com quase 2 anos com a universidade fechada, ainda não houve nenhuma reforma visando adequar os prédios a situação da pandemia, pelo contrário, o retorno presencial começou a ser pautado apenas agora foi criada uma comissão para o planejamento do retorno. Ora, a hora de planejar já passou, o momento demanda que a universidade seja aberta de maneira imediata!

Além disso, também se ressaltou que o verdadeiro motivo da universidade ainda não ter sido aberta, foi o corte de verbas, que impede o funcionamento da instituição. Isso foi comprovado pelo próprio diretor, Bruno Konder, que disse que não há dinheiro para o RU, pois este está sendo usado para compra e empréstimo de computadores e chips de internet. Em resposta a isso, os estudantes, indignados, afirmaram que ele poderia pegar os aparelhos de volta, pois não enchem a barriga de ninguém! Ao fim da reunião, ficou claro para todos que nenhuma reivindicação dos discentes seria considerada e que a “comissão” citada seria apenas uma forma da gestão fingir ser democrática.

Na quinta-feira, dia 25, os estudantes se reuniram novamente para fazer uma exitosa aula pública no Terminal de ônibus próximo a UNIFESP sobre os cortes de verba na educação e na ciência, denunciando o atraso das bolsas do PIBID e Residência Pedagógica e defender a reabertura da universidade. Foram distribuídos panfletos da EXNEPe e estendida uma faixa com a frase “Contra os cortes! Defender a universidade com unhas e dentes”, assinado pelo Centro Acadêmico de Pedagogia.

Foram feitas agitações denunciando o corte de verbas e a ameaça de fechamento das universidades federais, ressaltando a necessidade da reabertura das universidades, pois não é possível esperar para sempre, esperar para as condições ideais da pandemia, pois hoje podemos abrir de maneira segura, e essa reabertura é necessária inclusive como forma de impedir sua privatização. A situação econômica, de desemprego, miséria e fome, com pessoas recorrendo a ossos e pegando comida no caminhão de lixo, também foi enfatizada.

Os trabalhadores que voltavam para casa, naquela noite de quinta-feira, eram abordados pelos estudantes na panfletagem. Todos concordaram com a linha da Entidade e muitos reafirmavam o quão absurdo é a universidade permanecer fechada ainda em novembro de 2021, com o avanço da vacinação, e que era necessário reabrir, seja fazendo abaixo-assinados ou o que fosse necessário.

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