[RJ] Estudantes realizam ato na reitoria da UFF no dia 23 de novembro

No Encontro Estadual de Estudantes de Pedagogia, realizado nos dias 14 e 15 de novembro do ano de 2021, foram debatidos temas centrais da vida universitária e do povo: BNC de formação docente, a situação dos camponeses pobres no acampamento Tiago dos Santos, em Rondônia, a precarização da Educação pública em tempos de pandemia e seus reflexos na vida do povo pobre das cidades e do campo, a forma como a crise atual assola a população do nosso país e quais são seus reflexos na vida escolar e universitária dos filhos do povo. Foi um encontro de muito êxito, com um ótimo nível de debate pelos (as) estudantes e professores (as) convidados (as), pela formação e discussão políticas apenas garantidas no formato de ensino presencial – o único capaz de abrir espaço para a organização do movimento estudantil independente, combativo e classista, que tem como seu único compromisso a luta, e seu único objetivo o serviço da Educação pública ao povo.

No decorrer do Encontro, a relatoria anotou propostas dadas pelos participantes do evento durante os debates levando-as à plenária final, onde ocorreu a votação das mesmas. São elas:

1) Garantir a realização do ENEPe através da mobilização e ações de ocupação dos espaços de Educação pública, se necessário. 2) Realização de atividades presenciais para a reabertura das universidades (Aulas públicas, tour pela universidade, calourada, manifestações, etc) 3) Formação de Diretórios e Centros Acadêmicos nas Universidades, assim como a mobilização para a formação de Grêmios Estudantis em escolas públicas. Essas propostas foram aprovadas pelos estudantes mediante a necessidade de organizar o movimento estudantil para a defesa da universidade pública, dado o contexto crítico em que nosso país se encontra.

Como primeira atividade presencial a nível de organização e mobilização, participamos de uma assembleia no dia 23 de novembro do ano de 2021, puxada pelo coletivo UFF PARA O POVO, na reitoria da Universidade Federal Fluminense. Lá, foi debatido amplamente sobre o co-governo estudantil (defendido pela Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia) e como a aplicação desse método juntamente com as ocupações dos espaços públicos (aulas públicas, seminários, encontros) são certeiros no atual cenário, para que possamos reabrir as portas da universidade defendendo a Ciência, mas sem ignorar a vida dos estudantes pobres e os ataques do governo de Bolsonaro e generais à Educação, que utiliza o isolamento social inicialmente usado como método de prevenção à COVID-19, agora como isolamento político e esvaziamento proposital da universidade pública; este, por sua vez, unindo forças com cortes na Ciência Nacional e Educação.

Analisando as forças em luta, debatemos na Assembleia a aplicação do co-governo estudantil no retorno às aulas presenciais, com eventos de mobilização e organização dos estudantes para a defesa do Ensino público, dentro das universidades. Há aí uma oportunidade de ampliar as forças da Executiva Nacional e seus métodos que se provaram eficazes durante a pandemia: a realização do 40° ENEPe em Curitiba com 0 infectados pela Covid-19, a formação de Comitês de Solidariedade e Sanitários colocando o conhecimento acadêmico a serviço das necessidades materiais da sociedade brasileira, as aulas de reforço escolar realizadas pelos estudantes de Pedagogia e licenciaturas como uma resposta ao atraso que as crianças da escola pública terão decorrente ao fechamento das escolas durante a pandemia.

O movimento estudantil desenvolveu métodos capazes de atuar na realidade tão incomum que estamos vivenciando hoje em dia, apoiando-se sempre na Ciência Nacional e sem negar a intrínseca luta contra a desigualdade social existente na sociedade de classes. A primeira atividade presencial fazendo parte da deliberação da assembleia estudantil do dia 23 de novembro, será uma aula pública na frente do Bloco D (bloco da Pedagogia) ministrada por um (a) professor (a) democrático (a) e um (a) representante da Executiva Fluminense de Estudantes de Pedagogia, onde debateremos sobre a situação da universidade pública atual e importância dos métodos de luta do movimento estudantil.

DERRUBAR OS MUROS DA UNIVERSIDADE, SERVIR AO POVO NO CAMPO E NA CIDADE!

Executiva Fluminense de Estudantes de Pedagogia.


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