[PR] Estudantes fazem debate presencial sobre o curso de pedagogia na UEM

 

No dia 16 de dezembro, cerca de 30 participantes, entre estudantes e professores do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Maringá – UEM, se reuniram para debater a situação do curso de Pedagogia e da Educação a nível local e nacional.

O evento foi organizado pelo Centro Acadêmico de Pedagogia (CAPED) e dividido em três temas:

1° Programas de incentivo a iniciação à docência; 2° Cortes orçamentários da Universidade; 3° Retorno às atividades presenciais, que foram apresentados pelas professoras Luciana Arrais, Simone Sartori e Gizele Alencar. A exposição das professoras, que focava em ataques específicos, mostrou aos estudantes que cada um desses ataques e cortes faz parte de um projeto maior e mais amplo de destruição do Ensino Superior brasileiro, atendendo a interesses obscuros e alheios aos do povo. Ainda, como exemplo mais recente foi abordada a Lei Geral das Universidades – LGU, aprovada no dia 15 de dezembro, na Assembleia Legislativa do Paraná, que tem como objetivo “melhorar a eficiência” das universidades estaduais, mas que ataca diretamente a autonomia de gestão, administrativa, patrimonial, financeira e pedagógica das universidades do estado, bem como precariza as condições de trabalho docente, interferindo diretamente na qualidade do ensino.

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Tais medidas, que não começaram agora e já vêm de outros governos, tanto a nível estadual quanto federal, mostram cada vez mais o caráter privatista das ações tomadas na área da Educação, abrindo as universidades públicas para as Parcerias Público-Privada e escoando mais e mais verbas públicas para o setor privado.

Apesar do cenário devastador de sucateamento e ameaça de fechamento de universidades, foi colocada entre os presentes a necessidade de retomar as aulas, atividades e eventos presenciais, para articular o movimento estudantil e docente na defesa do Ensino Superior Público, garantindo as condições mínimas para o retorno das atividades e a permanência estudantil.

Nesse sentido, foi mencionado o absurdo que é o retorno das aulas sem o retorno do Restaurante Universitário (RU), entendido unanimemente entre os presentes como um ataque à permanência estudantil. Como forma de lutar pela reabertura do RU e pela defesa da universidade num todo, foi colocado pelos participantes que ações como manifestações e mesmo a ocupação do Restaurante Universitário deveriam ser discutidas e aplicadas pelos estudantes.

Todos os presentes saíram bastante animados e o evento – o primeiro presencial articulado pelos estudantes – foi marcado como sendo o pontapé para a mobilização estudantil em 2022.

PEDAGOGIA É PRA LUTAR, O IMOBILISMO NÃO VAI NOS SEGURAR!

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