68% dos inscritos faltam ao ENEM 2021

Com informações Agência Brasil.

No domingo, 9, apenas 33% dos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) compareceram ao primeiro dia de prova. A grande maioria, cerca de 68% dos inscritos (227.728 em números absolutos), se ausentaram. Esse dados foram divulgados pelo Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão responsável pelo exame.

O boicote à prova foi maior entre aqueles que conseguiram direito a isenção a taxa de inscrição, contando 72% dos inscritos. Pode-se observar também um alto percentual de ausentes nos estados de Mato Grosso do Sul (75,8%), Goiás (75,1%), Tocantins (74,7%) e São Paulo (74,6%).

A grande abstenção ao ENEM não é novidade: em 2020 o exame ficou marcado por bater recordes em ausência de inscritos. No primeiro dia, contou com 51,5%, no segundo, 55,3% de faltantes. Também recebeu uma altíssima taxa de abstenções durante a aplicação da sua versão digital daquele ano, com cerca de 68,1% de candidatos que não compareceram.

Em todas essas ocasiões, a maioria dos candidatos faltou. Isso pode ser explicado pelo fato do exame ter sido realizado durante um período de alta nos casos de covid-19 no país, caso que ocorreu no início de 2020. Entretanto, um fator que é ainda mais relevante é o fechamento das escolas públicas e a imposição da Educação à Distância, pois isso criou uma situação em que a grande maioria, principalmente os estudantes de escolas públicas, se viram abandonados no ensino por falta de condições de estudo adequadas, sem a chance de estudar e se preparar para o vestibular.

Portanto, a ausência dos candidatos não é pura abstenção, mas um boicote ao ENEM, por ter sido realizado nesses condições absurdas e criminosas, e que tem o claro interesse de obstruir o acesso dos filhos dos trabalhadores ao ensino superior, excluindo essa parcela da população que tem sido linha de frente nos principais embates e mobilizações nacionais dos últimos anos.

O ENEM, realizado nessas condições, serve para aumentar ainda mais a exclusão dos mais pobres do acesso as universidades, portanto, defendemos que a prova deveria ser cancelada e reaplicada quando houver as condições justas para o jovens do povo participarem.

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