NOTA CONTRA O “NOVO” ENSINO MÉDIO

Os ataques ao ensino científico e unitário em nosso país têm sido aprofundados na educação básica com a implementação do “novo” ensino médio. Tal propaganda imensamente difundida pelos monopólios de imprensa em conluio com o governo federal espalha a falsa promessa de “escolha” entre os itinerários formativos por parte dos estudantes. Essa reforma coloca o estudante como o “protagonista de sua própria formação”, o que demonstra um claro alinhamento com a pedagogia pós-moderna norte-americana do “aprender a aprender”. Além disso, pouco se fala sobre o esvaziamento do currículo e da formação geral dos estudantes com as disciplinas obrigatórias sendo apenas português e matemática com o agravante de que não haverá exigência de professores formados nas áreas que atuarão, o chamado “notório saber”, velha política de sucateamento educacional aplicada na mediação tecnológica, também conhecido como pedagogia do professor “pendrive”. 

Sabemos que a falácia do “novo” ensino médio é mais uma das medidas que visam o esvaziamento do conhecimento científico brasileiro, sucateamento do ensino público, e formação de verdadeiros analfabetos funcionais para se somarem às fileiras do exército de reserva de mão de obra minimamente qualificada e barata em nosso país. Tal ensino tanto não está nenhum pouco compromissado com a formação estudantil que não prevê a obrigatoriedade de oferta de todos os itinerários formativos nas escolas, fazendo cair por terra a falsa promessa de escolha fortemente difundida. O que está claro é que na verdade os objetivos da implementação do novo ensino médio no Brasil são 1- Aplicação cabal das recomendações do Banco Mundial de reduzir gastos com educação e focar no ensino profissionalizante. E 2- Reduzir o acesso dos estudantes mais pobres ao conhecimento científico

Por mais que tal reforma esvazie o acesso ao conhecimento científico de milhões de crianças e adolescentes país afora, um fato inegável é: os estudantes de escolas particulares, de famílias ricas não serão afetados como já é nos dias de hoje. Estes sim terão uma formação de qualidade com acesso a todas as áreas de conhecimento e com vagas garantidas nas Universidades Públicas. 

Diante deste cenário, cabe aos estudantes secundaristas lutar da forma mais consequente e combativa possível, tornando cada escola em um espaço de resistência, trazendo como exemplo de luta as ocupações secundaristas que explodiram por todo o país nos anos de 2015 e 2016. Deve-se relembrar que a juventude secundarista de hoje passou dois anos trancafiada em casa, assistindo os seus morrerem a esmo, juventude essa que se forja em um país assolado pela fome, miséria, carestia de vida, juventude que ousa buscar uma perspectiva de vida que condiz com os interesses de seu povo e certamente encontrará. Por isso, nós da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia fazemos um chamado à todos os estudantes secundaristas do país a se lançarem nesta luta não somente de defesa do ensino público como é atualmente, mas por melhorias no sistema público de ensino, exercendo verdadeiramente o co-governo estudantil através de sucessivas greves de ocupação, expulsando os burocratas e governistas das escolas. 

IR AO COMBATE SEM TEMER, OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER! 

É GREVE, É GREVE, DE OCUPAÇÃO, NEM SUCATEAMENTO NEM PRIVATIZAÇÃO!

SECUNDARISTAS VÃO OCUPAR, O IMOBILISMO NÃO VAI NOS SEGURAR!

Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia.

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