Estudantes de História da UEMA Realizam Vitoriosa Semana de Calouros

Banner da semana de calouros na entrada do evento

Dentre os dias 23, 24 e 27 de maio, estudantes do 2º período do curso de Licenciatura em História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), realizaram uma vitoriosa semana de calouros com o tema: Defesa do direito de ensinar e aprender: sobre o rumo do curso de História e da educação pública. Evento que como definido pelos estudantes do curso desde a organização do mesmo, possui um caráter político, científico, cultural e acadêmico.

Através da organização independente dos estudantes, a Semana de Calouros ocorreu no auditório do prédio de História e reuniu diversos estudantes de licenciatura, secundaristas, professores e ativistas em defesa do Ensino Público, contando com uma significativa participação dos estudantes secundaristas do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), onde o prédio do último é localizado próximo ao local do evento.

No primeiro dia, em sua mesa de abertura, os estudantes reforçaram os objetivos da realização do evento, reafirmando os seus aspectos políticos e apresentando o cronograma da Semana. Ressaltando também, a luta para organização da Semana de Calouros com base nos princípios da independência, classismo e da combatividade, em consonância e na aplicação do plano de lutas definido pelo 41°ENEPe.

Em sua primeira mesa de debate, o evento contou com o tema: A BNCC e a “nova” reforma do ensino médio: os desafios do futuro do profissional da educação, apresentadas pelas professoras Helidacy, Sandra e a discente Janice, seguida pela mesa de tema Ensino de História e a Historiografia, apresentadas pela professora Raissa e pelo professor Marcelo Cheche.

Durante as mesas, através de suas intervenções, os presentes no evento deram exemplo de combatividade e disposição à luta, saudando a realização presencial da Semana de Calouros e denunciando tais reformas como parte do projeto de esvaziamento do conhecimento científico e do sucateamento do Ensino Público em nosso país. Entoando também as palavras de ordem: Historiador é pra lutar, o imobilismo não vai nos segurar! Pelo direito de ensinar e aprender, ousar lutar ousar vencer! e É greve, é greve de ocupação, nem sucateamento nem privatização!

No segundo dia de evento com o tema geral do dia sendo História e Sociedade, as mesas deram destaque à questão agrária no Brasil, mais especificamente no Maranhão, colocando como a contradição principal de nosso país, os camponeses em luta por terra versus o grande monopólio destas nas mãos do latifúndio exportador. Destacando os mais recentes ataques a comunidades e assassinatos de lideranças camponesas, indígenas e quilombolas que ocorrem no Estado com o avanço desenfreado do latifúndio e da grilagem de terras no Maranhão. Os palestrantes das mesas foram: o professor Isaque, o juiz de direito aposentado e advogado popular Jorge Moreno, e o professor Henrique Borralho.

Mostrando seu total apoio e solidariedade à luta camponesa, indigena e quilombola, os estudantes presentes no evento saudaram a heróica resistência ao cerco militar do acampamento Tiago dos Santos (Rondônia), saudando também o acampamento Carnaval Vermelho em Paranapanema.

Rechaçaram completamente o avanço e os ataques do latifúndio às comunidades maranhenses, defendendo também, que as universidades não podem transformar-se em locais alheios a luta do povo e que um dos papéis do movimento estudantil independente é dar repercussão aos acontecimentos do campo brasileiro nas universidades e nas ruas. Com ânimo, entoaram as palavras de ordem: É terra, é terra pra quem nela trabalha! E viva agora e já, a revolução agrária! e Derrubar os muros da Universidade, servir ao povo no campo e na cidade!

No último dia da Semana, em seu primeiro momento, reforçando o caráter científico e acadêmico do Evento, houve a apresentação dos grupos de pesquisa abertos no curso, com o convite para que os estudantes iniciassem sua carreira acadêmica participando de grupos/projetos de pesquisa e de extensão. Na defesa intransigente da ciência e da educação pública brasileira os estudantes expuseram que boa parte da produção científica nacional é oriunda das universidades públicas e que a defesa destas é dever dos estudantes como parte da defesa da ciência.

O segundo momento foi destinado ao encontro de brechós que ocorreu em frente ao local do evento e as apresentações culturais que ocorreram no fechamento da Semana de Calouros. Com destaque especial para a apresentação do grupo de capoeira de Angola Mandingueiros do Amanhã e a apresentação do rapper e ativista maranhense Marco Gabriel.

Durante a cultural, ao som dos berimbaus e tambores do grupo de capoeira, os estudantes puxaram a palavra de ordem: Resistir e lutar! Com a cultura popular! Palavra de ordem também entoada na apresentação do rapper Marco Gabriel.

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