[SP] Ato em Defesa da Efetivação das Funcionárias do Restaurante Universitário da Unicamp

A cada dois anos, a Unicamp contrata, por meio de edital de licitação, uma nova empresa de terceirização cujas trabalhadoras são responsáveis por manter o funcionamento dos restaurantes universitários (bandejões) da universidade.

Estes restaurantes representam um importante direito conquistado pelos estudantes, com muita luta, de terem acesso a alimentação de qualidade a um preço acessível, um marco no avanço da gratuidade das universidades públicas. Entretanto, a gratuidade está em constante ameaça seja pelos interesses dos governos reacionários ou da burocracia universitária representada por suas reitorias. É nessa situação que se encontram os restaurantes universitários da Unicamp, em que a contratação da nova empresa representa a demissão de 330 trabalhadoras, a contratação de novas trabalhadoras com piores condições de trabalho e um maior controle do setor privado dentro das universidades públicas.

A empresa que “venceu” a licitação da vez é a Solução Serviços Terceirizados, que já vem respondendo processos na justiça do Rio de Janeiro, por operar em condições higiênico-sanitárias inadequadas e por oferecer comida estragada”. Além dos absurdos aos quais estas empresas submetem seus funcionários, a terceirização representa uma precarização das condições de trabalho, dificultam a articulação e mobilização dos trabalhadores por seus direitos e exime a universidade de seus deveres. Assim foi o caso em que duas trabalhadoras terceirizadas em 2021, Lurdes e Edvânia, morreram durante o auge da pandemia de covid-19, sem qualquer tipo de apoio sanitário em seus trabalhos na universidade. 

Dado este cenário, no dia 09 de agosto, foi convocada uma assembleia com as funcionárias do restaurante para discutir as possíveis mobilizações contra essa nova demissão em massa, além de um ato, junto aos estudantes dos campi de Barão Geraldo e Limeira, saindo do restaurante até o prédio da Reitoria, onde ocorria a reunião do Conselho Universitário (CONSU). 

Mesmo estando no período de férias, cerca de 70 estudantes participaram do ato de forma enérgica, questionando a política privatista da auto-intitulada “gestão progressista” do reitor Tom Zé. O Centro Acadêmico dos Estudos da Química marcou presença no ato, distribuindo panfletos denunciando a situação e convocando os estudantes a estarem ao lado das funcionárias nessa luta contra as demissões, privatização e cortes de verbas. Ainda, foi demarcada a posição de defesa da efetivação das funcionárias terceirizadas com uma grande faixa, em oposição aos grupos de juventudes eleitoreiras e oportunistas, cujos cartazes se limitavam a serem contra as demissões.

Ao fim do ato, após agitações e falas denunciativas em frente ao prédio da reitoria, os estudantes se organizaram para entrar no prédio de modo a implodir o CONSU, que sequer trouxe a pauta em questão para a reunião. Porém, a tentativa foi impedida por meio da articulação do Reitor com os seguranças do prédio.

Enfim, a luta deve continuar e não se restringir a esse único ato. Só a luta estudantil pode garantir os direitos dessas trabalhadoras e a manutenção do funcionamento dos bandejões com qualidade, assegurando a permanência estudantil e a gratuidade universitária!

EFETIVAÇÃO JÁ! CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO!

ABAIXO O CORTE DE VERBAS E A PRIVATIZAÇÃO DA UNIVERSIDADE!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s