[MG] A ExMEPe estremece a UFMG: grandiosa manifestação no 15 de Setembro!

Atendendo ao chamado da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia, estudantes do curso de pedagogia, do curso de Formação Intercultural para Educadores Indígenas (FIEI) e de outras licenciaturas da UFMG promoveram uma grandiosa manifestação exigindo imediata revogação da Resolução 02/2019 (BNC Formação), bem como protestaram contra o corte de verbas nas universidades públicas, contra o sucateamento na UFMG e a falta de cantina nos prédios, as reformas curriculares no ensino básico (BNCC e “Novo” Ensino Médio), os graves cortes na ciência e na permanência estudantil, e contra o genocídio dos povos indígenas e exigência de demarcação de suas terras.

A manifestação, que se iniciou no hall da Faculdade de Educação (FaE) e percorreu uma caminhada até o bandejão, foi uma grande vitória do movimento estudantil combativo brasileiro! Foi fato contundente dentro da UFMG, onde as e os estudantes deram seu recado ao governo militar e genocida, aos reacionários e privatistas, de que não aceitarão calados os crimes contra o povo brasileiro, os ataques aos direitos, a destruição do ensino público e gratuito!

O ato se iniciou com estudantes colando cartazes pelas paredes do hall da FaE, criando o clima de manifestação. Por volta das 10:30 da manhã, estudantes começaram a se concentrar no hall, a ensaiar algumas palavras de ordem. Faltando 15 minutos para às 11, horário do fim das aulas da manhã, com um megafone e todo o otimismo e confiança na luta combativa e força dos estudantes, membros da Executiva Mineira e estudantes da FaE começaram a agitar nos corredores do prédio, a convocar para a manifestação, e estudantes e professores se animavam e apoiavam de dentro das salas.

Às 11, o ato se iniciou no hall da FaE, com uma abertura feita por um companheiro da ExMEPe, apontando o significado daquele dia 15: a luta contra a destruição da formação de professores e dos estudantes do ensino básico, contra os cortes de verbas, pela permanência estudantil, contra a EaD e ensino híbrido; contra o genocídio do povo brasileiro, dos camponeses, indígenas e quilombolas, do povo das favelas; que ali, naquele dia 15, os estudantes da Faculdade de Educação se colocavam como vanguarda dentro da UFMG, levando uma luz de esperança a toda a universidade, pois que aquela manifestação era prova cabal da força do movimento estudantil, era o grito de rebeldia contra tantas injustiças que não aceitaremos mais; nossos direitos não são negociáveis, e que garantiremos eles com luta combativa de verdade; que aquela manifestação acenderia a chama da revolta da UFMG, e que era um passo dentre muitos que virão até que os estudantes, professores, técnicos e demais funcionários, tomem essa universidade em suas mãos, a ocupem e a coloquem integralmente a serviço do povo!

Logo, uma liderança de turmas dos estudantes indígenas assumiu a fala, trazendo a luta dos estudantes indígenas para permanecerem na universidade, que sua presença ali era ato de resistência. Denunciou os ataques de grileiros recentes a aldeias da etnia Pataxós, no extremo sul da Bahia, em que inclusive alguns estudantes ali vinham dessa região. Então os estudantes organizaram um canto de força para seus familiares e companheiros nas suas aldeias. Logo, cantaram uma música feita por eles próprios contra o governo militar genocida, e ao fim, foram puxadas palavras de ordem “demarcação já” e “viva a resistência dos povos indígenas!”, “chega de genocídio dos povos indígenas!”.

Em sequência, interveio uma representante do DCE e da União Nacional dos Estudantes, saudando a luta da Executiva Nacional e a luta contra as medidas em pauta, e por fim a chefe do colegiado da pedagogia, ex membro da ExNEPe na época de sua graduação que denunciou a resolução 02/2019 e destacou o papel de protagonismo do movimento estudantil nas lutas em defesa do ensino público. Foram abertas intervenções onde outros estudantes e professores interviram.

Encerrada a primeira parte do ato da FaE, os estudantes seguiram em manifestação da Faculdade de Educação até o bandejão próximo, entoando palavras de ordem como “Licenciatura é união! Não deixe o MEC acabar com a educação!”, “Abaixo, abaixo, a BNC! Pelo direito de ensinar e de aprender!”, “Demarcação Já!”, “Avante, avante, avante juventude! A luta é o que muda, o resto só ilude!”

No bandejão, panfletos sobre a BNC foram distribuídos nas filas, e uma agitação foi feita explicando as razões da manifestação. Muitos concordavam, se animaram com o ato… A representante dos estudantes indígenas fez uma denúncia da perseguição e ataques ao povo Pataxó no sul da Bahia, e após os estudantes indígenas puxaram uma roda com todos ali e entoaram um canto seus, com as bandeiras e faixas estendidas no chão.

Foi uma grandiosa e vitoriosa manifestação, combativa e construída de forma persistente pelas(os), uma centelha que incendiará a UFMG contra todos os crimes do povo e a destruição do ensino público! Tremam reacionários, pois um novo movimento estudantil combativo cresce por todo o Brasil, e desafia com ousadia e audácia os imperadores do sofrimento do povo, os privatistas reacionários, os imobilistas pessimistas!

Viva a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia!

Viva a Luta independente e combativa!

Viva a resistência dos povos indígenas!

Abaixo a BNC! Pelo direito de ensinar e aprender!

Abaixo os cortes de verbas!

Por assistência e permanência estudantil!

Cresce por todo o Brasil o novo movimento estudantil combativo!

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