[MA] Comitês de Luta realizam grandes atos no dia 15 de Setembro!

OS COMITÊS DE LUTA MOBILIZARAM AS MAIS AMPLAS CAMADAS ESTUDANTIS E EFETUARAM GRANDES ATOS NO DIA 15 DE SETEMBRO!

Para o Dia Nacional de Combate a BNC-Formação, em São Luís-MA foram organizados comitês de luta em 4 instituições de ensino: na UFMA, UEMA, IFMA e no C.E Manoel Beckman.

Levantando as bandeiras da independência, do classismo e da combatividade os estudantes se empenharam em mobilizar e convocar as mais amplas camadas estudantis para o ato nacional promovida pela Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia, contra os ataques nefastos de privatização e mercantilização da educação pública brasileira, apontando de forma primordial a necessidade de revogar a resolução 2/2019 que assegura o maior ataque a pedagogia e as licenciaturas: a Base Nacional Comum para Formação de Professores (BNC-FP).

A semana de mobilização iniciou do dia 12 até o seu cume, no dia 15. As atividades foram centralizadas em agitação, panfletagem, colagem de lambes e abaixo assinados, sendo realizado de forma muito vigorosa, comprometida e consciente em cada espaço de atuação.

Os atos do dia 15 foram realizados em dois espaços, um no Prédio de História da UEMA (onde compareceram de forma majoritária os estudantes do prédio, e outros das licenciaturas da UFMA e secundaristas do IFMA) e outro no C.E Manoel Beckman (onde compareceu de forma ampla e atuante os secundarista do colégio).

UFMA:

Na Universidade Federal do Maranhão, durante os dias de mobilização, a comissão de luta colou lambes, distribuiu 1110 panfletos, fazendo agitação de sala em sala nos polos do Centro de Ciências Humanas (CCH) e Centro de Ciências Sociais (CCSO). Visto a situação precária e de sucateamento da própria universidade, estudantes e professores demonstraram apoio ferrenho à luta e grande indignação a tal resolução.

Além do mais, a comissão teve participação direta na apresentação dos calouros de pedagogia, angariando dezenas de assinaturas nos abaixo-assinados, incluindo da coordenadora geral do curso e de professores.

IFMA:

No Instituto Federal do Maranhão, campus centro histórico, o apoio dos secundaristas e professores para revogar a Resolução 2/2019 e barrar a BNC-FP foi considerável, demonstrando-se pelas centenas de assinaturas feitas nas passadas de sala em sala.

UEMA:

Na Universidade Estadual do Maranhão a comissão de luta realizou diversas atividades pelos pólos do Prédio do curso de História, localizado no centro histórico da cidade, e no campus Paulo VI, onde se encontrava as demais licenciaturas e pedagogia.

A comissão passou de sala em sala, se concentrou em locais de intensa movimentação para realizar as tarefas, onde foram distribuídos centenas de panfletos, obtido centenas de assinaturas de estudantes e de professores, da história, filosofia, ciências sociais, química, geografia e pedagogia.

Na programação do dia 15, houve um ato simbólico no prédio do curso de História, onde participaram em maioria estudantes do curso, outros de licenciaturas da UFMA, e secundaristas do IFMA. Cerca de 20 alunos ocuparam uma parte do prédio, ornamentaram o espaço com faixas e bandeiras, e realizaram uma agitação onde cada um pôde expressar sua opinião e revolta acerca dos temas da BNC-FP, da BNCC, “Nova” Reforma do Ensino Médio.

A comissão denunciou os verdadeiros culpados dessas implementações e ataques, apontando a importância e a necessidade daquele ato, citando exemplos de luta a ser seguido, como das vitoriosas ocupações estudantis recentes, da Reitoria da UFGD e do Bigarella na UFPR.

Levantando as bandeiras da linha classista, independente e combativa da ExNEPe, os estudantes puxaram o grito “Independência, classismo e combatividade a história avança com luta de verdade!”. Logo após, iniciou o momento de confecção de cartazes onde todos puderam colocar de forma criativa, consciente e coletiva a sua indignação no papel.

Por fim, houve um último ato onde os estudantes se direcionaram para a frente do prédio e alçaram as faixas e todos os cartazes produzidos puxando assim vigorosas palavras de ordem como “É greve é greve de ocupação Nem sucateamento nem privatização!”

Na escola Manuel Beckman, formado a comissão de luta, foram distribuídos e colados pelas paredes e espaços escolares mais de 500 panfletos do Coletivo Estudantil Filhos do Povo conclamando os estudantes a se posicionarem contra os cortes de verbas, o Novo Ensino Médio e a BNC-Formação dos Professores, aderindo assim a convocatória nacional promovida pela Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia.

Durante as atividades da comissão, centenas de assinaturas compuseram os abaixo assinados, envolvendo parte significativa não apenas dos estudantes, mas do professorado e demais membros da área técnico-administrativo da escola, que demonstraram grande apoio aos jovens em luta e tomaram parte ativa pelo dia, seja participando diretamente, seja colocando a disposição suas aulas para maior participação dos alunos e alunas.

Na programação do dia 15, foi realizado duas mesas de debate que reuniu mais de 80 estudantes em uma e mais de 70 em outra, com a participação da professora Daniele Castro.

A professora Daniele Castro tomou posição pela decisão de luta dos estudantes, parabenizou-os e afirmou que é necessário acreditar nesse caminho, e não em “político x ou y pra resolver os caminhos da educação”. Criticou o “Novo” Ensino Médio e a BNC-FP afirmando serem os partes do projeto de privatização e mercantilização do ensino que já vem sendo aplicados devido à “intervenção de grandes grupos empresariais que se importam em lucrar com a precarização da educação pública”.

Foi transmitido e debatido o documentário “Primavera Secundarista”, que debate sobre as ocupações secundaristas de 2016/2017, e foi debatido com os estudantes a necessidade de assumir a greve de ocupação como a única forma de barrar o sucateamento e a privatização do ensino público e construir um verdadeiro espaço escolar amplo e democrático exercendo o co-governo estudantil.

Ao final, a Comissão de Luta marchou pela escola ecoando os gritos do Movimento Estudantil independente, classista e combativo, em especial: “É greve, é greve, de ocupação, nem sucateamento e nem privatização!”.

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